Diálogos expõem suposta venda de sentenças no TJ do Maranhão: “preciso daquele negócio prometido”

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou uma organização criminosa que teria operado dentro do Tribunal de Justiça do Maranhão. A denúncia, com mais de 300 páginas, é resultado da Operação 18 Minutos, que investiga a venda de decisões judiciais em troca de propinas milionárias.

Diálogos suspeitos foram levantados pela investigação e parte deles foi revelada pelo colunista Fausto Macedo, do Estadão. Os principais envolvidos são os desembargadores Antônio Pacheco Guerreiro Júnior e sua colega de corte, Nelma Sarney, cunhada do ex-presidente José Sarney.

De acordo com a PGR, Guerreiro Júnior atuava de forma colegiada com os desembargadores Nelma Sarney, Luiz Gonzaga Almeida Filho e Marcelino Everton Chaves (já aposentado), além dos juízes Alice de Souza Rocha e Cristiano Simas de Souza. A engrenagem criminosa envolvia também três assessores e treze advogados, totalizando 29 denunciados.

O principal operador do esquema, segundo a Polícia Federal, era Lúcio Ferreira, assessor direto de Guerreiro Júnior, que negociava sentenças, lavava dinheiro e redigia decisões a serem assinadas pelo desembargador. As investigações apontam que sentenças contra o Banco do Nordeste foram manipuladas para beneficiar advogados que pagavam propina.

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