Federação PT-PSOL provoca racha entre petistas e pode não sair

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A possibilidade de criação de uma federação partidária entre PT e PSOL para as eleições deste ano tem provocado forte divisão dentro do diretório nacional petista e pode acabar não avançando. As divergências vieram à tona após discussões em um grupo de WhatsApp da direção do partido, segundo informações divulgadas pelo site InfoMoney.

A polêmica começou após uma mensagem da chefe de gabinete da presidência do PT, Lígia Toneto, defendendo apoio à chamada “Federação de Esquerda”, proposta que vem sendo articulada por setores do PSOL. Logo depois da publicação, dirigentes do partido reagiram com críticas.

“Estimular ou apresentar movimentos externos como se fossem um caminho já consolidado, ainda mais quando puxados por outra organização partidária, não contribui para o método coletivo que sempre caracterizou a construção das decisões no PT”, respondeu Saulo Dias, secretário nacional de meio ambiente do partido, no grupo. “Não debatemos internamente esse assunto. É um erro esse fato consumado que se criou. Sou contra e espero ter o direito de votar na minha posição”, escreveu a dirigente Natália de Sousa Alves.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, comentou a situação em um vídeo nas redes sociais e afirmou que o debate tem gerado uma “polêmica desnecessária”.

No Maranhão, os dois partidos possuem pré-candidatos ao Governo do Estado: o vice-governador Felipe Camarão, pelo PT, e Enilton Rodrigues, pelo PSOL. Nas últimas semanas, Camarão chegou a promover uma plenária reunindo representantes de partidos da esquerda, incluindo PCdoB e Rede Sustentabilidade, para discutir a construção de uma frente unificada. Tudo não passou de algo embrionário, entretanto.

Caso a federação entre PT e PSOL não se concretize, a tendência é que o PSOL renove sua federação atual com a Rede por mais quatro anos.

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