Presidente do PT afirma que não houve veto a Orleans e defende unidade no MA
A presidente da Comissão Provisória do PT no Maranhão, Patrícia Carlos, negou a existência de veto formal a nomes na disputa pelo governo do Estado em 2026 e afirmou que a prioridade da direção nacional do partido é a construção de um palanque unificado de apoio ao presidente Lula.
“Eu conversei com o presidente Edinho Silva na sexta-feira à noite, sozinha, só nós dois, e ele conversou com outros integrantes do PT Maranhão no dia seguinte. Eu não entendi nenhum tipo de veto. Não foi tratada exatamente a questão de candidaturas. A linha colocada foi a necessidade de manter a unidade do campo de apoio ao presidente Lula”, afirmou, em entrevista à Globo do Maranhão, na manhã desta segunda-feira.
Segundo ela, as tratativas seguem no sentido de mediação política para viabilizar um palanque forte no Maranhão.
“A tarefa é ampliar a votação do presidente Lula no estado. O Maranhão compensa estados onde a gente perde. Precisamos eleger dois senadores aliados, crescer a bancada federal, deputados estaduais e eleger um governador parceiro. Para isso, é preciso unidade e identidade política.”
Questionada sobre a divisão do campo lulista entre grupos ligados ao Palácio dos Leões e ao ex-governador Flávio Dino, Patrícia reconheceu a dificuldade de unidade sem decisões políticas claras.
“É muito difícil pensar unidade sem pensar em vetos. O governador não quer Felipe Camarão e sabemos que há forças nacionais que não querem Orleans. Essa decisão vai ser tomada entre o presidente Lula e o governador Carlos Brandão. Tenho plena convicção de que a liderança desse processo é dos dois.”
A dirigente ressaltou que o PT integra formalmente o governo estadual desde 2023.
“O PT participa do governo Brandão não com cargos simbólicos, mas na construção de políticas públicas, seja na SETRES, no IEMA, na SEDIHPOP ou na representação do governo em Brasília. Não consigo ver diferença entre 2022 e 2026.”
Patrícia também destacou a aproximação institucional entre Brandão e Lula.
“O governador tem feito reiteradas sinalizações ao presidente Lula. O Maranhão é um dos estados proporcionalmente com mais investimentos do PAC, e há uma associação clara entre as duas imagens.”
Sobre a possibilidade de a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, integrar uma chapa majoritária, Patrícia afirmou que o nome é considerado viável dentro do partido.
“Iracema não é um corpo estranho ao PT. É filha de sindicalistas, foi prefeita duas vezes pelo PT, tem densidade política e capacidade para ocupar qualquer espaço majoritário. Queremos que isso aconteça no PT.”
Já em relação às tratativas nacionais entre PT e PSD, envolvendo o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, Patrícia avaliou que o diálogo perdeu força.
“As negociações aconteceram, mas esfriaram bastante. O perfil do prefeito é de isento. Ele quer o lulismo sem o Lula, quer a força eleitoral, mas não a imagem colada. Não é esse o palanque que queremos numa eleição polarizada.”
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Uma resposta para “Presidente do PT afirma que não houve veto a Orleans e defende unidade no MA”
“Presidente, deixo uma indagação: será que aqueles que estão espalhando essas fakes serão chamados a desmentir publicamente tais falas mentirosas? Observando com um olhar mais amplo, essas manifestações guardam semelhança com a postura de uma liderança maior do PT, que busca sempre controlar a narrativa e manter a unidade em torno de Lula. No entanto, é justamente essa tentativa de impor versões que pode gerar desgaste e desconfiança no eleitorado mais crítico.”