PF avança contra alvos em inquéritos sobre emendas sob Dino

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A Polícia Federal deve intensificar, nos meses que antecedem as eleições de outubro, o ritmo das operações que apuram suspeitas de irregularidades em emendas parlamentares, com foco em concluir ações antes do período eleitoral do segundo semestre. A estratégia, compartilhada internamente pela PF e pela Procuradoria-Geral da República, busca evitar interferências políticas durante as eleições e aproveitar o volume considerado robusto de provas já reunidas. Estima-se que apenas no Supremo Tribunal Federal existam mais de 80 investigações em andamento sobre o tema, número que teria aumentado ao longo de 2025. Grande parte dos inquéritos está sob relatoria do ministro Flávio Dino.

Ao tomar posse no STF em 2024, Dino assumiu os processos relacionados às chamadas “emendas de relator”, declaradas inconstitucionais.

Desde então, o ministro tem determinado auditorias, diligências e operações para cobrar transparência, especialmente nas chamadas emendas Pix. Em setembro, Dino ordenou um pente-fino sobre recursos destinados por 92 parlamentares, e em dezembro autorizou buscas na Operação Transparência, que atingiu a assessora Mariângela Fialek, ligada ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira.

Entre os principais alvos estão parlamentares da Bahia, do Ceará, do Acre e do Rio de Janeiro, em investigações que apuram suspeitas de desvios de recursos públicos, lavagem de dinheiro, corrupção e uso indevido de cotas parlamentares.

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