Empresária suspeita de agressão à grávida foi condenada por furto e é alvo de denúncias de golpes
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por suspeita de torturar uma empregada doméstica grávida na Grande São Luís, possui extenso histórico judicial. De acordo com levantamento publicado pelo portal O Informante, ela e o companheiro, Yuri Silva do Nascimento, já responderam a processo criminal por furto no Tribunal de Justiça do Maranhão, com condenação superior a seis anos de reclusão. O processo tramitou na 3ª Vara Criminal de São Luís, teve trânsito em julgado e foi posteriormente encaminhado para execução penal.
Além do histórico criminal, o casal também é citado em denúncias de consumidores por supostos golpes envolvendo promessas de “limpar nome” junto a órgãos de proteção ao crédito.
Segundo relatos, clientes pagavam por serviços oferecidos por uma empresa ligada aos dois, mas as dívidas voltavam a aparecer sem qualquer solução ou devolução dos valores. As reclamações indicam possível prática reiterada de fraude, com prejuízo financeiro às vítimas.
O nome da empresária voltou ao centro das atenções após denúncias de agressões contra uma trabalhadora doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, em caso que ganhou repercussão nacional nesta quarta-feira (6), em reportagens veiculadas pela TV Globo e diversas outras emissoras.
A Polícia Civil investiga indícios de violência física, ameaças e humilhações. O governador Carlos Brandão afirmou que o caso será apurado com rigor e que o Estado está prestando assistência à vítima. “Vamos garantir toda a assistência necessária e apurar, com rigor, os fatos”, declarou.
Uma resposta para “Empresária suspeita de agressão à grávida foi condenada por furto e é alvo de denúncias de golpes”
“Essas atitudes escancaram o retrato da nossa justiça: um edifício que já ruiu em todas as esferas. Foi explícita a agressão contra uma mulher grávida, e o que deveria ser a mão da lei virou conivência. O agente que deveria agir se acovardou, amparado pelos colegas de farda, apenas porque conhecia a agressora. Ou seja, não se fez justiça — se fez camaradagem. E quando a amizade pesa mais que a lei, o resultado é a desmoralização completa do sistema.”