Investigação

PF diz que esquema de difusão de fake news tem Bolsonaro como “figura central”

No relatório que fundamentou a decisão do ministro Felipe Salomão de suspender a monetização de canais bolsonaristas, a delegada Denise Dias Rosas afirma que as investigações a prática de difusão de “supostas fraudes no processo eleitoral com o emprego de urnas eletrônicas” tem o presidente Jair Bolsonaro como “figura central”.

As investigações identificaram “um processo de dupla sustentação: os canais que repercutem as insinuações ganham com o número de visualizações geradoras da monetização; de outro lado, fortalece-se a narrativa do emissor pela multiplicidade de canais que reiteram a mensagem”.

De acordo com a Polícia Federal, há os canais que se realimentam mutuamente com difusões de outros canais (ex. lives), ampliando o lucro com a monetização.

“Quanto mais polêmica e afrontosa às instituições for a mensagem, maior o impacto no número de visualizações e doações, reverberando na quantidade de canais e no alcance do maior número de pessoas, aumentando a polarização e gerando instabilidade por alimentar a suspeição do processo eleitoral, ao mesmo tempo que promove a antecipação da campanha de 2022 por meio das redes sociais.”

Como registramos, o corregedor eleitoral determinou a suspensão da monetização dos canais bolsonaristas — seriam mais de 50 — nas plataformas Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Twitch.TV.

O ministro também obrigou as plataformas a deixarem de usar algoritmos que sugiram perfis com claro teor desinformativo e político-ideológico. Para Salomão, o esquema de difusão de fake news “corrói a confiança da população no processo eleitoral, que consubstancia uma das bases do Estado Democrático de Direito”.

De O Antagonista

Comentários estão desativados

Os comentários estão desativados.