Alvo de Dino, Cutrim foi decisivo para vitória comunista em 2014
Colocado em prisão domiciliar por ordem do ministro Flávio Dino, por suspeita de obstrução da Justiça, o ex-deputado estadual Raimundo Cutrim foi decisivo para a chegada do comunossocialismo ao Governo do Maranhão, em 2014.
Cutrim foi o primeiro integrante do grupo Sarney a aderir ao projeto de Dino. O rompimento ocorreu após seu nome ser relacionado ao assassinato do jornalista Décio Sá, dois anos antes.
Filiado ao PCdoB, passou a vestir vermelho e deu peso político à pré-candidatura de Dino ao Palácio dos Leões.
Após a vitória, a expectativa era que Cutrim voltasse a comandar a Secretaria de Segurança Pública, cargo que havia ocupado nos governos de Roseana Sarney e José Reinaldo Tavares. Dino, porém, preferiu nomear o “camarada” Jefferson Portela, com quem Cutrim romperia meses depois.
Até a decisão de Dino, Cutrim exercia uma função no governo de Carlos Brandão. Segundo porta-vozes comunossocialistas, ele teria intermediado conversas com familiares de Gibson Cutrim, condenado por assassinar João Bosco na porta do Tech Office, em 2022.
A vítima era servidor da Secretaria de Estado da Educação e havia sido nomeada pelo então secretário Felipe Camarão. A suspeita levou Dino a determinar a prisão domiciliar do ex-deputado.
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