Verônica Pires na corda bamba
Os atritos recorrentes entre a Prefeitura de São Luís e o Sindicato das Empresas de Transporte (SET), atribuídos pelo presidente da entidade, Paulo Pires, à falta de diálogo da gestão municipal, já chegaram ao gabinete do prefeito Eduardo Braide.
Segundo relatos internos, Braide comentou com auxiliares a possibilidade de exonerar Verônica Pires do comando da Secretaria Municipal de Inovação, Sustentabilidade e Projetos Especiais (Semisp), em reação às críticas públicas feitas pelo dirigente do SET.
O incômodo, porém, não se limita ao episódio. Há outros fatores que vêm pesando contra a permanência da secretária.
Um deles é a incapacidade de tirar do papel as obras do Mercado Central e de viabilizar a transferência dos feirantes, prometida para novembro de 2025 e que, até agora, não saiu do discurso.
Outro ponto envolve relatos de conversas internas que teriam vazado, nas quais Verônica aparece defendendo o adiamento da mudança dos feirantes para que o processo fique a cargo da gestão da vice-prefeita Ismênia Miranda, em um cenário de eventual saída de Braide para disputar o governo do Estado. Fontes afirmam que as duas mantêm interlocução frequente e reservada.
Há ainda queixas atribuídas à própria secretária, que se queixa internamente de centralização, intransigência e falta de diálogo por parte do prefeito. Do outro lado, Braide também passou a externar insatisfação com o desempenho e o grau de comprometimento de Verônica com a gestão.
O desgaste ocorre em um momento sensível. Faltam menos de 60 dias para Braide decidir se permanece no cargo ou se deixa a Prefeitura para tentar o Palácio dos Leões.
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Uma resposta para “Verônica Pires na corda bamba”
Na gestão Braide, crises viram sinônimo de centralização. Secretários reclamam da falta de autonomia e os bastidores fervem. O caso Verônica Pires mostrou que não é só pressão externa: dentro da equipe há ruídos e desgaste. Será que o prefeito não confia nos seus liderados?