ESCÂNDALO

Consórcio Nordeste atestou ter recebido respiradores inexistentes em ‘perfeitas condições’

Um dos mais escabrosos capítulos da pandemia de COVID-19 no Brasil foi protagonizado pelo Consórcio Nordeste, formado pelos nove governadores da região à época dos fatos, a pretexto de atuação conjunta no combate à doença.

Mas que, no fim de tudo, se mostrou um esquema criminoso.

A revista Veja revelou, em seu site, detalhes da nota de liquidação de empenho – no valor de R$ 48.748.575,82 – paga a uma empresa sem nenhuma expertise para o fornecimento de equipamentos respiradores.

A nota, assinada pelo secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, diz: “Certificamos para fins de Direito que os materiais descritos foram entregues e por nós aceitos em perfeitas condições”.

Só que os ventiladores nunca existiram.

Vale lembrar que o então governador do Maranhão e senador eleito, Flávio Dino, sempre foi um dos maiores entusiastas do Consórcio Nordeste, atuando quase que como um porta-voz da entidade.

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