Dino adota corporativismo em suspeição de Toffoli e posição contrária somente sob crimes graves
O ministro Flávio Dino fez uma das manifestações mais enfáticas durante a reunião reservada do Supremo Tribunal Federal que discutiu a suspeição do ministro Dias Toffoli no caso Banco Master. Dino classificou o relatório da Polícia Federal como “lixo jurídico” e confrontou o presidente Edson Fachin, além de dizer que só seria a favor da saída de Toffoli do caso sob acusações graves. Os diálogos foram divulgados nesta sexta-feira (13) pelo site Poder360.
“Essas 200 páginas para mim são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico. A crise hoje é política, presidente [Edson Fachin]. Em 2035, se Deus me der saúde, eu quero estar nesta cadeira. E esta cadeira tem bônus e ônus. Eu acho que não adianta pensar nesta cadeira só nos bônus. Eu acho, sr. presidente, que o sr. deveria ter resolvido isso dentro da institucionalidade da presidência”, declarou.
Para Dino, suspeições contra ministros da Corte só deveriam prosperar em situações extremas. Ele citou como exemplo casos de “pedofilia, e se tiver prova, e de estupro, e se tiver prova”. Em seguida, adotou o tom corporativista. “E qualquer outro pedido de arguição eu sou STF futebol clube”, completou.
Sem consenso, Dino propôs a divulgação de uma nota institucional assinada pelos ministros, afirmando que não havia suspeição nem impedimento, mas sugeriu que, mesmo com o apoio formal da Corte, Toffoli poderia, “num gesto de grandeza e em defesa da institucionalidade”, encaminhar o processo para redistribuição. O que acabou acontecendo.
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4 respostas para “Dino adota corporativismo em suspeição de Toffoli e posição contrária somente sob crimes graves”
Na verdade, DINO praticou foi PORCOrartivismo……
“Pois é, ministro, compreendo sua tentativa de enquadrar como política as acusações contra seu colega de corte. Só uma pequena ressalva: não faz tanto tempo que Vossa Excelência adotou postura semelhante contra seus próprios desafetos. E como diz o velho adágio popular, cada um colhe o que planta — a lei do retorno não falha.”
Mais um paladino da moralidade que cai por terra.
“Para os amigos os favores; para os inimigos os rigores, e para os indiferentes a lei.”