Dino mantém ex-auxiliar como interventora da FMF

Até março

O ministro Flávio Dino decidiu na segunda-feira (9) manter a Federação Maranhense de Futebol (FMF) sob intervenção judicial e postergou para março de 2026 a realização de audiência de conciliação com o objetivo de construir uma saída negociada para o impasse. Com a decisão, permanece no comando provisório da entidade a advogada Susan Lucena, ex-auxiliar de Dino nos governos comunistas no Maranhão e diretora da Casa da Mulher Brasileira desde 2017, nomeada por ele.

A medida foi tomada no julgamento da Reclamação nº 85.536, apresentada pelo ex-presidente da FMF, Antônio Américo, afastado por decisão do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, em ação movida pelo Ministério Público do Maranhão. O mesmo juiz foi responsável pela indicação da atual interventora. A ação apontou supostas irregularidades na gestão, como falta de transparência, confusão patrimonial entre a FMF e o Instituto Maranhense de Futebol (IMF) e desvio de finalidade. Dino entendeu que há indícios suficientes para justificar a intervenção, mas observou que ela não pode se prolongar indefinidamente.

Na decisão, o ministro determinou que participem da audiência representantes da FMF, do MPMA, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a própria interventora, que deverá apresentar relatório detalhado da situação administrativa encontrada. Até a conclusão do processo, ficam proibidas mudanças estatutárias e a convocação de eleições, limitando a gestão provisória aos atos de continuidade administrativa.

Confira a íntegra da decisão

Comentários estão desativados

Uma resposta para “Dino mantém ex-auxiliar como interventora da FMF”

  1. Carlos Barroso disse:

    10 de fevereiro de 2026 às 10:43
    Esse ‘juis’ é doido para ser o dono do Maranhão. Deu um embargo de gaveta nas escolhas dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. E, nas ‘rádias’ peão o falatório é que ‘rocambole dos infernos’ é doido para destronar o governador Carlos Brandão, legitimamente eleito pelos maranhenses, para presentear o Felipe Camarão – fiel escudeiro – da tragédia que foi o Maranhão em seu desgoverno.