Política

O PP e o sonho quase impossível de Roberto Rocha

Desde que Jair Bolsonaro fez um aceno ao PP ao escolher Ciro Nogueira como ministro da Casa Civil, a especulação de que o presidente se filie ao partido para concorrer às eleições de 2022 aumentou.

A espera de Bolsonaro como uma salvação para a continuidade da sua vida política, o senador Roberto Rocha vislumbrou, em seus sonhos, que a filiação do presidente ao PP o colocaria automaticamente no comando da sigla no Maranhão.

Asseclas do senador-maquete, inclusive, se ouriçaram com a possibilidade de RR ter o comando do partido no estado.

Só que existem duas variantes que tornam o desejo de Roberto Rocha quase impossível.

A primeira delas é o prestígio do presidente estadual, o deputado federal André Fufuca, com a direção nacional do PP, sobretudo com Ciro Nogueira e Arthur Lira. Além disso, ambos os caciques nacionais veem com bons olhos o apoio do partido no Maranhão ao senador Weverton, fato que dificilmente ocorrerá com a legenda nas mãos de RR.

A segunda é a fama de “enterra-partido” de Roberto Rocha. Depois de aniquilar o PSDB, elegendo apenas um deputado estadual em 2018 e nem meia dúzia de prefeitos em 2020, RR é visto com desconfiança pelos presidentes nacionais dos partidos.
Ou seja, o sonho do senador-maquete em assumir o PP no Maranhão é quase impossível.

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