opinião

“Acabou, porra”

É difícil acreditar na continuidade do governo de Jair Bolsonaro depois do dia de ontem.

Em Brasília, não se fala em outra coisa que não sobre o afastamento do chefe do Executivo federal.

Bolsonaro está nu. A rejeição dele bate na estratosfera.

Nas manifestações desse 7 de setembro, tudo o que ele conseguiu mostrar foi fraqueza e desespero.

Isolado no Congresso Nacional, vendo o apoio que ainda lhe resta se esvair nas ruas e tentando conter o “pular do barco” das Forças Armadas, Bolsonaro parece não ter fôlego sequer para terminar o mandato.

O Centrão dá sinais de que pode desembarcar do governo e subscrever o impeachment do “Mito”.

Com meio milhão de mortes nas costas, inflação descontrolada, gasolina a sete reais e o gás de cozinha custando dez por cento do salário-mínimo, será difícil pedir voto no ano que vem com Bolsonaro colado no santinho.

O vice Hamilton Mourão bem que deveria providenciar o terno da posse.

Comentários estão desativados

Os comentários estão desativados.