Decisão de Moraes acentua clima de stalking político no MA
A decisão de Alexandre de Moraes, do STF, que cobrou esclarecimentos do Palácio dos Leões na terça-feira, 17, não produz efeito prático no Maranhão e instala um clima de pressão política. Marcus Brandão, Ítalo Augusto Reis Carvalho e Gilberto Lins foram exonerados há meses do governo de Carlos Brandão.
O despacho fala em “verdadeiro ataque” ao Supremo e em “reiterado e sistemático descumprimento”, com base na tese de que os citados seguiram atuando de fato após as ordens judiciais.
Esse cenário já não se sustenta. As exonerações esvaziam a base da reclamação, sustentada sobretudo por postagens em redes sociais e relatos de bastidores.
Nos corredores de São Luís e Brasília, a avaliação é de decisão extemporânea. O movimento levanta suspeitas, acentua o clima de pressão política no Maranhão e reforça a desconfiança da opinião pública sobre possíveis interferências do Supremo no Palácio dos Leões.
O episódio se soma à operação que atingiu a liberdade de expressão e o sigilo de fonte, relacionada às denúncias do blogueiro Luís Pablo, além de outras decisões relatadas por Moraes e Flávio Dino, com influência direta na rotina política do estado.
Enquanto isso, aliados comunossocialistas vendem uma reviravolta com potencial eleitoral em favor do grupo ligado a Flávio Dino.
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