Caso Nenzim: Asseclas do clã Sarney devem desculpas ao Maranhão - Marrapá

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Caso Nenzim: Asseclas do clã Sarney devem desculpas ao Maranhão

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão dá por elucidado o caso do homicídio do ex-prefeito de Barra do Corda, José Mariano da Silva, o Nenzim, executado na manhã da quarta-feira (06) com um tiro na nuca.

Já na manhã desta quinta (07), as suspeitas de crime de pistolagem caíram por terra e a justiça decretou a prisão de Mariano Junior, o Junior Nenzim, apontado pela polícia como possível autor do crime.

Em tempo recorde, outras duas pessoas já foram presas por envolvimento no homicídio, desmoralizando o discurso dos aproveitadores que usaram da tragédia familiar em Barra do Corda para atribuir ao sistema de segurança do estado a culpa pelo ocorrido.

Ainda na tarde de ontem, os deputados estaduais Wellington do Curso, Edilázio Junior e Souza Neto atacaram o governador Flávio Dino e o secretário Jefferson Portela impiedosamente na tribuna da Assembleia Legislativa, numa tentativa desmiolada de politizar o caso, quando todos os indícios de autoria já apontavam na direção de Junior Nenzim.

Para Edilázio, sempre o mais afobado dos oposicionistas, a investida criminosa do caçula dos Teles contra o pai “só mostra a falência do nosso sistema de segurança pública”. “O governador Flávio Dino usa aeronave [do GTA] que era para estar perseguindo bandido, que era para estar prendendo ladrão, assassinos, estupradores, usa para fazer política”, concluiu o genro gênio da desembargadora Nelma Sarney.

Sousa Neto, genro de Ricardo Murad metido a expert em Segurança, entrou na onda de Edilázio e também culpou Dino por voar de helicóptero enquanto Nenzim Junior conspirava contra a vida do genitor. Logo ele, investigado pelo Ministério Público do Estado pelo uso de aeronaves da Saúde do Maranhão em campanha eleitoral.

Já o esbaforido Wellington do Curso, cujo desequilíbrio quase que disléxico é conhecido pela população de São Luís, foi mais longe, a ponto de gabar-se por ter profetizado a tragédia no plenário do legislativo estadual, tal qual o famoso vidente Carlinhos.

Nada, entretanto, superou o disparate da blogosfera sarneyzista, que só faltou decretar a prisão de Flávio Dino pela autoria do crime.

Em uma destas páginas, o editor de política do jornal O Estado do Maranhão cobra a punição do governador e do secretário de Segurança, alegando que ambos erraram ao não mobilizar o aparato policial para proteger o patriarca da família Teles.

“Caberia ao governo comunista saber e acompanhar a movimentação de pistoleiros e bandidos no interior” escreveu o tresloucado blogueiro, que de tão envergonhado não publicou, até agora, uma linha sequer sobre a elucidação do crime.

Diante de tantos excessos, os asseclas do grupo Sarney têm o dever de pedir desculpas por usarem de contumaz má-fé para atacar os agentes envolvidos na apuração do caso. Não há de se esperar, porém, qualquer mea culpa de quem não tem compromisso com a profissão, com o eleitor, muito menos com a própria consciência.

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