Tapinha

Flávio Dino e o poder dos sobrenomes

Em uma agenda de Governo no município de São Domingos, no fim de semana, o governador Flávio Dino aproveitou para destacar seu principal candidato à sua sucessão.

Em seu discurso, Dino frisou que ‘o nome é o mais importante’. A fala deixa subentendido que, na visão do governador, o sobrenome é critério objetivo no debate sucessório.

“Poder e dinheiro passam. E por isso, poder e dinheiro não têm a menor importância perto da honra, perto respeito das pessoas, perto do carinho. Eu aprendi com meu pai, como Brandão aprendeu com o dele, que o nome da gente é mais importante”, Dino em meio a seu discurso.

O argumento do governador em fim de mandato vai de encontro ao que ele pregava em um passado recente. Logo Dino, oriundo das oligarquias políticas do interior, que ao sentar na cadeira de governador criou uma secretaria para perseguir o “clã que dominava o estado há 50 anos” e fez questão de arrancar o sobrenome de José Sarney de órgãos e edificações no Maranhão, não poupando nem o mausoléu instalado na fundação que leva o nome de ex-presidente.

Flávio Dino está irreconhecível na forma e conteúdo. Parecido mesmo, só na retórica debochada e vingativa.

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