silêncio sepulcral

Brandão silencia sobre presença de sobrinho-secretário em cena de crime

Carlos Brandão, governador tampão e candidato à reeleição, continua em silêncio diante da presença e do possível envolvimento do sobrinho, Daniel Itapary, na trama que culminou na morte de João Bosco.

Há uma semana, a imprensa insiste no fato de que Daniel estava na reunião na qual Beto Castro, Bosco e Gilbson Cutrim discutiam o percentual da propina referente ao pagamento de R$ 778 mil, feito ilegalmente pela Secretaria de Educação do Maranhão.

Depoimentos, testemunhas, imagens e vídeos do monitoramento interno do Tech Office confirmam que o filho do ex-prefeito de Colinas, Zé Henrique Brandão, sentou-se à mesa com Beto e João Bosco, chegando a puxar cadeira para que o assassino Gilbson se associasse ao grupo. 

Cinco ou seis minutos depois, o sobrinho do governador se levanta para cumprimentar o ex-defensor geral do Maranhão, Alberto Bastos, e falar sobre a carreta da Defensoria Pública. É quando a confusão se forma, terminando na execução de Bosco. 

E o depoimento espontâneo do executor ao delegado Murilo Tavares, prestado em 29 de agosto, deve adicionar novos elementos à cena do crime e contribuir para a elucidação da trama de corrupção e chantagem diretamente relacionada ao Palácio dos Leões.

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