Sarney doou casarão antigo ao Estado para se livrar do custo de reforma

Folha de São Paulo

Casarão velho do oligarca maranhense corre risco de desmoronamento.

Casarão velho do oligarca maranhense corre risco de desmoronamento.

A reforma de um casarão tombado pelo patrimônio histórico no centro de São Luís esbarrou na disputa política entre o governador do Maranhão, Flávio Dino, e o senador José Sarney (PMDB-AP).

O ex-presidente doou ao Estado, em maio de 2014, um sobrado tradicional português do final do século 18, comprado por ele em 2003, em risco de desabamento e cuja reforma havia sido determinada pela Justiça.

O governo Dino acusou Sarney de tentar se livrar do custo da reforma e diz que não aceitará a doação do prédio.

O imóvel integra o conjunto arquitetônico do centro histórico de São Luís, tombado pelo governo federal em 1974 e considerado patrimônio cultural da humanidade.

Dois anos antes de vender o casarão a Sarney, o antigo dono, Joaquim Campelo Marques, havia sido condenado pela Justiça Federal a realizar obras de restauração e conservação do imóvel, sob pena de multa diária de R$ 300.

Em 2001, ano da condenação, um estudo do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) identificou que havia risco de desabamento da construção.

As obras não foram feitas e em 2004, quando o imóvel já havia sido registrado em nome de Sarney, o órgão constatou o desabamento de parte da cobertura do prédio.

O Ministério Público Federal, autor da ação contra Campelo, pediu em 2012 que Sarney fosse incluído no processo para ser obrigado a fazer a reforma. O pedido foi acolhido em outubro de 2013.

Em 30 de maio de 2014, Sarney doou o prédio ao Estado para a implantação de um polo digital. Ele foi incluído em um pacote de restaurações bancadas pelo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento).

Uma semana antes da transação, uma medida editada pela governadora Roseana Sarney (PMDB), filha do senador, autorizou o Estado a aceitar doações de imóveis que fizessem parte do PAC.

O governo Dino pediu uma apuração sobre a negociação e não quer aceitar a transferência. A superintendente de gestão patrimonial, Lídia Helena Figueiredo, disse que é clara a intenção de transferir ao “Estado a responsabilidade de arcar com as despesas”.

Sarney diz ter feito a doação a pedido do Iphan, a quem caberá a restauração.

Imagem do dia: Governo do Maranhão lança o “Mais IDH”

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A implantação do programa Mais IDH começou a ser efetivada na tarde desta segunda-feira (26), em São Luís.

As ações serão realizadas nos municípios que necessitam de maior atenção e começaram a ser articuladas com prefeitos e os movimentos sociais.

O Mais IDH contemplará as 30 cidades com menor desempenho no Índice de Desenvolvimento Humano do Maranhão.

Em ato no Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino destacou cada uma das ações que serão implementadas ao longo dos próximos meses, voltadas à Educação, Atenção Básica à Saúde, melhoria do Saneamento, Habitação, Produção Agrícola, Combate ao Analfabetismo e à Fome, entre outros.

A diretriz do Governo do Maranhão, segundo Flávio, é garantir que esses municípios deem um salto na qualidade de vida em um curto espaço de tempo, pois, pela primeira vez, terão atenção direcionada pelo poder estadual.

“Tendo vontade política, a gente vai atrás de todas as condições financeiras e institucionais para fazer acontecer,” garantiu o governador.

Por que Ricardo Murad anda tão nervoso?

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Murad fracassou na tentativa de liderar a oposição ao governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa.

O ex-secretário Ricardo Murad (PMDB) fez o que pôde para juntar os cacos e arrastar o que restou do grupo Sarney para o confronto com o Palácio dos Leões. No entanto, sem condições morais e políticas de puxar o movimento, ele acabou constrangido nos planos de liderar a oposição ao governador Flávio Dino (PCdoB).

Um dos equívocos de Murad foi colocar o nome da filha para a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão, à revelia dos partidos que deram sustentação ao governo Roseana Sarney. A candidatura de Andréa Murad expôs o racha no comando do PMDB estadual, que resultou na desmoralização da família Murad dentro e fora da legenda da ex-governadora.

Na avaliação de atentos observadores políticos, Murad acreditava que poderia comandar um grupo de seguidores no legislativo, articulando uma bancada que o resguardaria das acusações de corrupção e de desvio de recursos públicos relacionadas à sua gestão na Saúde, atualmente investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Maranhão.

A estratégia, porém, esbarrou nos atritos insuperáveis que isolaram o ex-todo poderoso dos demais parlamentares, acentuados pela disputa eleitoral do ano passado, quando o cunhado de Roseana atropelou acordos e derramou milhões de reais nas campanhas da filha e do genro Souza Neto (PTN), passando por cima de aliados e comprometendo o desempenho do próprio grupo político nas urnas.

Flávio Dino corta efetivo dos Leões e coloca 70 novos policiais nas ruas

Roseana Sarney: 120 policiais militares à disposição.

Roseana Sarney tinha 120 policiais militares à disposição.

Depois de anunciar a contratação de 1000 novos policiais ainda neste ano, Flávio Dino (PCdoB) dá mais um sinal de que a segurança pública será uma das prioridades de sua gestão.

O governador diminuiu em mais da metade o efetivo à disposição do Palácio dos Leões, acrescentando 70 policiais militares nas ruas para reforçar as ações de segurança da população e combate à marginalidade.

Antes, 120 oficiais e soldados foram remanejados da corporação para cuidar da segurança de Roseana Sarney (PMDB). Somente na residência dos Sarney, no Calhau, cerca de 25 policiais se revezavam em três turnos na guarda pessoal da ex-governadora e de seus familiares.

Atualmente, um efetivo enxuto de 50 PMs está à disposição do gabinete militar dos Leões, responsável pela segurança do governador, do vice-governador e das dependências da sede do executivo estadual.

Andréa Murad cogita desistir da “anticandidatura” a Humberto Coutinho

andrea muradEnvergonhada com a repercussão negativa de sua “anticandidatura” à presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão — reprovada inclusive por correligionários e aliados — a inexperiente Andréa Murad (PMDB) cogita desistir do confronto direto com Humberto Coutinho (PDT).

Receosa com a possibilidade de sofrer uma derrota humilhante já no primeiro dia de seu mandato, Andréa tremeu na base com a divulgação da foto de Coutinho ao lado de 40 apoiadores, dando sinais de que deverá renunciar à tresloucada candidatura assim que possível.

Nos bastidores da disputa pelo legislativo, é unanimidade que a filha de Ricardo Murad jogará a toalha até o final de semana. Ela, no máximo, irá se abster de votar em Humberto.

Um dos fatores decisivos para a desistência de Andréa é o risco dela ter apenas o próprio voto.

Eleito no esquema da família Murad, o novato Souza Neto (PTN) fez chegar aos aliados que não tem a intenção de embarcar na “aventura” cunhada. Para isso, estaria até disposto a bater de frente com o sogro Ricardo.

Souza Neto também enviou alguns emissários a Humberto Coutinho, manifestando o total interesse de apoiá-lo na eleição da Mesa Diretora da Assembleia.

Painel: Sarney amargurado com apoio do PT a Flávio Dino

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José Sarney (PMDB-AP) tem demonstrado amargura em relação ao apoio de petistas ao governo de Flávio Dino (PC do B) no Maranhão.

“Eles sempre trabalham contra nós”, disse, segundo um interlocutor.

Folha de São Paulo.

Em 2014, São Luís tornou-se a 10ª cidade mais violenta do mundo

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Roseana Sarney renunciou ao mandato com São Luís entre as dez cidades com maior número de homicídios.

A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) assumiu o compromisso de que todos os maranhenses dormiriam de portas abertas ao final do seu último mandato. Em 2014, contudo, São Luís passou a figurar entre as dez cidades mais violentas do mundo.

De acordo com a ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, a capital do Maranhão ocupa atualmente a 10ª posição no ranking da violência mundial (veja completo aqui). Uma das mais perigosas do Brasil, atrás apenas de João Pessoa (PB), Maceió (AL) e Fortaleza (CE).

Nos quatro anos da filha de José Sarney à frente do Palácio dos Leões, a “Ilha do Amor” avançou dezessete posições na escalada da violência, subindo da 27ª para a 10ª colocação. Apresentou a taxa de 64,71 homicídios para cada 100 mil habitantes no último ano.

A cidade mais violenta do mundo continua sendo San Pedro Sula, em Honduras, com uma taxa de homicídios de 171,20 para cada 100.000 habitantes. Caracas, a capital da Venezuela, é a segunda do ranking.

O Brasil, segundo a ONG, está entre os países com maiores problemas de violência. É, também, o país com o maior número de municípios entre os violentos. São 19 capitais brasileiras, incluindo Aracaju (SE), Belém (PA), Curitiba (PR), Macapá (AP), Porto Alegre (RS) e Teresina (PI).

Enquanto isso na disputa pela presidência da Assembleia…

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Isolado, Ricardo Murad fica sem apoio para liderar oposição

ricardo muradDepois de ser oposição ao grupo político liderado pelo senador José Sarney, na década de 90, tendo iniciado a carreira dentro deste grupo e retornado em 2003, sempre mantendo como base política a cidade de Coroatá, o deputado estadual e ex-secretário de Saúde Ricardo Murad tenta reagrupar os políticos do grupo derrotado nas eleições de 2014 sob suas asas e construir, a partir da Assembleia Legislativa, um grupo de oposição ao governo Flávio Dino. No entanto, a maneira de lidar com os aliados em estilo que lhe rendeu a denominação de ‘trator’ faz com que a tentativa de se tornar o líder da oposição a Flávio Dino não consiga encontrar apoio entre os correligionários.

A avaliação, unânime e coerente, é tanto de aliados como de adversários de Ricardo Murad.

Desde a volta de Roseana Sarney ao governo do Estado, em 2009, por conta da cassação do mandato do governador Jackson Lago (PDT), Ricardo Murad, que na década de 90 era adversário ferrenho da ex-governadora, tornou-se o homem forte do Palácio dos Leões e ficou responsável pelo comando de uma das mais importantes secretarias.

Nos últimos cinco anos o programa “Saúde é Vida” se tornou a ‘menina dos olhos’ do governo do Estado. Voltado para a construção de dezenas de hospitais, cujos locais eram definidos mais por critérios políticos do que técnicos, o programa virou até mote de campanha de Ricardo Murad, em 2010, cujo slogan usado para pedir votos foi “Mais hospitais para o povo”.

Porém, as previsões de construção dos hospitais não foram cumpridas e a promessa de que até 2013 todos estariam entregues, inclusive com divulgação em outdoor, acabou ficando somente no discurso.

Praticamente todos os que foram construídos se tornaram ‘elefantes brancos’, pois as prefeituras das pequenas cidades, onde estão localizados, não têm condições de manter essas unidades de saúde, e tal situação provocou desgaste do governo do Estado, inclusive com os prefeitos.

Na relação com a classe política, a postura adotada por Murad, que conseguiu eleger a filha e o genro deputados estaduais, provocou atritos que se tornaram insuperáveis. E agora, nos primeiros dias do governo Flávio Dino, a tentativa do ex-secretário de Saúde de comandar a oposição ao atual governo não encontra respaldo dentro do próprio PMDB. As principais lideranças da legenda, como o deputado estadual Roberto Costa e o senador João Alberto, rechaçaram qualquer possibilidade do partido lançar candidatura para enfrentar Humberto Coutinho na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa.

A opção do PMDB é construir espaços para ganhar cargos na Mesa Diretora da Casa, medida apoiada, inclusive, pelo senador suplente Edinho Lobão, que já se manifestou contrário à proposta defendida por Ricardo Murad.

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Humberto Coutinho recebe o apoio de 40 deputados

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Ao reunir 40 deputados (31 presentes e nove que justificaram ausência, mas ratificaram apoio) na noite deste sábado, em jantar na sua residência, o deputado eleito Humberto Coutinho (PDT) praticamente se tornou o virtual presidente da Assembleia Legislativa no biênio 2015/2016.

Estiveram presentes no jantar oferecido pela deputada Cleide Coutinho (PSB) e pelo deputado eleito Humberto Coutinho, os deputados Léo Cunha (PSC) Ricardo Rios (PEN), Levi Pontes (SDD), Stenio Resende (PRTB), Rigo Teles (PV), Antônio Pereira (DEM), Glalbert  Cutrim (PRB), Cabo Campos (PP), Rogério Cafeteira (PSC), Graça Paz (PSL), Marco Aurélio (PCdoB), Vinicius Louro (PR), Roberto Costa (PMDB), Valéria Macedo (PDT), Ana do Gás (PRB), Júnior Verde (PV), Alexandre Almeida (PTN), Neto Evangelista (PSDB), Fábio Macedo (PDT), Carlinhos Florêncio (PHS), Othelino Neto (PCdoB), Bira do Pindaré (PSB), Wellington do Curso (PPS), Edilásio (PV), Fábio Braga (PTdoB), Zé Inácio (PT), Eduardo Braide (PMN), Hemetério Weba (PV), Edvaldo Holanda (PTC), além do próprio candidato a presidente Humberto Coutinho.

Mandaram mensagens de apoio e justificaram sua ausência os deputados Edson Araújo (PSL), Francisca Primo (PT), César Pires (DEM), Max Barros (PMDB), Josimar do Maranhãozinho (PR), Paulo Neto (PSDC), Nina Melo (PMDB), Adriano Sarney (PV) e Raimundo Cutrim (PCdoB), totalizando 40 deputados entre eleitos e reeleitos para a próxima legislatura.

Também estiveram no jantar dos Coutinhos, o deputado estadual e secretário-chefe da Casa Civil Marcelo Tavares, os deputados estaduais Raimundo Louro (PR) e o federal eleito Rubens Júnior (PCdoB), A prefeita de Matões Sueli Pereira (PSTU) e o prefeito de Santo Antônio dos Lopes Eunélio Mendonça (PMDB).

No discurso aos presentes, Humberto Coutinho agradeceu o maciço apoio que vem recebendo e disse que não decepcionará nenhum dos seus eleitores. Representando as lideranças dos blocos, falaram o líder da oposição Roberto Costa, o líder dos recém chegados Glalbert Cutrim, o líder do governo Rogério Cafeteira, o líder dos pequenos partidos Alexandre Almeida e o líder do blocão Eduardo Braide.

Todos foram unânimes em afirmar que o sucesso da candidatura Humberto Coutinho derivou de sua credibilidade em cumprir acordos e a capacidade de ouvir e aglutinar interesses.