bloco de notas

Edição Extraordinária (12/05)

RUÍDO: A queda de braço na comunicação de Carlos Brandão ficou evidente nesta semana e expôs o governador a constrangimento nacional. De um lado, a comunicação institucional se apressou em negar informações da Agência Brasil sobre inundações no estado, baseada em relatórios da Defesa Civil do Maranhão, alertando para a situação de emergência de 30 cidades; do outro, a assessoria pessoal do gabinete do governador publicou, no dia seguinte, nas redes sociais, imagens do próprio Brandão no meio da enchente em Barreirinhas, contradizendo a controversa nota publicada nos perfis oficiais do governo na quinta-feira. Sobrou até para o Sistema Mirante de Comunicação, parceiro preferencial do Palácio dos Leões, que não anda satisfeito com o tratamento que vem recebendo da Secretaria de Comunicação do Estado desde a saída de Ricardo Cappelli da pasta.

BATE-CABEÇA: Brandão ainda se queixa da desarticulação do núcleo responsável pela costura política do governo. Em cidades estratégicas como Codó, Caxias, Imperatriz, Paço do Lumiar, Coroatá, etc., o trio formado por Rubens Pereira Júnior, Sebastião Madeira e Júnior Viana não consegue contemplar interesses de quem contribuiu para a reeleição do governador em 2022, expondo-o a cobranças públicas e desgastes em atos oficiais, como aconteceu nesta semana em Coroatá, onde os Murad e Amovelar se uniram para fazer frente à pré-candidatura de Edimar Franco.

ÀS VEZES, NO SILÊNCIO DA NOITE: Órfãos de Flávio Dino se dividem entre os que reclamam do silêncio do ministro do Supremo Tribunal Federal e os que veem a pesada mão dele influenciar em todos os movimentos da política e do judiciário do Maranhão. Para o segundo grupo, o ex-governador comunossocialista já teria até avalizado o gradual afastamento de seus aliados do governo Carlos Brandão, culminando num rompimento natural e definitivo depois das eleições de outubro.

MESMO PALANQUE: Adversários em 2020, Neto Evangelista e Duarte Júnior superaram eventuais divergências decorrentes da disputa daquele ano pelo Palácio de La Ravardiere. Em clima de cordialidade e diálogo, os dois pré-candidatos à sucessão de Eduardo Braide se encontraram em um evento sobre autismo realizado no Multicenter Sebrae, neste sábado, em São Luís.

PRECEDÊNCIA: Deputados federais e presidentes de partidos já não escondem o incômodo com a movimentação de secretários do Governo do Estado com vista para as eleições de 2026. Dois terços dos representantes do Maranhão na Câmara Federal se consideram da base brandonista e temem perder a cadeira para auxiliares e familiares do governador.

TÁ AMARRADO: Alessandro Martins afirmou neste domingo, nas redes sociais, que a deputada estadual Mical Damasceno é misógina e tem “ligação com o Satanás”. Segundo o encrenqueiro empresário da Euromar, a parlamentar evangélica “quase derruba a Madonna” do palco no Rio de Janeiro. Ele enfrenta o deputado estadual Yglésio Moyses no próximo dia 14 de junho, num evento com anões, influencers e lutadores profissionais. O contrato assinado pelos dois na semana passada prevê multa de R$ 100 mil para quem desistir. Yglésio é pré-candidato a prefeito pelo PRTB. Alessandro, a vereador pelo Partido da Mulher Brasileira.

EU SOU REBELDE PORQUE O MUNDO QUIS ASSIM: Em Timon, a família Waquim não admite de jeito nenhum a candidatura de Henrique Júnior à prefeitura. O MDB local, controlado por Sétimo Waquim, acionou a Justiça Eleitoral contra a pré-campanha do suplente de deputado federal aliado de Josimar de Maranhãozinho. A representação é assinada pela advogada Ana Graziella Neiva e por uma sobrinha-neta do ex-presidente José Sarney. Henrique Júnior iniciou a carreira política como subsecretário de Socorro Waquim, que deve ser confirmada como vice no palanque de oposição à prefeita Dinair Veloso liderado por Rafael ex-Leitoa.

DESCUIDO MILIONÁRIO: A teima da Secretaria Municipal de Administração de São Luís em não realizar a promoção de servidores em tempo hábil, conforme legislação específica, tem levado servidores públicos a recorrerem ao Poder Judiciário, com alguns obtendo decisões favoráveis obrigando a gestão municipal a pagar retroativos na casa dos R$ 1 milhão.

PRECARIZAÇÃO: A Abeas, organização social que administra o Hospital Tarquínio Lopes Filho, lançou edital para a contratação de farmacêutico clínico com carga horária de 36 horas semanais, com carteira assinada, pelo salário de R$ 2.276,27. Para efeitos de comparação, no mesmo período, a Prefeitura de Teresina, do confuso Doutor Pessoa, lançou edital de concurso público com vagas de 30 horas para farmacêutico e salário de R$ 5.930,65 – mais que o dobro do que o profissional da área receberá a serviço da Secretaria de Saúde do Estado.

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