Contratos de R$ 12,7 milhões contrastam com problemas na saúde de Cantanhede
As cifras milionárias destinadas a contratos na área da saúde do município de Cantanhede não se refletem no atendimento à população. Empresas terceirizadas receberam R$ 12,7 milhões entre 2022 e 2025, durante a gestão do prefeito Zé Martinho, o Kabão. Mesmo assim, moradores enfrentam filas, falta de medicamentos e dificuldade para conseguir consultas.
Os contratos analisados, firmados com as empresas L2 Med Serviços e Diagnósticos e Instituto de Ação Social e Promoção Humana Assistencial, preveem números expressivos de atendimentos. No papel, são milhares de exames por ano, incluindo 5.800 ultrassonografias e 4.000 eletrocardiogramas, além de plantões médicos que ultrapassam R$ 1 milhão anuais. Ainda assim, relatos de moradores apontam um cenário oposto, com unidades superlotadas e atendimento precário.
Entre os pontos que chamam atenção está o valor pago por procedimentos. O eletrocardiograma foi contratado por R$ 56, valor muito superior ao praticado pelo SUS (R$ 5,15), levantando suspeitas de possível sobrepreço. Há ainda inconsistências administrativas nos contratos, como divergências de datas em termos aditivos.
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