SMTT permanece inerte a colapso e São Luís pode seguir sem ônibus
A paralisação do transporte público em São Luís chegou ao oitavo dia consecutivo nesta sexta-feira (7), sem qualquer sinal concreto de solução. O principal impasse continua sendo o atraso no pagamento do subsídio às empresas de ônibus, condição que teria sido colocada pelos empresários para a retomada da circulação da frota. A situação se agrava diante do prazo-limite do sistema bancário já que, caso o repasse não seja efetuado até o encerramento do expediente, às 16h, os rodoviários podem permanecer paralisados até que os valores caiam, na segunda-feira (9).
Nos bastidores da Prefeitura, a corrida contra o tempo tenta evitar o colapso prolongado do sistema. Equipes da Secretaria Municipal da Fazenda teriam sido deslocadas para auxiliar nos cálculos do subsídio, após a desestruturação administrativa provocada pela demissão em massa de servidores experientes da SMTT, exonerados junto a Maurício Itapary um dia antes do início da paralisação. Ainda assim, persistem dificuldades técnicas para fechar os valores, o que mantém o pagamento indefinido.
Com o sistema travado, trabalhadores seguem sem transporte, estudantes enfrentam dificuldades para frequentar as aulas e o comércio amarga prejuízos crescentes. A possibilidade de mais um fim de semana sem ônibus intensifica a pressão sobre a gestão municipal, que passa a ser cobrada por uma resposta imediata e efetiva.
Por ora, apenas o sistema semiurbano permanece operando, mas sem acesso aos terminais de integração – administrados pelos consórcios que formam o sistema urbano de São Luís. O benefício da integração temporal (Bilhete Único) também não está em funcionamento.
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