Ex-prefeito de São Luís manda indireta a Dino: “saiu, mas não quer largar o osso”

prazo de validade

O ex-prefeito de São Luís, Tadeu Palácio, publicou no domingo (17) um texto intitulado “Prazo de Validade”. Ao longo da reflexão, o pedetista histórico afirma que “há quem tenha deixado o cargo, mas insista em continuar influenciando como se ainda tivesse poder”. A mensagem foi lida politicamente como indireta ao ex-governador e atual STF, Flávio Dino. “É a velha história do ditado: ‘saiu, mas não quer largar o osso’”, completou o ex-prefeito.

Na mesma semana em que a batalha entre os Leões e a marreta da Justiça se acirrou mais ainda, Tadeu assinalou que “o problema é que alguns, ao deixarem o posto, não aceitam que o prazo acabou. Querem ainda mandar, ditar ordens, influenciar, como se o poder fosse propriedade pessoal”.

Para Palácio, o comportamento demonstra um “apego doentio ao poder e incapacidade de respeitar a vontade popular”. Médico, Tadeu citou sua própria trajetória, quando retornou à medicina após os seis anos à frente da Prefeitura de São Luís, não mais interferindo na política local.

Tadeu Palácio foi vice-prefeito de São Luís e ascendeu ao cargo quando Jackson Lago decidiu se candidatar ao governo do estado, em 2002, sendo reeleito dois anos depois.

Na pré-campanha das eleições municipais de 2012, quando as pesquisas o colocavam na liderança para retornar ao Palácio de La Ravardière, Tadeu foi vítima do embrião da chamada “carta-compromisso”.

Havia um diálogo que previa a entrada na disputa, com apoio do grupo que viria a fundar a República do Maranhão em 2015, daquele que melhor pontuasse nas pesquisas. Palácio, entretanto, foi preterido pelo então deputado federal Edivaldo Holanda Júnior.

Ele chegou a disputar a eleição, mas acabou na quinta colocação e, resignado, decidiu se retirar da política.

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Uma resposta para “Ex-prefeito de São Luís manda indireta a Dino: “saiu, mas não quer largar o osso””

  1. Armando o A Madeira disse:

    Esse papo-aranha do Tadeu Palacio é tipico daquele “de cujos” que, ou pelo povo ou pela falta de “combu$tível”, foi varrido da sala do Poder…
    Vide A Raposa e As Uvas, de La Fontaine.