Dino “descobre” caso Tech Office após fazer campanha ao lado de envolvidos
Quase cinco anos depois de registros de campanha mostrarem o então candidato ao Senado Flávio Dino ao lado de personagens que posteriormente estariam no centro do caso Tech Office, o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal passou a conduzir uma das mais amplas investigações sobre o episódio e decidiu tomar medidas contra investigados, mesmo após a condenação do réu confesso Gilbson Cutrim, autor do homicídio contra o empresário João Bosco em agosto de 2022. Bosco, inclusive, gravou programas eleitorais de Dino como apoiador.
Nesta segunda-feira (17), Dino determinou o afastamento cautelar de Daniel Itapary Brandão da Presidência do Tribunal de Contas do Estado por 180 dias. O documento que embasou a medida revisita o homicídio ocorrido quatro anos atrás. Segundo a Polícia Federal, a reunião que terminou na morte de João Bosco teria sido marcada pelo advogado.
Em depoimentos, Gilbson afirmou que, no momento do crime, estavam reunidos ele, o advogado, o vereador de São Luís Beto Castro (Avante) e João Bosco. Imagens de câmeras de segurança registraram as presenças no hall do edifício comercial.
O Marrapá e demais veículos de imprensa consorcionados cobriram exaustivamente o caso à época dos fatos. O ex-governador, no entanto, ignorou as suspeitas por estar em meio à campanha eleitoral. Dino se tornou relator das investigações relacionadas ao caso no STF no fim de 2025.
Confira a íntegra da decisão de afastamento de Daniel Brandão
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