Pé no pescoço

Recordar é viver: Flávio “bolsonarista” Dino?

Para quem não se lembra, no dia 23 de maio do ano passado, o governador Flávio Dino (PSB) esteve reunido com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, discutindo estratégias para evitar a disseminação da variante delta no coronavírus no Maranhão.

Na ocasião, Queiroga deixou 600 mil testes de detecção de Covid-19 que foram cruciais para impedir a proliferação da variante em São Luís e no interior do estado.

Em nenhum momento Dino foi chamado de “bolsonarista”. Muito pelo contrário, foi elogiado por deixar as diferenças políticas e ideológicas de lado para manter um diálogo com um integrante do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Essa semana, o senador Weverton Rocha (PDT) esteve no gabinete do ministro Queiroga solicitando ajuda em recursos para os desabrigados pelas chuvas nas cidades do interior do estado.

Imediatamente o parlamentar foi taxado de “bolsonarista” pela milícia digital do Palácio dos Leões, ataques esses patrocinados pelo “brilhante” secretário de Comunicação Ricardo Cappelli e outros asseclas governistas, como o “ocioso” jornalista Rafael Arrais (secretário de Comunicação do Governo Dino) e Marco Aurélio Oliveira (“calça curta” adjunto da Secom). 

Quer dizer então que Flávio Dino pode reunir com Queiroga, receber o vice Mourão no Palácio dos Leões e até apertar – emocionado – as mãos de Jair Bolsonaro depois de se encontrar com o presidente no Palácio do Planalto, mas se Weverton dialogar com o ministro da Saúde será imediatamente taxado de “bolsonarista”? Fica o questionamento. 

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