Promotor está de olho em contrato da Câmara de São Luís com a Difusora AM

Astro de Ogum e o responsável pela comunicação da Câmara, Marcelo Minard.

Astro de Ogum e o responsável pela comunicação da Câmara, Marcelo Minard.

O blog Jeisael.com soube hoje que a informação divulgada aqui sobre o contrato firmado entre a Câmara de Vereadores de São Luís e a rádio Difusora AM está gerando o maior bafafá ente os vereadores, especialmente, entre o vereador Pereirinha, ex-presidente da Casa, e o atual presidente Astro de Ogum.

A contratação despertou também a atenção de um Promotor que já andou buscando informações sobre a negociata envolvendo diretamente o vereador Astro e seu aliado político Edinho Lobão, dono do Sistema Difusora de Comunicação.

Os vereadores estão de orelha em pé, com as barbas de molho e a careca suada desde que souberam que o dileto membro do Ministério Público está correndo atrás da documentação referente ao contrato.

Há coisas muito estranhas envolvidas na decisão do presidente da Câmara em contratar a empresa de um aliado, sem licitação, e que precisam ser explicadas. Se estão temendo a inciativa do Promotor é porque tem coisa errada aí. Se não tem nada errado, não deveriam temer.

Imperatriz finalmente terá serviço de radioterapia

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Na primeira visita a Imperatriz, na semana passada, o governador Flávio Dino, acompanhado do secretário de Saúde Marcos Pacheco, assinou convênio para o fornecimento de serviços de radioterapia na cidade.

Com o novo serviço, o atendimento de pacientes portadores de câncer que necessitam de radioterapia será pela primeira vez descentralizado de São Luís, onde são atendidas 150 pessoas todo mês.

Dentro de alguns dias, o segundo município mais populoso do estado também terá capacidade de atender de 50 pacientes por mês.

Em conversa com Marcos Pacheco, os proprietários da clínica que disponibilizará o serviço afirmaram ter adquirido as máquinas de radioterapia há três anos. Desde então, tentavam firmar convênios com o governo Roseana Sarney, mas sequer eram atendidos pelo ex-secretário Ricardo Murad.

Assim a cidade ficou sem atendimento radioterápico durante todo esse período, mesmo com condições de fornecer o tratamento, forçando o deslocamento dos pacientes à capital ou ao Piauí.

A parceria mostra o compromisso do governo Flávio Dino com a eficácia na prestação dos serviços de saúde, sem perseguição a políticos ou adoção de critérios meramente eleitoreiros na gestão dos recursos.

Deputado cobra investigação para dinheiro gasto com refinaria e diz que tudo não passou de um “golpe eleitoral”

othelino-neto21O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) reagiu, por meio das redes sociais, ao anúncio de confirmação do fim do projeto da refinaria Premium I, em Bacabeira, no Maranhão e afirmou que tudo não passou de um “golpe eleitoral”. Ele disse que o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF) precisam se posicionar diante  da questão para esclarecer onde foram parar mais de R$ 2 bilhões gastos com o empreendimento que nunca saiu do papel  e consumiu todo esse recurso dos cofres públicos.

“Estou na expectativa do que vão fazer o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal sobre o escândalo do fim da Refinaria Premium I, em Bacabeira, no Maranhão. Afinal, foram mais de R$ 2 bilhões jogados fora. Aliás, nos bolsos de alguns”, disse Othelino Neto por meio de sua página no Facebook.

Por meio de sua conta no Twitter, Othelino lembrou que, quando o então Bloco de Oposição denunciava o golpe eleitoral da refinaria, o grupo Sarney dizia que os deputados torciam contra o Maranhão. “O embuste da Refinaria Premium de Bacabeira, tantas vezes denunciado, foi desmascarado de uma vez por todas pelo Governo Federal”, disse.

Muito dinheiro consumido

A Petrobras alegou que as duas refinarias Premium, no Ceará e no Maranhão, que não saíram do papel, geraram uma baixa contábil de R$ 2,707 bilhões: R$ 2,111 bilhões da Premium I, no Maranhão, e R$ 596 milhões, da Premium II.

A companhia atribuiu a desistência dos projetos das refinarias à falta de parceiros e à revisão das expectativas de crescimento do mercado de combustíveis. A decisão de descontinuar os projetos, segundo a companhia, foi tomada no último dia 22 de janeiro.

“Fico imaginando quantas escolas, quantos hospitais poderiam ter sido construídos com esse dinheiro todo (mais de R$ 2 bilhões) gasto para a “implantação” da Refinaria Premium I, em Bacabeira, no Maranhão. Recursos que poderiam formar cidadãos e salvar vidas, simplesmente, desperdiçados”, frisou Othelino Neto.

Gil Cutrim pode ter direcionado licitação do saneamento para a Odebrecht

gilcutrim2 (1)O blog tomou conhecimento, por intermédio de um empresário, que o prefeito Gil Cutrim pode ter direcionado a licitação do sistema de saneamento de São José de Ribamar para beneficiar a Odebrecht. Esse empresário teria tentado, por diversas vezes, conseguir o edital de licitação, mas sempre lhe apresentavam uma desculpa para que ele não tivesse acesso às informações.

“Fui por várias vezes para tentar acessar o edital, mas sempre me apresentavam uma desculpa. Senti que a coisa poderia estar sendo direcionada para uma determinada empresa”, disse o empresário que não quis se identificar, temendo algum tipo de represália.

É bom lembrar que o prefeito Gil Cutrim pode perder o mandato por ter supostamente direcionado uma licitação de construção da arquibancada do Estádio Dário Santos para a empresa Blume.

Em se confirmando mais esse direcionamento de licitação para beneficiar a Odebrecht, a situação do prefeito Gil Cutrim fica mais complicada. Sem se falar em outra possível ação para indenizar a Caema por apropriação indébita de seu patrimônio.

Tudo o que era da Caema foi repassado à Odebrecht, sem nenhum tipo de indenização à estatal. A Odebrecht já vai começar no lucro: não fez nenhum investimento em material e equipamentos e vai faturar dos consumidores. O prejuízo fica para a Caema que ficou sem prédios, poços, bombas, terrenos dos poços, redes de água e esgoto, dentre outros bens. Um prejuízo que pode chegar aos R$ 4 milhões.

Um dos funcionários da Caema, Marcos Silva, tem revelado em emissoras de rádio que vai comandar um movimento junto à população e funcionários da Companhia para fazer com que esse golpe não prospere.

“Vamos defender o patrimônio da Caema. O que Gil Cutrim fez é um crime e não pode ficar na impunidade. A Odebrecht está de olha em dinheiro público destinado ao saneamento. Com apenas R$ 100 milhões, dos R$ 450 milhões que ela pretende buscar junto ao governo federal, dá pra resolver o problema do saneamento e abastecimento de água em São José de Ribamar. Se essa licitação foi dirigida, a situação do prefeito fica mais complicada”, tem dito Marcos Silva em emissoras de rádio.

Desistência de refinaria prometida por Roseana Sarney e Edison Lobão deixa Bacabeira no prejuízo

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Localização e falta de infraestrutura foram determinantes para que a Petrobras abandonasse o projeto da Refinaria de Bacabeira.

Bom Dia Brasil

O Bom Dia Brasil foi para a estrada para mostrar por que a Petrobras decidiu interromper a construção de duas refinarias no Nordeste que estavam previstas no PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento. A empresa gastou bilhões de reais para não chegar a lugar nenhum.

As refinarias seriam construídas no Ceará e no Maranhão, bem perto das capitais. A equipe do Bom Dia Brasil percorreu nos dois estados 120 quilômetros. Juntas, elas deveriam produzir 900 mil barris por dia. Um investimento seria no total de R$ 40 bilhões em cada uma. A Petrobras chegou a gastar R$ 2,7 bilhões nas obras que já foram feitas até agora.

As refinarias foram anunciadas como projetos estratégicos e defendidas pelo então presidente Lula. Mas, segundo especialistas ouvidos pelo Bom Dia Brasil, o negócio era tão ruim, que a estatal preferiu perder o dinheiro que já tinha sido gasto. O motivo? Era preciso investir muito em infraestrutura e a localização dos projetos não era estratégica.

Não foi só a Petrobras que saiu perdendo. O prejuízo também foi grande para quem mora nas regiões do Maranhão e do Ceará onde as refinarias seriam construídas.

O anúncio da instalação da refinaria da Petrobras em 2010 movimentou a tranquila Bacabeira, a 60 quilômetros de São Luís. “Os empresários que fizeram grandes investimentos contando com uma coisa e a coisa foi outra”, diz o técnico administrativo Henrique Calver.

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A promessa era a criação de 25 mil empregos diretos e indiretos. E quando as obras pararam, muita gente que veio de longe atrás de uma vaga ficou de braços cruzados, sem saber o que fazer.

O eletricista Adriano Ribeiro se mudou com a família inteira de Manaus para trabalhar na refinaria. Hoje, todos estão desempregados, vivendo de bicos. “Agora está todo mundo procurando emprego na cidade, muitos estão indo embora e está desse jeito”, conta.

Alguns empresários pretendiam investir alto na região, com a chegada da refinaria. Uma grande rede de hotéis projetou um resort, moderno, com 150 apartamentos, mas, com a paralisação das obras da refinaria, o hotel de seis andares se transformou em uma obra abandonada no meio do mato. Um retrato da decepção de quem esperava lucrar com o crescimento da economia local.

Outros empreendimentos também foram construídos, com a previsão de um comércio mais aquecido. Mas dona Iracilda segue, como antes, na cadeira de balanço, à espera de clientes. “Muita expectativa e na hora não aconteceu nada”, diz.

A maioria dos desiludidos com a promessa de emprego já foi embora, mas os forasteiros ainda são muitos em Bacabeira. Alguns até arrumaram emprego provisório, enquanto alimentavam a esperança de trabalhar na refinaria. “Muita gente veio para tentar realizar a vida aqui. É um sonho e esse sonho nunca vai ser realizado”, diz um morador.

Os portões agora cercam um grande terreno sem qualquer utilidade. Localizada estrategicamente no Complexo Portuário do Pecem, a refinaria era uma das maiores promessas de desenvolvimento para o Ceará.

A comerciante Raimunda Andrade construiu uma pousada e ampliou um restaurante, pensando nos milhares de trabalhadores que viriam para a região. “Imaginei, vou jogar tudo aqui, mas depois vou recuperar tudo e vou ser feliz. E agora eu estou aqui sem saber o que fazer, que direção tomar”, conta.

Algumas perdas são impossíveis de calcular. Por volta de 80 famílias que moravam no terreno da refinaria tiveram as casas desapropriadas e foram distribuídas para assentamentos e vilas. Hoje estão ainda mais inconformadas por terem de ceder espaço para uma refinaria que nem vai sair do papel.

As indústrias do estado também não escondem a frustração. “Eu acho que essa situação que nós estamos vivendo no Ceará, com a desistência da Petrobras em construir esse grande monumento industrial é uma grande decepção”, afirma O presidente da Federação das Indústrias do Ceará, Beto Studart.

O governo do Ceará já disse que vai pedir indenização e que não desistiu da refinaria.“É claro que a própria resolução do balanço da Petrobras diz isso que todos os prejuízos do estado serão ressarcidos, mas não é isso que nós queremos, queremos é que a refinaria venha para o estado do Ceará”, diz o governador do Ceará, Camilo Santana.

A Petrobras informou que os projetos foram encerrados porque os resultados econômicos não demonstraram atratividade. A estatal também declarou que adotará todas as providências necessárias para reavaliar os compromissos assumidos com os governos estaduais e municipais.

No entendimento do Ministério de Minas e Energia, o cancelamento dos projetos está associado ao momento delicado por que passa a Petrobras.

Ricardo Murad ataca Dilma por descontinuidade da Refinaria de Bacabeira

Ressentido por nunca ter sido recebido pela presidente, Murad partiu pra cima dela no Facebook, usando a descontinuidade da refinaria de Bacabeira como desculpa.

Ressentido por nunca ter sido recebido pela presidente, Murad partiu pra cima dela no Facebook, usando a descontinuidade da refinaria de Bacabeira como justificativa para os ataques.

Expert em promessas não cumpridas – vide o projeto inacabado dos 72 hospitais do Saúde é Vida, o ex-secretário de Saúde Ricardo Murad (PMDB) criticou a presidente Dilma Rousseff (PT) pelo cancelamento dos investimentos na Refinaria Premium I, anunciado na madrugada da quarta-feira (28) pela Petrobras.

Em postagem nas redes sociais, Murad disse estar decepcionado com a petista, acusando ela de ter sido negligente em relação ao empreendimento que seria instalado no município de Bacabeira e cobrando desta a continuidade do projeto. “Dilma jamais poderia fazer isso com o estado que lhe deu a maior votação dentre todos do país”, afirmou.

O megalomaníaco cunhado da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) também exigiu a demissão de toda a diretoria da Petrobras, responsabilizando a presidente da estatal, Graça Foster, pela descontinuidade da refinaria, que consumiu cerca de R$ 2,1 bilhões dos cofres da empresa somente na fase de terraplanagem.

“Exigir da presidente a imediata ordem para manter o investimento até que uma outra direção, legítima, isenta e profissional, avalie e decida como levar adiante a obra mais importante da história recente do Brasil”, escreveu.

As declarações de Murad causaram um mal-estar no PMDB maranhense, no momento em que o grupo Sarney articula com a cúpula do PT nacional a ocupação das superintendências dos Correios, da Codevasp e do Ministério da Pesca no estado.

Roseana Sarney deixou Caema com dívida de R$ 750 milhões

Jornal Pequeno, com edição

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Sucateamento e dívida milionária marcam a situação em que foi recebida a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema). Com apenas 5% do esgoto tratado, a estrutura dos sistemas de abastecimento está precarizada, com rodízio de água na capital e dívidas que acumulam as cifras de R$ 750 milhões. Para solucionar o problema, o governador Flávio Dino determinou investimento maciço na rede de abastecimento de água e saneamento ambiental do Maranhão.

“O segredo é investimento público. E obedecer ao princípio da moralidade administrativa, utilizando recursos públicos com seriedade e transparência, motivando os trabalhadores a perseguir a mesma direção, assim poderemos superar a situação que está posta”, assegura o presidente da Caema, Davi Telles, ao comentar os dados alarmantes.

De acordo com Davi, a dívida encontrada está entre R$ 500 mi e 700 mi. “Se a gente for considerar, por exemplo, apenas dívidas fiscais e de outras naturezas, a dívida consolidada chega a R$ 500 mi, e se consideramos os processos em que temos grandes chances de perda, a quantia chega a R$ 750 mi”, relata o presidente.

A gestão tem, ainda, o desafio de resolver o déficit mensal da instituição, que chega a aproximadamente R$ 8 milhões ao mês – considerando a diferença entre a arrecadação líquida, que está entre R$ 22 mi e R$ 23 mi, e as despesas correntes, que estão entre R$ 30 e 31 mi. “Para resolver esta situação, primeiro temos que auditar, saber do que realmente se trata este déficit, temos que organizar nossa contabilidade”, aponta Davi.

Ele afirmou que será licitada a contratação de uma empresa para realizar auditoria externa conclusiva, como exige a Lei 6.404, das Sociedades Anônimas. O secretário esclareceu que os relatórios existentes na Caema de auditorias anteriores, realizadas na gestão da ex-governadora Roseana Sarney, são inconclusivos, não havendo sequer dados com informações completas do patrimônio da empresa.

Revitalização da Companhia

O Governo do Estado lançará mão de um conjunto de medidas para revitalizar a Companhia de Saneamento Ambiental. “A gente estabeleceu prioridades claras. Temos as prioridades finalísticas, que se referem aos serviços de água e esgoto. E temos as prioridades meio, que são as prioridades estruturais, que dizem respeito a tudo aquilo que precisamos implementar para chegar aos nossos objetivos finais”, explica Davi.

Entre as prioridades meio está a reorganização interna da Caema, com a verificação da estrutura organizacional – o organograma dispõe de 512 cargos comissionados, sendo importante a verificação da necessidade de racionamento –, o investimento em tecnologia – a fragilidade, neste aspecto, fica clara sendo, por exemplo, a Caema a única companhia de saneamento ambiental do nordeste que não tem o sistema de monitoramento automatizado dos reservatórios de água.

Outros pontos são a definição de rotinas e procedimentos internos e o investimento em estrutura – além da revitalização dos três sistemas de abastecimento de água e dos seis de tratamento de esgoto, é preciso 183 veículos, praticamente todos sucateados. A série de medidas meio será importante para alcançar as prioridades finalísticas, que resolverão os grandes problemas enfrentados pela Caema.

Rodízio de água em São Luís

São Luis sofre com a intermitência de água no abastecimento de água há muito anos. A população da capital, só pode contar com utilização da água em dias alternados, havendo bairros que nem se quer este privilégio tem, lidando com a escassez completa. Prometendo resolver a questão do rodízio de água, a gestão anterior realizou um investimento na ordem de R$ 113 mi, proveniente do PAC Governo Federal, com contrapartida do Governo do Estado, para a substituição da adutora do Italuís, o principal sistema de abastecimento, mas não concluiu a obra.

“Criou-se uma expectativa artificial de que esta nova adutora resolveria o problema de intermitência de água de São Luís. E não é verdade. Esta nova adutora nos dá confiabilidade em relação a rompimento. Ela, em tese, não vai mais se romper, apesar de termos constatado muitos problemas de soldas no projeto, que a gente está tentando resolver. Mas ela não solucionará a questão do rodízio porque vai incrementar algo como 200 litros por segundo. E é necessário entres 1000 e 1200 litros por segundo”, explica Davi Telles.

Neste sentido, o governador já autorizou uma grande intervenção, a realização da obra de reforço de vazão do sistema Italuis, que consiste no rebombeamento de água, em determinado ponto da adutora, para aumentar a vazão. Assim, serão incrementados mais 1000 litros por segundo, como é necessário.

A fim de solucionar o rodízio, a Caema ainda lançou, na última quarta-feira (14), o Programa de Combate a Perdas. A Companhia adotará um conjunto de ações para diminuir a perda de água, já que, hoje, cerca de 60% a 65% da água tratada que é lançada na rede de distribuição é perdida – sendo considerando perda toda a água tratada que não se reverte em receita para Caema, como resultado de vazamentos, furto de água, fraude, inadequação e desatualização de cadastros e perda efetiva de água.

Outras medidas também serão importantes para resolver a questão, como a necessária troca dos pontos de estrangulamento da rede distribuidora de água, onde há grande perda de água; e a atuação direta no sistema de poços isolados – São Luís tem mais de 300 poços, complementando os três sistemas de abastecimento, que tem diversos tipos de problemas, como vazamentos constantes.

Saneamento

“São Luis, como se nós estivéssemos na idade média, trata apenas 5% do esgoto que produz”, relata o presidente da Caema, tendo como base, por exemplo, o estado de Sergipe, que trata 50% do esgoto, ou a cidade de São Paulo, que trata 75%. Além disso, preocupa a balneabilidade das praias e grande quantidade de esgoto lançado nos rios. A realização de obras de esgotamento sanitário em São Luís é prioridade da gestão Flávio Dino.

“Vamos fazer uma grande força tarefa para destravar todos os empecilhos para ter um padrão pelo menos de modernidade, para se a gente consegue chegar 50% a 60% do esgoto tratado num primeiro momento”, informou o presidente da Caema.

Rapidinhas da tarde

Em família

Beneficiada com a licitação direcionada para a conclusão da reforma do “Caldeirão de Peixe” de São José de Ribamar, a Construtora Blume Engenharia é controlada por Rafael Blume e Antônio Blume de Almeida, irmão e pai do desembargador Daniel Blume.

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Mera coincidência!

Num desses acasos que só acontecem na política maranhense, o desembargador Daniel Blume se posicionou, na última terça-feira (27), pela não cassação do prefeito de Arari, Djalma Melo (PTB), contrariando o voto do relator do processo, desembargador Guerreiro Junior. Djalma foi um dos empenhados apoiadores da eleição de Glauberth Cutrim (PRB) – irmão do prefeito de Ribamar, Gil Cutrim (PMDB) – para a Assembleia Legislativa.

Advogado do diabo

Da Califórnia (EUA), Roseana Sarney contratou os serviços do renomado advogado dos corruptos, Antônio Kakay, desconfiada que será intimada pelo juiz federal Sérgio Moro a prestar esclarecimentos no inquérito que investiga o esquema da Operação Lava Jato. A ex-governadora é acusada por Alberto Youssef, Aderico Negromonte, Meire Poza e Rafael Ângulo de cobrar suborno para negociar o pagamento de dívida antiga à UTC Engenharia.

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Acusou o golpe

Na risível nota em que ameaça processar Youssef, o empresário João Abreu não negou conhecer o doleiro, muito menos que negociou pessoalmente com ele o parcelamento do precatório de R$ 113 milhões da UTC/Constran. Nos bastidores políticos, há quem defenda que o ex-chefe da Casa Civil de Roseana Sarney também aceite um acordo de delação premiada para falar sobre o destino da propina de R$ 10 milhões.

O caso do comendador

Um empresário do ramo de comunicação, medalhado pelo Exército Brasileiro, se recusa a reconhecer os filhos fora do casamento. Em um dos casos, já oficializada a paternidade pelos tribunais, o dono de rádios e emissoras de televisão se nega a fazer os depósitos retroativos referentes a quinze anos de pensão judicial. Por causa do imbróglio, o comendador de São Luís teve os bens bloqueados, e recorre da decisão em recurso no Superior Tribunal de Justiça.

Rindo à toa

A cúpula do PMDB maranhense acompanha de camarote a queda de braço entre a deputada federal Eliziane Gama (PPS), pré-candidata a prefeita de São Luís, e a secretária estadual de Cultura, Ester Marques.

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Felizes para sempre?

De Brasília, o jornalista Adalberto Melo anda reclamando que não é mais atendido por Eliziane. O ex-âncora da TV Assembleia pediu demissão do emprego e mudou-se para a capital federal na expectativa de comandar a assessoria de imprensa da parlamentar na Câmara Federal.

Na rédea

O desmoralizado Ricardo Murad enquadrou o genro Souza Neto (PTN) depois de saber pelo blog que este oferecera apoio a Humberto Coutinho (PDT). Em mensagem nas redes sociais, o deputado estadual eleito anunciou que votará na candidatura da cunhada Andréa Murad (PMDB) a presidente, apesar de admitir que a eleição para o legislativo já está consumada.

Capturar

Então tá

Em contato com o blog, o diretor de comunicação da Câmara de Vereadores de São Luís admitiu que nenhuma licitação foi feita para a contratação da rádio Difusora AM, visando a divulgação ao vivo das sessões legislativas do parlamento municipal. O jornalista Marcelo Minard responsabilizou o ex-presidente da Casa, Isaías Pereirinha (PSL), pela negociação suspeita, alegando que a contratação milionária ficou por conta da Sophia Comunicação. Resta saber se o Ministério Público do Maranhão se dará por satisfeito com essa desculpa esfarrapada.

Pagando com traição

Depois de sustentar por vários anos a ala da imprensa ligada ao grupo Sarney, Dedé Macedo tem estranhado os ataques recentes dos “ditos” aliados, desconfiado que o maragatuno Weverton Rocha (PDT) está por trás do fogo amigo. O empresário do ramo de empréstimos, no entanto, promete não reagir às provocações. Entregará o caso nas mãos de advogados.

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Teimosia

O Governo do Maranhão insiste na utilização de um logotipo característico a cada nova gestão. Em São Paulo e no Piauí, em respeito ao princípio de impessoalidade estabelecido pela Constituição Federal, é de praxe que os governos adotem como marca os brasões oficiais dos estados. O mesmo ocorre no Espírito Santo, por força de determinação judicial.

Alberto Youssef alega que pagava propina a mando de políticos

Agência Brasil

A defesa de Alberto Youssef disse nesta quarta-feira (28) à Justiça Federal que o doleiro não liderou o esquema que desviou recursos da Petrobras. Segundo o advogado Antônio Figueiredo Basto, Youssef não pode ser condenado por corrupção passiva, porque cumpria ordens de agentes políticos para fazer o pagamento de propina. Os desvios são investigados na Operação Lava Jato.

"Sua função era fazer o dinheiro chegar aos corruptos e irrigar contas de partidos políticos" disse advogado de Youssef

“Sua função era fazer o dinheiro chegar aos corruptos e irrigar contas de partidos políticos” disse advogado de Youssef

Em depoimentos de delação premiada, Youssef, que está preso, apontou os nomes de políticos que receberam propina. Em fevereiro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve denunciá-los ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os nomes são mantidos em segredo de Justiça.

Em resposta à abertura de uma das ações penais contra Youssef, o advogado do doleiro disse que ele não atuou isoladamente, e não tinha poderes para favorecer ninguém dentro da Petrobras. “Sua função era fazer o dinheiro chegar aos corruptos e irrigar contas de partidos políticos, conforme ele mesmo informou em seu interrogatório. Podemos afirmar, sem qualquer margem de erro, que as propinas somente existiram por vontade dos agentes políticos”, alega a defesa.

Antônio Basto também informou que os acordos entre agentes políticos e as empreiteiras não tinham participação de Youssef, que atuava na fase final, na distribuição da propina. Segundo a defesa, o dinheiro desviado da Petrobras foi usado para financiar campanhas políticas “no Legislativo e Executivo”.

“Agentes políticos das mais variadas cataduras racionalizaram os delitos para permanecer no poder, pois sabiam que enquanto triunfassem podiam permitir e realizar qualquer ilicitude, na certeza de que a opinião pública os absolveria nas urnas”, diz o advogado.

Na petição, a defesa compara o esquema investigado na Lava Jato com a Ação Penal 470, o processo do mensalão.

“Embora esse projeto de poder não seja novo, haja vista já ter sido implementado antes em outros órgãos públicos, conforme restou provado no julgamento da Ação Penal 470/MG, conhecido como ‘mensalão’¸ no caso vertente foi superlativo, quer pelo requinte dos malfeitos quer pela audácia e desmedida ganância dos agentes políticos que, incrustados no poder, fizeram movimentar a máquina pública para atender suas exigências, desviando valores vultosos da maior empresa do país, a Petrobras” – argumenta Basto.