Corrupção: Nome de Sarney para a Funasa é preso no Amapá

Brasil 247 - editado

O superintendente da Fundação Nacional da Saúde no Amapá (Funasa /Ap), José Roberto Galvão, foi preso na manhã desta sexta-feira (22) durante a operação Citrus, realizada pela Polícia Federal; Roberto Galvão foi indicado ao cargo pelo senador José Sarney (PMDB/AP).

O superintendente da Fundação Nacional da Saúde no Amapá (Funasa /Ap), José Roberto Galvão, foi preso na manhã desta sexta-feira (22) durante a operação Citrus, realizada pela Polícia Federal; Roberto Galvão foi indicado ao cargo pelo senador José Sarney (PMDB/AP).

O superintendente da Fundação Nacional da Saúde no Amapá (Funasa /Ap), José Roberto Galvão, foi preso na manhã desta sexta-feira (22) durante a operação Citrus, realizada pela Polícia Federal que investiga o desvio de mais de R$ 45 milhões do referido órgão público.

Roberto Galvão foi indicado ao cargo pelo senador José Sarney (PMDB/AP) e pelo grupo político do ex-senador Gilvan Borges. Além do superintendente da Funasa, estão presos a presidente da Associação dos Municípios do Amapá (Ameap) e ex-prefeita de Laranjal do Jarí, Euricélia Cardoso, o ex-prefeito de Oiapoque, Aguinaldo Balieiro.

Em 2 anos é o segundo escândalo de desvio de recursos públicos envolvendo a Fundação Nacional de Saúde no Amapá e os dirigentes do PMDB. Em 2011à Controladoria-Geral da União (CGU) realizou uma auditoria sobre o uso de verbas federais na saúde indígena. Num relatório de 389 páginas, a CGU comprovou o que se suspeitava: fraudes em licitações, compras de remédios e outros produtos com preços acima dos praticados no mercado, além de pagamentos indevidos por serviços não prestados. A CGU calculou só o prejuízo financeiro em R$ 6,2 milhões. Entre 2005 e 2009, a Funasa gastou R$ 34 milhões com saúde indígena.

Os relatórios da CGU mostravam a influência do senador Gilvam nas atividades da Funasa no Amapá. O caso mais significativo envolve um convênio firmado em 2006 entre a Funasa e uma ONG, a Associação dos Povos Indígenas do Tumucumaque (Apitu). Em três anos, a Apitu recebeu R$ 6 milhões da Funasa. Segundo a CGU, o prejuízo para os cofres públicos nesse convênio chegou a R$ 2,8 milhões. O assombro não está na dimensão dos desvios, mas no destino final deles. Depois de receber os recursos do governo, a Apitu repassou R$ 667 mil à AFG Consultores Ltda. Os serviços, diz o relatório, nunca foram prestados. A PF quebrou o sigilo bancário da AFG e mostrou o caminho percorrido pelo dinheiro. Das contas da AFG, os recursos saíram para contas dos comitês eleitorais do PMDB no Amapá, a fim de financiar as campanhas a prefeito de dois irmãos de Gilvam. Um deles, Geovani Borges, compartilhava o mandato de senador com o irmão: volta e meia, um sai de licença para que o outro ocupasse o mandato em Brasília. Em julho de 2008 a AFG passou R$ 150 mil ao comitê de campanha de Geovani à prefeitura de Santana.

Segundo matéria publicada na revista Época em maio de 2011 sobre o escândalo, esse dinheiro era quase um terço de tudo o que Geovani declarou à Justiça Eleitoral

Nesta sexta-feira logo após o inicio da operação Citrus o senador João Capiberibe disse através do Twitter que “em 2011, ao assumir o mandato, com aval da bancada, fez indicação para a FUNASA, mas obtive como resposta que o cargo era de Sarney do PMDB”.