Crise Migratória

EUA mandam 30 crianças brasileiras para o Haiti

Trinta crianças brasileiras já foram deportadas pelos Estados Unidos para o Haiti. Esse é o cenário da grave crise de migração vivida no país. As crianças brasileiras têm, em sua maioria, até três anos de idade.

Elas estavam acompanhadas pelos pais haitianos, com quem fizeram a jornada para sair do Brasil e atravessar as Américas do Sul e Central, até chegar à divisa entre México e Estados Unidos, há pouco mais de uma semana. Além dos 30 menores de idade brasileiros deportados, 182 crianças chilenas estão na mesma condição.

Paralelamente, cerca de 15 mil haitianos foram levados para a cidade texana de Del Rio, na fronteira com o México, nos últimos dias, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), braço da Organização das Nações Unidas (ONU), dedicada ao monitoramento do fluxo migratório ao redor do mundo.

Desde que a crise estourou, cerca de 3,5 mil pessoas já foram embarcadas em voos americanos para Porto Príncipe, capital haitiana.

Segundo a Constituição Federal, por terem nascido em território do Brasil, mesmo que de pais estrangeiros, os filhos dos haitianos são também considerados brasileiros natos. E por isso, eles detinham apenas documentação brasileira ao serem encontrados e deportados pelos americanos.

De partida do Brasil

O Brasil passou a ser destino de migração de haitianos, a partir de 2010, quando um terremoto devastou o Haiti e matou milhares de pessoas. Entre 2010 e 2018, dados da Polícia Federal apontam que 130 mil haitianos vieram ao Brasil, onde se estabeleceram e formaram família. O governo brasileiro criou um visto humanitário para atender às necessidades desses migrantes – mais tarde também estendido a sírios e afegãos.

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