“Pagamos nós pela Lava Jato”, diz Sarney em artigo sobre desistência de refinaria

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Na data em que se despede oficialmente da política, depois de ocupar cargos públicos por quase 60 anos, José Sarney (PMDB) deixa para a posteridade um artigo esdrúxulo na capa do diário oficial de sua família, o jornal O Estado do Maranhão.

No texto intitulado “Esperança e protesto”, o ex-senador amapaense se arvora a defensor dos interesses do estado, direcionando críticas ao Governo Federal pela suspensão do projeto da Refinaria Premium I, que seria instalada na cidade de Bacabeira.

Sarney também lamenta pelo fato do seu grupo político ter perdido a relevância no cenário nacional. “Neste mês fatídico o Maranhão desceu ladeira abaixo. Perdemos o ministério das Minas e Energia e do Turismo e não temos mais uma voz forte para fazer a defesa de nossa gente em nenhum cargo da república”, reclama.

Noutro trecho risível, ele afirma que as perdas com o cancelamento do empreendimento foram de apenas R$ 2 milhões. No entanto, de acordo com o balanço divulgado na madrugada da última quarta-feira (28), o prejuízo com o “conto da refinaria” deixou um rombo de R$ 2,1 bilhões nos cofres da Petrobras – mil vezes maior que o estimado por Sarney.

“Que culpa tem o Maranhão pela corrupção e bagunça na Petrobras? Pagamos nós pela Lava Jato?”, dissimula Sarney na maior cara de pau, desconsiderando o fato da filha Roseana estar envolvida até o pescoço com o esquema de pagamento de propina investigado pela Justiça Federal, que culminou na prisão do doleiro Alberto Youssef em um hotel de São Luís, no mês de março passado.

Agora na oposição aos governos Flávio Dino (PCdoB) e Dilma Rousseff (PT), o oligarca finaliza o artigo conclamando um movimento pela continuidade da refinaria, sem considerar que nos últimos seis anos não moveu uma palha para tirar o projeto do papel, mesmo dispondo de todas as condições políticas para isso, com indicados nomeados em diretorias estratégicas da estatal petrolífera e o aliado Edison Lobão à frente das decisões do Ministério de Minas e Energia.

“Posso não estar mais vivo, mas sei que se mantivermos a luta, classe empresarial, povo, governo, todos unidos, essa decisão será revertida e um dia vamos ver a refinaria do Maranhão”, finaliza o revolucionário tardio.

Rodrigo Lago afirma que nomeação de ex-sócio atende a critérios técnicos

Folhapress

O secretário da Transparência e Controle do Maranhão, Rodrigo Lago, diz que a nomeação de seu ex-sócio, Marcos Caminha, para a assessoria da pasta, desagrada aos interesses da família Sarney.

Secretário justifica a adoção de critérios técnicos para a

Secretário adotou critérios meramente técnicos para a montagem da equipe de Transparência.

Eles encerraram a sociedade em um escritório de advocacia depois que Lago foi convidado a comandar a secretaria criada pelo governador Flávio Dino (PC do B), arquirrival do ex-presidente. Na firma, tinham entre seus clientes políticos que fazem oposição ao grupo de Sarney.

A reportagem Folha de S.Paulo mostrou nesta sexta-feira (30) que Dino vem sendo criticado por ter nomeado parentes de secretários e aliados para o governo. A nomeação de Caminha, devido à sociedade que mantinha com Lago, também foi alvo de questionamento.

“Nomear alguém que foi meu sócio não tem nada de imoral. Nós encerramos a sociedade. Quando pedi a nomeação dele, usei os mesmos critérios da iniciativa privada. Ele não era meu sócio porque era meu amigo nem meu parente, mas porque conquistou minha confiança pela capacidade que tem”, diz Lago.

O secretário da Transparência conta que Caminha era seu estagiário no escritório e foi aprovado no exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) ainda durante a faculdade. E que o convidou para a sociedade por seu potencial na profissão.

“É nítido que o grupo Sarney não tem interesse em que o sujeito vá para a secretaria. No ano passado, ele tocou muitas ações emblemáticas que mexeram com os interesses deles”, afirma Lago. Entre os casos citados por ele está uma ação judicial para suspender o pagamento de um precatório de R$ 120 milhões para a construtora Constran, investigada na Operação Lava Jato.

O pedido foi deferido pela Justiça em agosto de 2014, depois que a contadora Meire Poza, que trabalhava com o doleiro Alberto Youssef, acusou o governo, então comandado por Roseana Sarney (PMDB), de ter recebido R$ 6 milhões em propina para liberar o precatório. À época, a peemedebista negou irregularidade.

Outro processo suspendeu o repasse de um empréstimo do BNDES que, segundo Lago, seria utilizado para a celebração de convênios do governo com municípios do interior em troca de apoio ao candidato de Roseana à sua sucessão, Lobão Filho (PMDB) – que acabou derrotado por Dino. Também foi questionada uma campanha publicitária do Estado, em maio de 2014, cujo conteúdo foi considerado propaganda eleitoral antecipada.

Lago afirma ainda que incluiu na medida provisória que criou a Secretaria da Transparência a ampliação do número de cargos que devem ser obrigatoriamente preenchidos por servidores de carreira, diminuindo os de livre nomeação.

“Montei uma equipe predominantemente técnica”, disse, citando também a delegada concursada Ana Karla Silvestre Fernandes, mulher do ex-governador José Reinaldo Tavares, que foi nomeada para a corregedoria-geral do Estado.

Imagem do dia: Veja destaca estelionato eleitoral de Roseana e Lobão

Refinaria Premium

Na edição deste final de semana, a revista Veja dá destaque à desistência da Petrobras de implantar uma refinaria na cidade de Bacabeira.

De acordo com a publicação, a escolha do nosso estado para receber o projeto da Refinaria Premium I atendeu a critérios meramente políticos, com o objetivo de influenciar no resultado das eleições de 2010.

Entre os principais beneficiados com o “conto da refinaria”, considerado maior estelionato eleitoral da política maranhense, estão a ex-governadora Roseana Sarney e os senadores Edison Lobão e João Alberto, ambos do PMDB, reeleitos naquele ano em meio a uma disputa apertadíssima.

Cinco anos depois do anúncio do empreendimento, tudo o que restou da promessa de transformar a realidade socioeconômica do estado — com a geração de 100 mil empregos e produção diária de 600 mil barris de petróleo — foram prejuízos à população local, um terreno baldio e o rombo de R$ 2,1 bilhões nos cofres da Petrobras.

Derrubada a liminar de Alberto Filho; Deoclides Macedo será empossado

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Desembargador derrubou liminar favorável a Alberto Filho. Deoclides Macedo assumirá vaga na Câmara Federal.

O desembargador José Eulálio Figueiredo de Almeida suspendeu, na tarde deste sábado (31), a liminar interposta pelo deputado federal não reeleito Alberto Filho (PMDB) que anulava arbitrariamente os 56.171 votos obtidos pelo ex-prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo (PDT), nas eleições passadas.

Com a decisão do juiz eleitoral, fundamentada num parecer anterior do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, está mantida a posse do pedetista Julião Amin como deputado federal.

Julião será empossado na Câmara Federal nesse domingo (1º). Em seguida, pedirá licença do cargo para assumir a Secretaria de Trabalho e Economia Solidária à convite do governador Flávio Dino (PCdoB).

No lugar dele assume o próprio Deoclides, diplomado na última quinta-feira (29) para a suplência da coligação “Todos pelo Maranhão 2”, em cerimônia realizada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Leia, na íntegra, a decisão do desembargador:

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Deputado se posiciona sobre falsa polêmica de nepotismo: “O Maranhão está mudando, sim!”

Parlamentar ressalta legalidade das nomeações do governo Flávio Dino, citando

Parlamentar ressaltou a legalidade das indicações do novo governador.

Por Othelino Neto

Paulo Bernardo e Gleisi Hoffman são casados. Ambos foram, ao mesmo tempo, ministros do governo da Presidenta Dilma Roussef, respectivamente das Telecomunicações e da Casa Civil. Nem a imprensa, e nenhum órgão acusou essas nomeações de nepotismo, ou o governo Dilma de praticar favorecimento de parentes. Ninguém acusou porque efetivamente não o é. Essas nomeações não só foram perfeitamente legais, como, e é o que mais nos importa, não foram incorretas sob o ponto de vista moral. Tratam-se de nomeações feitas pela Presidenta, de pessoas que são de sua confiança, e que circunstancialmente tem relação entre si. Nem Dilma favoreceu algum parente seu, e nem Bernardo ou Gleisi tinham poder para nomear um ao outro.

Estamos lembrando esse episódio para afirmar de maneira clara: as nomeações feitas pelo governador Flávio Dino de pessoas que, como os ex-ministros Paulo Bernardo e Gleisi, possuem circunstancialmente relações entre si, são absolutamente legais e não são incorretas sob o ponto de vista moral. Essas pessoas foram nomeadas pelo governador, não por nenhum eventual conhecido que faz parte do governo, em razão de suas aptidões para o cargo. E o governador não nomeou nenhum parente seu para o governo.

Quando a imprensa saudosista alimenta esse factoide, a sua intenção é tentar descredibilizar o conteúdo mudancista desse governo, como se estivéssemos repetindo práticas que condenamos no passado. Mas nós não vamos deixar de responder a essa manobra. O Maranhão está mudando, sim.

A era que terminou com o último governo foi marcada pela utilização de fundos públicos para ostentação dos governantes. Foi marcada também pela utilização de fundos públicos para favorecer negócios privados não só dos amigos, mas da própria ex-governadora, como é claro e notório na aplicação de verbas públicas de publicidade na sua própria empresa. Essas práticas sim constituem favorecimento, utilização de recursos públicos para atender interesses privados do próprio governante, a clássica definição do que é o patrimonialismo.

Isso tudo está acabando no nosso governo. Estamos eliminando as terceirizações das empresas que eram “amigas” dos governantes, estruturando melhor o nosso serviço público, não permitimos nenhum caso de nepotismo, e nenhum grupo que tenha parentesco com o governador tem nem terá nenhum negócio com o governo, e a mesma regra se aplicará a cada secretário em suas respectivas áreas.

Sim, o Maranhão está mudando, e uma dessas mudanças é instaurar plenamente as melhores práticas republicanas. Pena que alguns ingênuos bem-intencionados não se deem conta disso, e de maneira desapercebida acabem fazendo o jogo de quem esteve tanto tempo no poder, e tanto mal fez ao nosso Maranhão.

Exclusivo: Definida a nova Mesa Diretora da Assembleia; Veja a composição

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Chapa “União e Trabalho” é encabeçada pelo deputado estadual Humberto Coutinho (PDT).

Está praticamente definida a composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão para a próxima legislatura.

Os parlamentares entraram em consenso quanto a indicação dos partidos para compor a chapa “União e Trabalho” de acordo com o critério de proporcionalidade das bancadas.

Será decidido no voto apenas o cargo de presidente da Casa. Os candidatos serão Humberto Coutinho (PDT), com o apoio de 40 deputados, e a novata Andréa Murad (PMDB).

Abaixo a composição da nova Mesa Diretora, que deverá ser confirmada na eleição de amanhã, após a posse dos 42 novos deputados estaduais:

1º Vice presidente – Othelino Neto (PCdoB)

2º Vice presidente – Glaubert Cutrim (PRB)

3º Vice presidente – Valéria Macedo (PDT)

4º Vice-presidente – Graça Paz (PSL)

1º secretário –  Edilázio Junior (PV)

2º secretário – Carlinhos Florêncio (PHS)

3º secretário – César Pires (DEM)

4º secretário – Francisca Primo (PT)

“Roseana não tem preocupação com investigação”, diz advogado

Estadão

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Ex-governadora descansa com a família no eixo Miami, Los Angeles e Las Vegas, nos Estados Unidos.

O advogado da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) afirmou que os precatórios pagos à Construtora Constran não ‘furaram fila’. Em delação premiada à Polícia Federal, o doleiro Alberto Youssef, principal alvo da Operação Lava Jato, afirmou que pagou, em 2013, propina de R$ 3 milhões para João Abreu, então chefe da Casa Civil do governo Roseana para viabilizar o pagamento de um precatório de R$ 113 milhões da empreiteira.

“Eu acredito que a história surgiu muito antes do embate político local. O que acontece nessas delações muito grandes é que quando você abre a investigação, vai um monte de gente que não tem nada e tem o nome prejudicado. Ainda mais nesses casos de delação em que não tem controle, a pessoa fala o que quer, de quem quer, como quer”, argumenta o criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

Para liberar o pagamento, na frente de outros títulos dessa natureza, assessores de confiança de Roseana teriam cobrado propina. O precatório no valor de R$ 113 milhões seria vendido por R$ 40 milhões, e o governo do Maranhão participaria da negociação, por meio de um fundo de investimentos e pagamento de propina.

“Esse precatório não furou a fila. Ele era o primeiro da fila. Ela não participou em nenhum momento do pagamento de precatório, nem é função de uma governadora participar. Tudo isso foi levado pela parte técnica. Tinha sempre a Procuradoria junto e foi uma questão homologada pelo juiz”, disse Almeida Castro. “Se nesse caminho, houve alguma coisa irregular, é uma surpresa enorme. Ela acredita que o João é um cara sério, tanto é que foi secretário da Casa Civil dela, não tem porquê duvidar dele”, disse o advogado.

Atualmente, Roseana passa temporada nos Estados Unidos com o marido, os filhos e netos. Ela está fazendo um curso de inglês com seis meses de duração. Acompanha de forma tranquila o andamento das investigações, segundo o criminalista.

“Se acontece alguma coisa no Estado dela, é natural que façam investigação. É claro que é uma coisa desagradável, mas ela não tem preocupação com investigação”, afirmou.

Na delação, Youssef afirmou ainda que Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro de Cidades Mário Negromonte, e Rafael Ângulo Lopes – carregadores de malas do esquema desbaratado na Petrobrás – e uma terceira pessoa levaram duas parcelas de R$ 800 mil reais do montante.

O doleiro contou também que ele mesmo levou outra parcela de R$ 1,4 milhão “o qual ele entregaria na data em que foi preso”, em um hotel em São Luiz (MA), no dia 17 de março do ano passado. O doleiro afirmou não saber se João Abreu consultou a então governadora Roseana Sarney, que deixou de ter direito a foro privilegiado. Youssef diz, porém, que o chefe da Civil afirmou ser interesse do Estado “pagar essa dívida”.

Sucessor. Na terça-feira, 27, a Secretaria de Transparência e Controle do Estado do Maranhão decidiu interromper o pagamento do superprecatório das empreiteiras do cartel alvo da Operação Lava Jato. Em ofício à Justiça Federal no Paraná, o órgão pediu compartilhamento das informações referentes às supostas irregularidades cometidas pelo governo de Roseana Sarney (PMDB) – que deixou o cargo 21 dias antes do fim de sua gestão, em dezembro do ano passado alegando problemas de saúde – “no que diz respeito à irregular quitação de um precatório devido à empresa UTC/Constran”

Ao autorizar o compartilhamento dos documentos, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava Jato, ressaltou que Roseana não desfruta mais de foro privilegiado. O magistrado afirma ainda que o compartilhamento dos dados poderá servir tanto ao governo do Maranhão como à Justiça Estadual do Maranhão. Hoje, o governo do Maranhão, hoje sob gestão de Flávio Dino (PCdoB) – que derrotou Edison Lobão Filho (PMDB), candidato da família Sarney.

Folha cria novo conceito de nepotismo para “denunciar” Flávio Dino

Sem qualquer parentesco com governador, Joslene é militante histórica do partido de Flávio Dino e coordenou as campanhas dele em 2006, 2008, 2010 e 2014.
Sem qualquer parentesco com o novo governador, a professora da rede pública estadual Joslene Rodrigues é militante histórica do partido de Flávio Dino e coordenou as campanhas dele em 2006, 2008, 2010 e 2014.

Blog do Nassif

Na edição de hoje o jornal “denuncia” o novo governador do Maranhão Flávio Dino pelo fato de nomear pessoas que são parentes de outras pessoas do mesmo governo.

A “denúncia” é que a namorada do Secretário de Articulação Política Márcio Jerry chefia o gabinete do governador e sua irmã é número dois da Secretaria de Esporte e Lazer.

Segundo a própria reportagem, a namorada de Jerry é dirigente do PCdoB – o partido do governador – e a irmã tem carreira no serviço público tendo chefiado o departamento do idoso da pasta na gestão Roseana Sarney (PMDB) e atuado no Ministério do Esporte.

Com a “denúncia” o jornal inaugura uma nova etapa do conceito de nepotismo.

Veja, na íntegra, a decisão que garante a posse de Alberto Filho na Câmara Federal

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Valéria Macedo e Graça Paz serão vice-presidentes da Mesa Diretora da AL

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Mulher de Clodomir Paz será a 4ª vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Foram confirmados, há pouco, os nomes de Valéria Macedo (PDT) e Graça Paz (PSL) para ocuparem, respectivamente, a terceira e a quarta vice-presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão.

As negociações para a composição da nova Mesa Diretora da Casa devem ser encerradas ainda na madrugada desse sábado (31), com a formação uma grande chapa encabeçada pela candidatura à presidência do pedetista Humberto Coutinho.

Também estão assegurados os nomes de Othelino Neto (PCdoB) para a primeira vice-presidência e de Edilázio Junior (PV) para a primeira secretaria.

A liderança do governo Flávio Dino (PCdoB) ficará a cargo do ex-sarneyzista Rogério Cafeteira (PSC). O maior bloco parlamentar terá no mínimo 20 deputados do PCdoB, PDT, PPS, PSDB, PSB, PP, SDD, PTC, PRTB, PTdoB, PMN e PHS.

Com uma bancada de quatro deputados, o PMDB de Roseana Sarney aclamará o nome de Humberto Coutinho na eleição do domingo (1º), rejeitando a candidatura de Andréa Murad.

A inexperiente filha de Ricardo Murad será desmoralizada na disputa pelo mais importante cargo do legislativo estadual, contabilizando apenas o voto do próprio cunhado, o também novato Souza Neto (PTN).