“Sicário” de Vorcaro não tem causa mortis registrada
A morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, segue cercada de inconsistências documentais. Embora a Polícia Federal tenha informado que o óbito decorreu de uma tentativa de suicídio na prisão, a certidão emitida em Belo Horizonte não aponta a causa da morte, registrando apenas “aguardando exames”. As informações são do Metrópoles.
O documento também não informa o local de sepultamento, apesar de registros oficiais indicarem enterro no Cemitério do Bonfim, na capital mineira.
Outro ponto que chama atenção é a divergência nas datas. O sistema da prefeitura de Belo Horizonte chegou a indicar que o sepultamento ocorreu em 8 de fevereiro, quase um mês antes da morte, registrada em 6 de março. A administração municipal atribuiu o caso a um “erro de digitação”, posteriormente corrigido.
O caso também envolve sigilo judicial. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, negou acesso da CPI do Crime Organizado do Senado aos dados da morte, alegando que as investigações ainda não foram concluídas. “Remanescem diligências instrutórias pendentes”, afirmou.

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