PCC erguia distribuidora para aumentar revenda de gasolina a outros estados, revela polícia
As investigações que levaram à Operação Carbono Oculto 86, na quarta-feira (5), apontam que as empresas e postos de combustíveis fechados em três estados, incluindo o Maranhão, faziam parte de uma rede que movimentou cerca de R$ 5 bilhões por meio de empresas de fachada, fintechs e operações financeiras fraudulentas, com atuação em todo o Nordeste. Segundo o secretário de Segurança do Piauí, Chico Lucas, o grupo planejava construir uma distribuidora de combustíveis na rodovia que liga Teresina a Altos, para expandir o abastecimento a outros estados.
A ação alcançou três municípios maranhenses: Caxias, Alto Alegre e São Raimundo das Mangabeiras. Nos locais, postos de combustíveis foram interditados por suspeita de ligação com o esquema de lavagem de dinheiro e fraude fiscal vinculado à facção criminosa.
Entre os empresários investigados estão Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa, donos das redes Postos HD e Diamante. Ambos teriam deixado o país antes do início da operação.
De acordo com o delegado Laércio Evangelista, do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco), o esquema do PCC no setor de combustíveis incluía adulteração de produtos, fraudes fiscais e manipulação de preços, o que gerou desequilíbrio no mercado e prejuízos aos consumidores.
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