Crise no judiciário maranhense por contrato com BRB ganha repercussão nacional
A transferência de quase R$ 3 bilhões em depósitos judiciais do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) para o Banco de Brasília (BRB) ganhou repercussão nacional após reportagem da colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles, nesta quarta-feira (4). Segundo a publicação, a decisão de deixar o Banco do Brasil partiu exclusivamente do presidente da Corte, desembargador Froz Sobrinho, sem deliberação prévia do colegiado.
O magistrado teria afirmado que a medida garantiu rendimento mensal de cerca de R$ 15 milhões, cinco vezes superior ao valor pago pelo banco anterior.
A controvérsia se intensificou diante das investigações da Polícia Federal, após aportes do BRB no Banco Master e tentativa de aquisição da instituição, posteriormente liquidada pelo Banco Central por fraude bancária.
Na sessão do último dia 28 de janeiro, Froz tentou dividir a responsabilidade pela decisão com os demais desembargadores, mas o encontro terminou em bate-boca. O desembargador Paulo Velten criticou duramente a condução do processo, classificando a migração dos recursos como “gravíssima” e afirmando não se sentir corresponsável por uma decisão tomada de forma unilateral.