Cerca velha: PT Sarney cerca candidata a reitora da UFMA

Ed Wilson, com edição

Joab, Chocolate, Monteiro e DimasA meteorologia política prevê nuvens carregadas sobre a eleição para a Reitoria da UFMA.

De uma só vez, o PT liderado por José Sarney faz dois negócios:

1) fechou apoio à candidata Nair Portela;

2) articula a filiação do reitor Natalino Salgado, com o objetivo de candidatá-lo à Prefeitura de São Luís em 2016.

O sarnopetismo misturado ao natalinismo é obra do vereador Honorato Fernandes, petista engajado na campanha de Edinho Lobão (PMDB) ao governo, em 2014.

Fernandes promoveu um café-da-manhã para recepcionar o reitor e a sua candidata, Nair Portela, com a participação do presidente estadual do PT, Raimundo Monteiro, e vários militantes do sarnopetismo.

No pacote de apoio a Nair Portela, essa banda do PT embutiu a filiação do reitor Natalino Salgado, mas seu ingresso no partido encontra resistência de outros segmentos que preferem a aliança para reeleger o prefeito Edivaldo Holanda Jr (PTC).

CHEFE-MAIOR, SARNEY & JOSÉ DIRCEU

O chefe-maior e operador dos interesses do PT na UFMA é o ex-vice-governador Washington Oliveira (WO), líder do submundo petista, agente de José Sarney e braço direito de José Dirceu no Maranhão.

Pelos favores prestados à oligarquia Sarney, WO está sinecurado em um cargo vitalício de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), de onde continua mandando no PT, através de Raimundo Monteiro, presidente estadual do partido.

Não precisa dizer mais nada sobre esse apoio.

Auditoria confirma desvio de dinheiro no caso Constran

Auditoria confirma irregularidades no acordo entre Constran e o governo de Roseana Sarney. Ex-governadora teria cobrado propina para pagar precatório à construtora

Auditoria confirma irregularidades no acordo entre Constran e o governo de Roseana Sarney. Ex-governadora teria cobrado propina para pagar precatório à construtora

Blog do Garrone – Bastou pouco mais de quatro meses para que a comissão responsável em apurar a regularidade do pagamento do precatório à Constran, uma das empresas investigadas na operação Lava-Jato, pudesse contatar indicio de desvio de dinheiro público. A comissão, instituída pelo governador Flávio Dino, através de decreto logo no primeiro dia de gestão, apresentou relatório conclusivo sobre o pagamento do precatório. As investigações revelam com clareza a prática de improbidade administrativa na gestão comandada pela ex-governadora Roseana Sarney.

O relatório revela o que as investigações da operação Lava-Jato já indicavam: o governo do Maranhão recebeu propina milionária para furar a fila de pagamento de precatórios, e antecipar um pagamento de R$ 113.366.859,81 a empresa CONSTRAN S/A Construção e Comércio.

Foi a recém criada Secretaria de Controle e Transparência que comandou os trabalhos da comissão, com informações e documentos cedidos pela Justiça. “A comissão se debruçou sobre documentos, cópias de processos e provas coletadas pela Policia Federal na Operação Lava Jato, concluindo pela ilegalidade e falta de vantajosidade do acordo milionário. Mais grave ainda são os indícios fortes de corrupção, com fotografias da mala de dinheiro saindo do Hotel e não retornando”, destacou o secretário estadual de Controle e Transparência, Rodrigo Lago.

Os documentos apontam que o precatório nº 14267/2010, que tem como credor a Constran, já havia sido impugnado com ação rescisória pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), alegando que o total do débito não alcançaria sequer a metade do valor que serviu à formação do precatório. Mesmo com o pagamento suspenso judicialmente, o Governo do Estado realizou acordo extra judicial com a empresa e induziu o Ministério Público ao erro, sob a justificativa de que o pagamento seria vantajoso ao Estado, que acatou o novo pagamento.

O relatório da Comissão é claro: “o pagamento do Precatório n.º 14267/2010 foi extremamente danoso ao interesse público, pois, além de não exprimir nenhuma vantagem concreta, impôs aos combalidos cofres públicos do Maranhão o desembolso de vultosa quantia”.

O caso de corrupção fica ainda mais evidente quando considerado todos os fatos ligados ao Operação Lava-Jato. Deflagrada no final de 2014 pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e pela Justiça Federal do Paraná, a Operação descobriu indícios de que o acordo para pagamento do Precatório à Constran foi maculado por atos de corrupção envolvendo agentes públicos do Maranhão e a empresa, intermediados pelo doleiro Alberto Yousseff.

O doleiro estava em São Luís, quando foi preso em um hotel pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, em 17 de março de 2014. De acordo com o depoimento a que a Comissão de investigação teve acesso, Youssef confessou que estava na capital maranhense para levar R$ 1,4 milhão ao então secretário da Casa Civil de Roseana Sarney, João Abreu, que já teria recebido outras duas parcelas de R$ 800 mil, por meio de emissários. As provas revelam que esta é propina concedida ao Governo do Estado do Maranhão para liberar o pagamento das precatórias.

Mesmo diante das provas, em agosto do ano passado, a gestão da ex-governador Roseana Sarney negou tudo e em nota que alegou que “não houve favorecimento no pagamento da ação de indenização proposta pela Constran, há mais de 25 anos”. “Foi realizado acordo judicial, com acompanhamento do Ministério Público, para negociação dessa ação, que trouxe uma economia de R$ 28,9 milhões aos cofres públicos”, afirmou.

O relatório entregue pelo secretário Rodrigo Lado é recheado de documentos, fotografias e informações, oriundas Procuradoria Geral da República, do Supremo Tribunal Federal, da 13ª Vara Federal da Seção Judiciária do Paraná, do Superior Tribunal de Justiça, da Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná e da Procuradoria Geral do Estado do Maranhão. Os dados são claros e apontam a prática de crimes contra a Administração Pública, tais como Peculato, Corrupção Ativa e Corrupção Passiva, que precisam ser responsabilizados.

Em posse do relatório, o governador Flávio Dino determinou que sejam encaminhadas cópias das peças do relatório ao Ministério Público do Estado do Maranhão e à Procuradoria Geral do Estado, de forma que possam atuar em conjunto para anular o acordo com a Cosntran. A fim de individualizar as responsabilidades, o governador ainda determinou que a instauração de procedimento na SCT para apurar a prática de atos de improbidade administrativa, identificando todos os responsáveis. E por fim, Flávio indicou que o relatório fosse repassado a Polícia Judiciária do Estado para servir à instrução do inquérito policial baixado do Superior Tribunal de Justiça, e que tem como indiciados a ex-governadora Roseana Sarney e outros suspeitos.

“Com as constatações feitas pela comissão, evitaremos o pagamento de milhões de reais indevidos, que ajudarão a pagar credores verdadeiros do Estado, dos precatórios que o governo anterior deu calote há três anos”, concluiu o secretário Rodrigo Lago.

Eliziane Gama: “grupo Sarney morreu”

Por Clodoaldo Corrêa e Leandro Miranda

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Para a deputada federal Eliziane Gama (PPS) não é correto colocar a culpa no grupo Sarney por problemas na administração da capital. Na visão da pré-candidata à prefeitura de São Luís, o grupo Sarney morreu enquanto grupo político. Em entrevista exclusiva aos Blogs Marrapá e Clodoaldo Corrêa, Eliziane fala sobre a atuação na Câmara Federal e suas pretensões nas eleições de 2016.

A deputada afirmou que o presidente da CPI da Petrobrás está segurando a votação das convocações e quebras de sigilo de figurões da política. Entre eles, estão a ex-governadora Roseana Sarney e o senador Edison Lobão. A deputada garante que já existem elementos para indiciamento destes políticos.

Considerando que a fusão entre PPS e PSB é fato consumado, Eliziane afirma que existe acordo para que o PPS comande o novo partido em São Luís e o PSB fica com o controle estadual.

Eliziane afirma que a chance de ter o PMDB em seu palanque em 2016 é zero. Para ela, não fazer campanha para nenhum candidato, já será um gesto de apoio do governador Flávio Dino a todos os seus aliados candidatos.

Deputada, já praticamente findando os quatro primeiros meses do mandato, quais são as principais diferenças e quais suas impressões sobre o parlamento estadual e federal?

O parlamento federal é mais intenso na atuação nas comissões, que funcionam de uma forma muito frenética. Elas funcionam muito fortes na quarta e na quinta-feira. Eu participo de duas comissões e da CPI da Petrobrás. E ainda assim, eu não tenho conseguido tomar café, almoçar e lanchar. Aqui, as sessões são rápidas. Lá, em geral, tem três sessões ao dia. Pra mim, não senti tanto porque sempre tive uma vida muito intensa aqui também, atuando em comissões e promovendo muita audiência pública.

unnamed (1)A senhora tem tido atuação destacada na CPI da Petrobrás. O que a CPI tem de resultado prático até o momento?

A CPI da Petrobrás em comparação com outras é a que teve mais resultado. É a que mais buscou informações, que mais quebrou sigilos, é a mais atuante. Já estamos no meio da CPI, mas devemos prorrogar um pouco mais. Mas estamos evoluindo. Conseguimos elementos pra prisão do Fareman [ex-representante da empresa holandesa SBM Offshore] e quebramos dois sigilos bancários. Porém, poderíamos ter votado algumas convocações. Eu pedi do Palocci, do Dirceu, de todos do Maranhão. Mas ainda não foram votadas e é uma decisão do presidente da Comissão. Em linhas gerais, já temos elementos pra fazer vários indiciamentos.

Com relação aos personagens da política maranhense, já existem elementos para indiciamentos ou até pedido de prisão?

Os depoimentos do Youssef e do Paulo Roberto Costa afirmam que houve pagamento de propina para os maranhenses envolvidos: Roseana Sarney, Edison Lobão e Waldir Maranhão. Agora eu vejo que não é somente o depoimento, mas precisamos das quebras de sigilos deles. Eu pedi a convocação dos três e a quebra do sigilo. Porque, isso leva ao crime, ao local do crime. Precisamos evoluir, embora os depoimentos sejam consistentes para fazer o indiciamento. Tanto que só você ter uma lista do procurador geral da República, já vem de uma investigação e já vem com vários elementos. Não é uma coisa aleatória. Já poderíamos indiciar e remeter à Polícia Federal. Eu protocolei a convocação de todos da lista Janot e agora depende do presidente da CPI. Acredito que não aprova, porque já sinto que os figurões da política têm uma proteção dentro da própria CPI. E estamos tentando forçar a barra pelo menos para colocar na ordem do Dia. Porque quem votar contrário, tem que ter o ônus de ser contra.

unnamed (2)Deputada, e quanto à reforma política, qual o seu posicionamento quanto a alguns temas polêmicos como o fim da coligação proporcional, voto distrital e fim da reeleição?  

Acho que a coligação proporcional precisa continuar. O voto proporcional dá representatividade partidária. O voto distrital elimina a ideologia partidária porque você vota nas pessoas. No mundo inteiro, estão correndo para o fortalecimento dos partidos, por conta dos ideais, no Brasil, estamos andando na contramão, no voto das pessoas. E vemos que, muitas vezes, pessoas com uma votação menor têm muito mais representatividade do coletivo do que figurões com grandes votações, assim como o inverso pode acontecer. Então precisamos equilibrar. O distrito elimina tudo isso. Agora, sou a favor do mandato de cinco anos sem reeleição. A eleição coincidente eu tenho reservas. Mas, é prática que na reeleição não se faz nada e praticamente se paga conta da eleição anterior. Mas quatro anos é muito pouco, acho que cinco é o ideal para um mandato minimamente necessário. Acho que precisamos de cotas para as mulheres, como necessidade provisória, com data de validade.

Como está o processo de fusão do PPS e PSB? E com a concretização, como fica o partido no Maranhão?

A fusão é um fato. Pra mim, já está consolidado e será oficializado dia 20 de junho. O PPS tem um pleito de candidatura em São Luís. E o Roberto Freire [presidente nacional do PPS] colocou isso desde o começo. Ele condiciona o controle do partido em São Luís para garantir a candidatura. Assim, o PSB comanda no estado e o PPS em São Luís. A minha afinidade com Roberto Rocha é grande. Ele é um aliado do nosso projeto e acredito que ele estará comigo.

Deputada, a senhora se apresenta como pré-candidata a prefeita de São Luís, com bons índices em pesquisas. Existe o comentário nos bastidores que poderia haver um acordo para que a senhora seja candidata a vice na chapa do prefeito Edivaldo. A senhora será candidata sob qualquer circunstância ou haveria alguma possibilidade de não ser candidata?

Eu nunca sentei com ninguém para tratar desse assunto, nem fui interpelada por ninguém sobre isso. São ilações que surgem e vão surgir outras. Tudo isso é fruto de nossas atuações. Nas eleições estaduais, apoiamos o Flávio porque era necessário inaugurar um novo momento para a política maranhense. Eu jamais poderia carregar sobre os meus ombros a culpa por não permitir isso ao Maranhão. Hoje, temos um cenário novo com o projeto do PPS de candidatura própria e estamos determinados a isso. Mas como sou uma seguidora de Deus, eu jamais direi o “nunca” e o “sempre”, que são palavras muito perigosas. Mas a possibilidade de eu não ser candidata é irreal. Para o PPS, é prioridade nacional a candidatura em São Luís. Seria um suicídio para o nosso nome. A população quer e seria uma decepção para o povo eu não ser candidata. Só algo alheio as minhas condições humanas faria eu não ser candidata.

unnamedNas tratativas com outros partidos, acredita que pode ter o apoio de PP, PTB e PSDB?

O PP hoje tem pré-candidata que a vereadora Rose Sales e eu tenho muito respeito por ela. É uma pessoa de índole ilibada e uma das melhores pessoas que conheci na política. Por isso, eu respeito a decisão do PP e dela. Com o PTB e o DEM existe uma possibilidade real porque os partidos estão muito próximos de uma fusão. O DEM é aliado em Brasília. A fusão dará condição de uma aliança. O PSDB tem possibilidade pela aliança nacional. Converso com Aécio Neves frequentemente. O Luís Fernando tem dito que é pré-candidato em Ribamar e por isso, espero que o caminho do PSDB seja conosco também.

E com o PMDB?

Nenhuma chance com o PMDB e não existe disposição da nossa parte. É divergente daquilo que trabalhamos. PMDB e PT não existe possibilidade pela divergência nacional.

A senhora falou da sua boa relação com a vereadora Rose Sales, que agora se apresenta como pré-candidata. Ela atua nos mesmos segmentos que são movimentos sociais, sindicais, evangélicos. Até que ponto a candidatura dela atrapalha ou “toma” parte do seu eleitorado?

Eu propus na eleição passada que a Rose fosse candidata a deputada estadual pra fazermos uma parceria, inclusive ela nos apoiou em 2010. Mas ela achou que seria melhor ser candidata a federal. Obviamente, que se ela não fosse candidata, a nossa votação no ano passado em São Luís iria aumentar muito, porque acho que, de fato, é o mesmo eleitor. Claro que tira e divide, mas o processo é democrático. Acho que a eleição será de dois turnos e, sendo assim, estaremos todos juntos no segundo turno.

O orçamento de São Luís em 2015 é de R$ 2,7 bilhões. O município gasta pouco mais que metade disso só com pessoal e o restante praticamente só dá para o custeio. Com a situação econômica desfavorável e governo federal cortando investimento, como conseguir recursos para investir na infraestrutura da cidade que tanto precisa?

Governar São Luís é desafiador. Teremos dois desafios enormes: o da eleição e do governo, que é bem maior do que a eleição por estas condições que vocês colocam muito bem. Mas não podemos por conta disso, fazer o que vem sendo feito nos outros processos eleitorais. Você ganha a eleição, assume e diz que não faz porque não tem dinheiro. Precisa refazer o remanejamento de prioridades. Precisa enxugar. Existem secretarias que só trazem gastos. É preciso em um primeiro momento ajustar esta quantidade de secretarias. Você já tem pouco dinheiro e ainda não aplica onde deveria. A falta de prioridade é o primeiro. E precisa procurar parcerias não só com governo federal e estadual, mas com organizações internacionais e com a comunidade. Também não se pode culpabilizar e dizer que não fez porque não era aliado do governo. Jackson Lago foi o melhor prefeito do Brasil sendo adversário dos governos estadual e federal. Na Bahia, ACM Neto é oposição aos governos estadual e federal e é hoje o melhor prefeito do Brasil. Porque soube colocar prioridades e procurar parcerias. O PPS começará agora a trabalhar os cinco eixos para ouvir a população e dizer o que ela quer para a comunidade. Dizer como aplicar o recurso. Envolver a cidade. O Orçamento participativo deve ser resgatado para funcionar de verdade, envolver a cidade. Esse planejamento é que precisa acontecer em São Luís.

Deputada, a senhora falou em ouvir a comunidade, e claro, a comunidade quer tudo de melhor, e estando em suas mãos a decisão, olhando a cidade hoje, com pouco recurso, qual seria a prioridade de um eventual governo Eliziane para investir em São Luís?

Uma mãe entende dentro da sua casa a necessidade básica. A mãe não vai comprar roupa nova se a criança precisa comer três vezes ao dia. São Luís está em uma situação que precisa do básico. Um prefeito que não consegue fazer as crianças terem aulas deveria ser impeachmado. Porque não está dando o fundamental. Assim, não tem comunicação que resolva. Antes, você pegava uma pesquisa e a mobilidade urbana estava lá na frente. Hoje, está equiparado saúde, educação e violência, que não é do estado, mas o município tem sua parcela. Mas no meu entendimento, a prioridade da cidade é ter aula. A mobilidade tem que ser resolvida, embora seja um problema nacional, mas em São Luís está agravado, porque o elementar não está sendo feito. Mas o nosso carro-chefe será a educação. Boa parte dos grandes escritores brasileiros são de São Luís e precisamos resgatar este sentimento. E não vamos resgatar com o adolescente, mas na criança de 6 e 7 anos.

E na sua visão, quais os principais problemas da educação municipal? Mais professores? Melhores salários? Mais escolas? Melhorias das existentes? E como, de forma prática, resolver?

É um pouco de cada. As escolas estão insalubres e por isso a evasão aumenta. Mas precisamos de mais escolas. Temos que te escolas de tempo integral. Por isso precisamos construir novas escolas dentro do planejamento para  este modelo. E precisamos reformar as escolas existentes. No governo de Tadeu, ele reformava uma escola por mês. Precisamos ter equipe de captação de recurso e projeto eficiente para elaborar os projetos e buscar os recursos no governo federal. Te que ser eficiente para elaborar e buscar o recurso.

Como a senhora avalia o governo Edivaldo e a senhora não imagina que ele foi prejudicado pelo grupo Sarney?

Essa ideia de colocar a culpa no grupo Sarney passou. Não existe mais. O grupo Sarney morreu, enquanto grupo político. Dizer que o grupo Sarney é culpado por todos os problemas é uma tentativa de fuga que não cola mais. Como citei antes, o Jackson Lago foi o melhor prefeito do Brasil sendo oposição ao grupo Sarney. Então eu só vou ser bom se o governo me ajudar? Precisa entender que você é eleito para essa finalidade. A oposição tem que existir mesmo. E ela existe para te fazer melhor. Agora, sobre a gestão, conseguiu ser o que ninguém imaginava. Quando me pediram para apoiá-lo eu não fui porque eu vi que o plano de governo era uma peça de marketing. E ele conseguiu ser o que os piores pessimistas não previam. O governo está muito ruim e não temos dias promissores infelizmente. E digo, infelizmente, porque trás uma culpa para uma geração. O grande problema é que ele não foi o prefeito. Claro que é difícil administrar uma cidade do tamanho de São Luís com o orçamento pequeno, mas você tem que se debruçar no problema ou ver a coisa passar.

A senhora espera que o governador Flávio Dino apoie sua candidatura?

Apoiar de fazer campanha não. Vai apoiar minha candidatura como vai apoiar a Edivaldo. O governador é governador dos 217 municípios. Eu não tenho dúvida que ele vai apoiar no sentido de deixar as candidaturas à vontade. O governador deixou claro inclusive isso nos encontros que ele tem dito conosco.

Murad sai na defesa de vereadores agiotas

andremuradBlog do Jeisael – O ex-secretário de Saúde do governo de Roseana Sarney, o enrolado e condenado Ricardo Murad (PMDB), saiu em defesa dos vereadores ludovicenses envolvidos em esquemas de agiotagem. Depois que o assunto voltou à tona através dos blogs jeisael.com e Marrapá, o ex-todo-poderoso do governo da filha de José Sarney acusou o golpe.

Mas não é difícil entender as dores de Ricardo Murad quando se trata do avanço das investigações sobre agiotagem no Maranhão. Uma série de notas fiscais frias pagas pela Secretaria Estadual de Saúde na gestão de Murad já está nas mãos de agentes da Justiça. Até o momento, a soma dos documentos chega a R$ 13 milhões, e o ex-secretário pode facilmente ser incriminado. O conjunto de papéis pode até ligar Ricardo a Gláucio Alencar, preso como mandante da morte de Décio Sá, o jornalista que ousou denunciar o esquema de agiotagem.

Só agora, no governo Flávio Dino, as investigações estão, de fato, avançando e alcançando quem quer que seja, aliado ou não do Palácio dos Leões, diferente do que aconteceu no governo de Roseana, onde o trabalho da polícia foi praticamente estancado por atingir aliados da família Sarney. A ordem do novo governador é investigar quem quer que seja.

Mas Ricardo Murad acha que foi Flávio Dino quem mandou o secretário de Segurança “detonar” vereadores de São Luís. Acostumado com o cachimbo, a boca de Murad ficou torta. Ele está medindo as ações do secretário Jefferson com a régua que media o ex-secretário de segurança de Roseana, Aluísio Mendes, com quem mantinha tráfico de influência para poupar aliados e detonar adversários, prática 'denunciada' pela própria filha, Andrea Murad, na tribuna da Assembleia Legialtiava.

Ricardo Murad deveria procurar o que fazer e se preparar para responder na Justiça pelos seus malfeitos. Aliás, para quem já foi o secretário de estado mais poderoso do Maranhão, chegando a mandar mais do que a própria governadora, o papel que sobrou para Murad é ridículo.

Ricardo passa o dia vigiando blogs e redes sociais e comandando meia dúzia de puxa-sacos que se ocupam de fazer prints em grupos de WahtsApp para que ele possa “se armar” para publicar suas asneiras para um “batalhão” de 100 seguidores no Twitter, dos quais 90 são fakes e o resto tem ligações familiares. Quem te viu, que te vê.

 

Assessor cliente de Pacovan pede exoneração

Blog do Clodoaldo Correa

image64Wellington Leite entregou, há pouco, carta solicitando afastamento do cargo de Superintendente de Articulação Política ao secretário estadual de Assuntos Políticos, Márcio Jerry. Ele ainda aguarda a resposta de Márcio Jerry. Wellington teve um cheque de R$ 5 mil encontrado no cofre do agiota Josival Cavalcanti, o Pacovan.

O superintendente falou sobre o caso pela primeira vez com exclusividade ao blog. Ele admitiu que fez um pedido de empréstimo de R$ 5 mil a Pacovan por uma necessidade financeira extrema. Ele afirmou que não existe nenhuma ilegalidade no pedido de empréstimo, mas admite que não fez a melhor escolha no momento de necessidade.

Wellington então, resolveu pedir a entrega do cargo para deixar claro na Justiça que somente isto que ocorreu e ele não tem nenhuma ligação próxima com Pacovan e muito menos seria “cobrador” do agiota como asseverou a deputada Andrea Murad. “Como pode alguém com um cheque de R$ 5 mil poder ser cobrador de grande esquema de agiotagem? Eu vou me colocar agora inteiramente à disposição da Justiça, da Polícia para deixar claro que tenho uma vida limpa. Por isso, pedi ao secretário Márcio Jerry para me afastar e mostrar para a sociedade vargengrandense, para a minha família, para meus amigos, que não tenho nenhum envolvimento com nenhum ato ilícito”, pontuou.

Ele também repudiou as afirmações que garantiu serem mentirosas da deputada Andrea Murad. Segundo Wellington, as acusações de ser “cobrador do agiota” têm o único objetivo de atingir o secretário Márcio Jerry e o governo Flávio.

Um carinhoso agradecimento a Flávio Dino

O povoado de Santo Antônio, em Pio XII, fez um carinhoso agradecimento a Flávio Dino. Depois de oito anos, o governador reativou no estado o Programa Nacional do Crédito Fundiário (PNCF), importante linha de financiamento para aquisição de terras e de recursos para produção agrícola.

Numa ação emergencial, o governo beneficiou 18 famílias da comunidade. Agora, com o acesso ao crédito fundiário, eles terão a escritura de suas terras e incentivos para a aquisição de maquinário e equipamentos para o plantio.

A entrega dos documentos aos beneficiários será feita na próxima semana pelo governador.

E a agiotagem na Câmara de São Luís?


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A Câmara Municipal de São Luís tem pelo menos 14 vereadores que teriam se beneficiado de um esquema que inclui agiotagem e uso de laranjas em empréstimos consignados junto ao Banco Bradesco. Até deputados estaduais fariam parte do esquema.

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público do Maranhão e a Polícia Civil do Maranhão devem uma resposta à sociedade. Ensaiaram a convocação de vereadores para depor e depois silenciaram. Por que?

O esquema criminoso capitaneado pelos vereadores Astro de Ogum e Isaías Pereirinha teria caído no esquecimento? Os atos criminosos ocorridas na Câmara Municipal de São Luís deixaram rastros enormes.

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Cheque apreendido nos cofres de agiotas assinado pelo ex-presidente da Câmara, Isaías Pereirinha.

Em matéria publicada no jornal O Globo, o delegado Augusto Barros estimou que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 30 milhões em recursos municipais.

— O esquema tem um potencial bombástico — disse o atual delegado geral da Polícia Civil ao jornal O Globo.

Apesar dos indícios apontarem para a participação de metade dos vereadores, a investigação, segundo Augusto Barros, se estenderia sobre todos os 31 parlamentares da Câmara Municipal.

Com informações do blog Edgar Ribeiro.