Distribuição do Fundo Eleitoral abre crise no PT do Maranhão
A divisão dos recursos do Fundo Eleitoral até o momento provocou insatisfação entre candidatos do PT no Maranhão. Enquanto nomes recém-chegados ou com menor histórico na legenda receberam repasses expressivos, petistas tradicionais aparecem com valores menores ou sem qualquer receita declarada.
Um dos mais críticos é Paulo Romão, candidato a deputado estadual, que não recebeu recursos até o momento. “Em 2022, cada candidato recebeu minimamente R$ 35 mil. Agora, zero real”, disse. Ele também acusou a direção de repetir o erro de concentrar dinheiro apenas nas candidaturas consideradas mais competitivas.
Entre os candidatos a deputado federal, Rubens Pereira Júnior recebeu R$ 1,8 milhão, Vânia do MST e Creuzamar receberam R$ 1.016.600,00 cada, enquanto petistas históricos como Augusto Lobato tiveram direito a apenas R$ 195 mil e Eri Castro não registrou receita.
O grupo de insatisfeitos atribui influência direta ao ex-vice-governador Washington Oliveira na articulação de algumas candidaturas, privilegiando aliados na distribuição dos recursos.
“A gente não consegue jogar como um time para poder vencer junto”, resumiu Paulo Romão.