Bancadas esvaziadas

Orçamento Secreto puniu PSB e Cidadania

Breno Pires, da Piauí – As urnas foram cruéis com partidos que pediram ao Supremo Tribunal Federal para barrar o esquema do orçamento secreto e, depois, voltaram atrás. PSB e Cidadania enfrentaram pressões, mas mesmo assim pediram o fim do mecanismo, em junho do ano passado, depois que uma série de reportagens publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo denunciou o orçamento secreto, que virou moeda de troca do presidente Jair Bolsonaro no Congresso. Mas, depois disso, sob uma onda de pressão dos deputados aliados ao presidente da Câmara, Arthur Lira, PSB e Cidadania recuaram e desistiram das ações. Agora, não apenas diminuíram as bancadas da Câmara Federal, como também o total de deputados estaduais.

Na Câmara, o PSB, que elegeu 32 deputados em 2018, já tinha sofrido uma diminuição na bancada para 23 e, agora, despencou para 14 deputados. O Cidadania, por sua vez, teve oito deputados eleitos em 2018, caiu para sete e, agora, só elegeu cinco. O partido está em uma federação com o PSDB, que fez outros 13 deputados.

Nas Assembleias Estaduais, o PSB caiu de 65 deputados estaduais em 2018 para 54 em 2022 – elegendo uma média de dois por estado. O Cidadania (então PPS) baixou de 22 deputados estaduais para 17 eleitos, fazendo menos de um por estado. O PSB, no máximo, igualará os três governadores que elegeu em 2018 — fez um no primeiro turno, Carlos Brandão, no Maranhão, e tem dois candidatos no segundo turno, no Espírito Santo (Renato Casagrande) e na Paraíba (João Azevedo). O Cidadania não terá governador.

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