Braide joga para torcida, mas pode simplesmente não receber aumento salarial
O prefeito Eduardo Braide tenta transformar em louros políticos o pedido de cassação apresentado na Câmara de São Luís, ao afirmar que está sendo alvo porque “não aceitou aumentar o próprio salário”. A fala, feita na noite de quinta-feira (4), contrasta com a realidade jurídica. Apesar da polêmica criada, Braide pode renunciar ao reajuste a qualquer momento, já que o texto da lei permite ao chefe do Executivo abrir mão do aumento.
“É facultado ao Prefeito por ato próprio, renunciar total ou parcialmente ao valor do subsídio, o que, após oficializado, resultará na doação aos cofres públicos da parcela não embolsada”, diz o inciso 3 do artigo 1º da lei.
A discussão teve início após a Câmara aprovar o aumento do subsídio do prefeito, congelado desde 2019, medida que também afeta o teto de várias categorias do serviço público municipal, como os auditores fiscais, que cobram recomposição salarial.
Braide vetou o reajuste, viu o veto ser derrubado e acionou a Justiça, sustentando que não aceitaria o novo valor. Mesmo assim, optou por transformar o caso em narrativa política, dizendo que parlamentares querem cassá-lo por rejeitar a alta salarial.

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