Vouchers não atenuam falta de ônibus em São Luís; Custo bateu R$ 8,7 milhões em dois meses

remédio amargo

Embora a Prefeitura de São Luís tenha voltado a apresentar os vouchers para corridas por aplicativo como alternativa à paralisação do transporte coletivo, os deslocamentos diários dos mais de 700 mil usuários permanecem incertos. O modelo, de alto custo e baixo impacto, oferece apenas duas viagens por dia por usuário, limitadas a R$ 30 cada. Com a alta da chamada “tarifa dinâmica”, os passageiros acabam tendo que gastar mais que os R$ 4,20 habituais de qualquer forma.

Os vales foram distribuídos àqueles cadastrados em greves anteriores. Não houve divulgação de um novo credenciamento ou contrato que dê sustentação jurídica atual à medida. O procedimento formal conhecido foi realizado na paralisação de fevereiro de 2025, e, desde então, a gestão municipal tem recorrido a modelos emergenciais.

Na última paralisação, apenas no mês de novembro, foram pagos R$ 5.973.027,62 para custear viagens por aplicativo, somados a outros R$ 2.741.989,05 em dezembro. Juntos, os dois meses ultrapassam R$ 8,7 milhões em despesas com transporte individual financiado com recursos públicos.

Esta é a sexta greve de ônibus registrada em cinco anos da gestão do prefeito Eduardo Braide.

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