Holandinha estreia colunas no Jornal Pequeno e Aqui Maranhão

CapturarCom a popularidade em ascendência, o prefeito Edivaldo Holanda Junior (PTC) estreia coluna semanal na edição deste domingo do Jornal Pequeno.

Com o título “pisando em terra firme”, o prefeito de São Luís falará sobre o novo momento de sua administração, com destaque para os avanços já alcançados e para a execução das novas ações em parceria com o governo Flávio Dino (PCdoB).

Durante a semana, Holandinha também inaugura no jornal Aqui Maranhão uma coluna semanal onde responderá a dúvidas e questionamentos enviados pela população da capital.

Lobão acusado de receber propina no esquema da Petrobrás

O ex-ministro Lobão começa a se complicar no Petrolão

O ex-ministro Lobão começa a se complicar no Petrolão

Revista Época

Em meados de 2008, numa festa infantil em São Paulo, iniciou-se – entre brigadeiros, bexigas coloridas e a algazarra das crianças – a primeira conversa de um negócio que, anos depois, arrastaria para as investigações da Operação Lava Jato um dos banqueiros mais ricos do Brasil. Ali, o empresário Carlos Santiago, mais conhecido como Carlinhos, soube que um grupo de executivos do mercado financeiro, liderados pelo banqueiro carioca André Esteves, pretendia fazer negócios pelo país afora. Carlinhos, dono de uma rede de postos de combustíveis em São Paulo, era uma figura mal-afamada no segmento em que atuava. Fora acusado pela Agência Nacional de Petróleo e por uma CPI no Congresso de adulterar combustíveis. Semanas depois, apesar dessa ficha corrida, Carlinhos já almoçava com Esteves para fechar uma sociedade em postos de combustível. Após o cafezinho, negócio fechado: o banqueiro apertou as mãos de Carlinhos – um “shake hands”, na expressão repetida por Esteves nessas ocasiões. Nascia ali, no fim de 2008, a Derivados do Brasil, a DVBR, uma rede de 118 postos espalhados principalmente por São Paulo e Minas Gerais. Era um dos primeiros negócios de Esteves no que ele gosta de chamar de “economia real”.

época 1No ano seguinte, Esteves e seus sócios criaram o BTG Pactual, conglomerado que se tornou, hoje, o maior banco de investimentos do Brasil, responsável por administrar R$ 138,6 bilhões. Ao fazer negócio com Carlinhos, a turma de Esteves apostou que conseguiria comprar combustível barato e vendê-lo caro. Deu errado. Os prejuízos acumulavam-se. Em 2011, após procurar sem sucesso sócios no mercado privado, Carlinhos e os executivos do BTG recorreram à BR Distribuidora, principal subsidiária da Petrobras, que fatura R$ 86 bilhões anualmente. Em julho daquele ano, a BR topou pagar uma pequena fortuna para estampar sua marca na rede DVBR e assegurar que a rede comprasse combustível somente da estatal. “Houve uma grande comemoração quando o acordo foi fechado. A BR ofereceu uma proposta bem melhor que as outras”, afirma um ex-sócio do BTG que acompanhou a negociação. “O BTG conseguiu reverter parte daquela besteira que cometeu ao se juntar com Carlinhos.” Foi um excelente negócio para todos os envolvidos – menos para a BR, como se descobrirá abaixo.

A BR, naquele momento e desde então, era feudo de uma trinca política: a bancada do PT na Câmara, o ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão, do PMDB, e o senador Fernando Collor, do PTB. Eles haviam indicado os ocupantes dos principais cargos na estatal. Não é fortuito, portanto, que, nesta semana, Lobão e Collor vão aparecer na lista de políticos que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedirá ao Supremo para investigar na Lava Jato, acusados de receber propina. O presidente da BR naquele “shake hands” era José Lima de Andrade Neto, indicado por Collor e Lobão. Ele continua no cargo.

O investimento da BR no negócio de Esteves e Carlinhos está sob investigação pela força-tarefa do Ministério Público Federal na Lava Jato. A nova fase de investigações concentrará esforços nos esquemas da BR Distribuidora e na Transpetro – e esquadrinhará as operações da Odebrecht e do BTG, de Esteves, com empresas da Petrobras. ÉPOCA teve acesso, com exclusividade, ao conteúdo integral do depoimento que o doleiro Alberto Youssef prestou à Polícia Federal no dia 4 de novembro do ano passado. No depoimento, que integra o anexo 31 das delações do doleiro, intitulado BR DISTRIBUIDORA E BTG PACTUAL (BANCO DE ANDRE ESTEVES), Youssef diz que houve propina no negócio com a BR Distribuidora – e que ele, Youssef, foi encarregado de entregar o dinheiro. No total, R$ 6 milhões – metade para Collor, uma parte para funcionários da BR e a outra para o principal operador dos esquemas, Pedro Paulo Leoni Ramos, o PP, amigo antigo de Collor. No depoimento, ele descreve, de memória, as linhas gerais do contrato entre a BR e a empresa do BTG com Carlinhos. Erra, segundo executivos envolvidos no negócio, apenas os valores. Diz que, segundo soube, a BR pagaria cerca de R$ 300 milhões à DVBR. No entanto, a empresa do BTG e de Carlinhos, segundo essas fontes, recebeu R$ 122 milhões da BR, em três parcelas iguais. Foi dessa dinheirama que, segundo Youssef, saíram os R$ 6 milhões de propina.

E como o doleiro poderia saber disso? Ele diz ter sido acionado para o serviço por Pedro Paulo Leoni Ramos. Desde que Collor indicou diretores da BR, no segundo governo Lula, PP passou a ser o intermediário do senador e dos demais políticos nos grandes negócios da empresa, conforme revelou ÉPOCA no ano passado. PP entende do assunto. Na década de 1990, PP fora afastado de seu cargo no governo de Collor precisamente após ser acusado de montar um esquema que beneficiava empresas indicadas por ele em contratos com a Petrobras. Segundo o acertado com PP, Youssef recolheria a propina, em dinheiro vivo, num dos postos de Carlinhos, sua taxa (3% dos R$ 6 milhões) e entregaria o restante a PP. E assim se fez, segundo Youssef. ÉPOCA ouviu a mesma história, há dois anos, de dois interlocutores de Youssef e de PP.

Para cumprir a tarefa, Youssef diz que manteve contatos apenas com Carlinhos e PP – ele afirma que nunca se encontrou com nenhum funcionário do BTG. Afirma que houve dois pagamentos. No primeiro, diz, encarregou dois de seus auxiliares da coleta e da entrega do dinheiro – Rafael Angulo e Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte. A outra parte, afirma, fora depositada numa conta de Leonardo Meirelles, um laranja de Youssef, em Hong Kong. Ato contínuo, de acordo com Youssef, Meirelles realizou algumas operações cambiais e entregou valores em reais a Youssef. Depois disso, Youssef diz ter entregado os recursos a PP. A propósito, segundo o depoimento, foi o próprio PP quem confirmou a Youssef “a participação do BTG nesse esquema”.

Após a assinatura do contrato, o acordo foi submetido à apreciação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão que regula a concorrência no Brasil. No final de maio de 2012, os conselheiros do Cade deram o aval ao negócio. Com a decisão do Cade e com o dinheiro amealhado na negociação conduzida por Carlinhos, o BTG enxergou a chance de deixar de administrar postos de combustíveis. O desgaste na relação com Carlinhos e o resultado fraco com a operação dos postos estimularam o pessoal de Esteves a se desfazer de vários deles. Desde a assinatura do contrato, o BTG vendeu 43 postos – e se esforça para vender os demais. Quatro postos foram vendidos para um irmão de Esteves, proprietário de uma rede localizada no Rio de Janeiro. O irmão de Esteves, na verdade, retomou postos que vendera para a DVBR no começo da parceria entre o BTG e a empresa de Carlinhos.

Logo após a assinatura do contrato com a BR, alguns postos da rede DVBR deixaram de exibir a marca BR e de comprar a cota mínima de combustível estabelecida no documento. Em situações semelhantes, a BR costuma entrar imediatamente na Justiça para fazer valer o contrato. Nesse caso, nada fez por dois anos. Contenta-se, há cerca de um ano, a apenas notificar extrajudicialmente os postos da DVBR. Há mais de um ano, ÉPOCA cobra da Petrobras acesso aos termos do contrato com a DVBR. A reportagem recorreu à Lei de Acesso à Informação, mas a Petrobras negou o pedido repetidas vezes.

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Em nota, o BTG nega qualquer conhecimento das acusações narradas por Youssef, diz que a sociedade com Carlinhos foi um mau negócio e afirma que o banco vem, aos poucos, encerrando a parceria com o polêmico empresário. Diz a nota: “O Banco BTG Pactual esclarece que o investimento na Derivados do Brasil foi feito pela BTG Alpha Participações, uma companhia de investimento dos sócios da BTG, e não pelo Banco BTG Pactual. O investimento na Derivados do Brasil foi feito em 2009 e foi mantido apartado do Banco BTG Pactual desde então. O investimento, que nunca foi relevante nos negócios da companhia de sócios, foi malsucedido e apresentou perda de 100% do capital investido. Nunca houve qualquer distribuição de dividendos ou qualquer forma de retorno de capital. Ao longo do tempo, por diferenças de visões estratégicas e empresariais, a sociedade foi desfeita e o processo de cisão vem sendo conduzido há mais de dois anos. Nunca houve nenhum outro investimento da companhia de sócios no setor de distribuição e comercialização de combustíveis”.

Também em nota, a BR Distribuidora afirmou que o contrato com a DVBR foi importante para aumentar sua participação no mercado, principalmente em São Paulo, e que o preço do acordo foi compatível com o mercado. Afirmou ainda que o representante do BTG nas negociações com a BR Distribuidora foi Carlos Santiago. O presidente da BR admite conhecer Pedro Paulo Leoni Ramos, mas nega ter tratado do assunto DVBR com ele. Disse, ainda, ser funcionário de carreira da Petrobras e que sua indicação para o cargo foi submetida por Lobão. Pedro Paulo Leoni Ramos, o PP, por meio de nota, negou “qualquer atuação em negócios referentes a ‘embandeiramento’ de postos pela BR Distribuidora” e que “desconhece informações relativas ao assunto”. Em nota, o senador Fernando Collor disse que as declarações de Alberto Youssef “padecem de absoluta falta de veracidade e credibilidade, ainda mais quando recolhidas e vazadas de depoimentos tomados em circunstâncias que beiram a tortura de um notório contraventor da lei, agravados por suas condições físicas e psicológicas”.

Flávio em Brasília: a quebra do poder oligárquico em sua raiz

Blog do Clodoaldo

dilmaflavioA grande dificuldade dos poucos anos em que a oposição ao grupo Sarney esteve no governo (dois de Zé Reinaldo e dois de Jackson Lago) foi justamente na essência de onde Sarney nutre o poder que sempre utilizou para manter a dominação de quase 50 anos no Maranhão: a força política em Brasília.

José Sarney chegou ao poder no Maranhão com a apoio da Ditadura Militar em 1965 quando se elegeu e quebrou anos de Vitorinismo (ciclo de domínio da Oligarquia Vitorino Freire). Desde então, aprendeu que o poder nacional é a grande fonte de manutenção do poder local e exerce isso da maneira que for preciso para manter seu domínio através das relações coronelistas e patrimonialistas.

As utilizações de seu poder em Brasília foram feitas de forma mais contundentes e escandalosas nos últimos anos. Nos governos Zé Reinaldo e Jackson, o entrave proporcionado por Sarney para que os recursos federais chegassem ao Maranhão. Em 2009, o julgamento político que cassou o governador Jackson Lago com todos os dedos do ex-presidente. Em 2010, Sarney provocou a intervenção no PT do Maranhão para ter o apoio da legenda à Roseana, constrangendo Lula no estado. O constrangimento em 2014 foi repetido com Lula pedindo votos para Edinho Lobão e a presidente Dilma teve muita resistência de não ceder à pressão e se “queimar” pedindo votos para o candidato do grupo Sarney.

Assim, o governo Flávio inicia quebrando justamente o entrave ao Maranhão quando o governo não era favorável ao Clã: o Palácio do Planalto. O governador foi pessoalmente à Brasília e articulou o andamento de convênios que estavam parados por simples desinteresse do governo anterior e a discussão para celebrar novas parcerias.

O novo governo mostra a preocupação que faltou nos governos de oposição anteriores (sim, este governo deve ser de oposição ao modelo de política, economia e relação institucional adotado nos últimos 50 anos no Maranhão): acabar com a influência negativa da Oligarquia em Brasília para prejudicar o Maranhão e manter privilégios.

O governador do Maranhão vem destravando convênios parados e obtendo conquistas importantes em Brasília. Isto significa a quebra principal do poder que atrasa o Maranhão e deixa o Estado com os piores indicadores sociais do país. Isto é transformação.

Em nota, Ministério Público rebate acusações de Luis Fernando Silva

Capturar2 (1)O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), tendo em vista  declarações prestadas pelo ex-prefeito de São José de Rimar, Luís Fernando, sobre Ação Civil Pública, em entrevista coletiva de imprensa, esclarece:

1) Todas as irregularidades relatadas na Ação Civil Pública ajuizada na última segunda-feira, 23, pela 1ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de São José de Ribamar, foram constatadas no procedimento administrativo nº 038/14;

2) O pedido de decretação da indisponibilidade dos bens do ex-prefeito, Luis Fernando Moura Silva, do empresário João Luciano Luna Coêlho e da sua empresa, Ires Engenharia, Comércio e Representação LTDA, teve como motivação a defesa do patrimônio público;

3) A ação do MPMA foi baseada em diversas provas, a exemplo da auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que detectou irregularidades na realização de serviços de pavimentação, drenagem e urbanização;

4) Foram detectadas 21 irregularidades na execução do convênio firmado entre o Município de São José de Ribamar e a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), exigindo a atuação do MPMA para evitar maiores prejuízos aos cofres públicos, o que ensejou o pedido de bloqueio dos bens dos envolvidos;

5) O MPMA repudia as afirmações de que estaria agindo por interesse político, considerando que a atuação da promotora de justiça Elisabeth Albuquerque de Sousa Mendonça, como de todos os membros da instituição, é pautada nos ditames constitucionais pertinentes a suas respectivas atribuições.

Secretaria para Assuntos Institucionais.

Preferência de Madeira por Noleto causa ciumeira em aliados de Curado

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As declarações de Sebastião Madeira (PSDB) sobre as articulações para as próximas eleições em Imperatriz provocaram divergências entre aliados do PCdoB e PDT.

Em conversas reservadas com vereadores do município, o prefeito tem afirmado que o seu candidato à sucessão do ano que vem é o atual secretário de Infraestrutura do Estado, Clayton Noleto (PCdoB).

As pretensões de Sebastião Madeira causaram ciumeira nos aliados da subsecretária estadual de Saúde, Rosângela Curado, potencial candidata do PDT para suceder o tucano.

Na última segunda-feira, nos corredores da Assembleia Legislativa, o deputado federal Weverton Rocha resolveu tomar satisfações do deputado estadual Marco Aurélio a respeito das declarações de Madeira em favor de Noleto.

Incomodado com o tom de cobrança do dono do PDT no estado, o parlamentar comunista reagiu à altura e mandou o “Maragatuno” exigir explicações do prefeito de Imperatriz.

Nos bastidores, Rosângela Curado já ameaça romper com Flávio Dino (PCdoB) e voltar para os braços do ex-prefeito ficha-suja Ildon Marques (PMN), caso não seja ela a candidata única do grupo governista.

Pelo visto, muitas águas devem rolar por baixo da ponte do Rio Tocantins até a definição do quadro sucessório para as eleições municipais na segunda maior cidade do Maranhão.

Nepotismo é isso: Ricardo Murad assume secretaria em prefeitura administrada pela esposa

Ricardo e a esposa Tereza Murad.

Ricardo e a esposa Tereza Murad.

O ex-secretário de Saúde do Estado, Ricardo Murad, foi nomeado para a secretaria municipal de Coroatá, cuja prefeita é a sua esposa, Teresa Murad.

A nomeação foi divulgada na página oficial da prefeitura em um rede social. Segundo a nota, Murad responderá pela Secretaria Extraordinária de Inovação e Modernização.

O órgão será responsável pela política governamental de estímulo a novas ideias e de incentivo às novas práticas para aperfeiçoar a produtividade da prestação de serviços da estrutura administrativa do município.

Com informações do O Imparcial

Vereadores em polvorosa com as investigações de agiotagem na Câmara de São Luís

Capturar2Um clima de desespero tomou conta dos vereadores com a possível reabertura do inquérito para apurar o grande esquema de agiotagem que funcionaria até a presente data na Câmara Municipal de São Luís.

A retomada das investigações foi anunciada na semana passada pelo secretário de Segurança do Maranhão, Jefferson Portela, e confirmada pelo delegado-geral Augusto Barros. Desde então, os parlamentares têm disparado telefonemas a jornalistas e autoridades locais, buscando saber mais sobre o andamento do inquérito.

Uma comissão de três delegados foi instituída para apurar o envolvimento de políticos no caso. Entre os principais alvos das investigações estão o ex-presidente da Câmara de São Luís, Isaías Pereirinha (PSL), apontado como o mentor do esquema de agiotagem, o atual presidente da Casa, Astro de Ogum (PMN), e a ex-gerente do Banco Bradesco, Raimunda Célia, que está foragida do país.

O esquema de corrupção está na ativa há anos e funcionaria da seguinte forma: vereadores pediam empréstimos consignados à ex-gerente do Bradesco, que tem a conta oficial da Câmara Municipal, em nome dos servidores do legislativo para depois emprestar a terceiros, cobrando taxas de juros abusivos.

Se confirmada a participação dos vereadores, os mesmos deverão ter os mandatos cassados, além de responder civil e criminalmente pela negociata que movimentou cerca de 30 milhões de reais.

Eliziane Gama vai presidir comissão para fiscalizar cancelamento de refinarias

Eliziane GamaA deputada federal Eliziane Gama (PPS) vai coordenar a comissão externa criada pela Câmara Federal para acompanhar e fiscalizar os fatos relativos ao cancelamento da construção das refinarias da Petrobras Premium I e Premium II, localizadas em Bacabeira (MA) e em São Gonçalo do Amarante (CE).

Parlamentares maranhenses e cearenses argumentam que o anúncio das obras pela Petrobras, em 2010, atraiu investimentos dos empreendedores para a região e querem avaliar as consequências ambientais, sociais e financeiras da suspensão das obras.

O grupo, a partir de agora, pode, entre outras medidas, realizar diligências externas, audiências públicas e requerer informações a autoridades envolvidas no caso.

Além de Eliziane, fazem parte da comissão os deputados Betinho Gomes (PSDB), Chico Lopes (PCdoB), Moisés Rodrigues (PPS), Pedro Fernandes (PTB), Raimundo Garrone (PSDB), Rubens Pereira (PRTB) e Maragatuno (PDT).

Rogério “Porcão” Cafeteira chama Andréa Murad para brigar na lama

Blog do Clodoaldo Correa

Curral: Antes aliados, Andrea Murad e Rogério Porcão trocaram farpas na Assembleia Legislativa.

Curral: Antes aliados, Andrea Murad e Rogério Porcão trocaram acusações na Assembleia Legislativa.

O deputado Rogério Cafeteira (PSC) teve um bate-boca duro com a deputada Andréa Murad (PMDB) nesta quinta-feira (26) por conta da destinação de emenda parlamentar para a cidade de Miranda do Norte. Ao retrucar a peemedebista, Rogério falou que suas emendas foram pagas na legalidade, com seu nome, mas a forma como chegaram recursos a Miranda a favor da filha de Ricardo Murad foram completamente diferentes.

“A deputada Andrea Murad fez uma insinuação maldosa sobre uma emenda minha mandada para Miranda do Norte, minha e da deputada Graça Paz. Ela ressaltou que eu não fui votado em Miranda. Deputada, eu não tive a quantidade de votos que V.Exa. teve, mas eu fui votado já duas vezes em Miranda. Só para lhe mostrar: o município que eu mais trabalhei e mais mandei recurso sabe quantos votos eu tive dessa vez? Da vez anterior, eu tive quatro mil, dessa vez foram 89, porque infelizmente a traição permeou essa eleição”, afirmou.

Rogério disse que suas emendas para o município foram R$ 800 mil, muito longe de R$ 10 milhões totais que foram para o município e beneficiaram a campanha da filha do ex-secretário de saúde.  “Eu queria saber o que aconteceu lá porque em Miranda, desses R$ 10,9 milhões que foram, eu fiz um de R$ 800 mil, o que está longe do montante. Mas veja bem, eu não quero entrar nesses detalhes, mas se V.Exa. quiser vamos lá na lama para brigar.

De acordo com Cafeteira, o pai da deputada Andréa Murad, ex-secretário de Saúde do Estado, Ricardo Murad, “não é o centro do universo e o governador tem muito mais coisas para fazer”.

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Dono do Cine Lume é acusado de fraudar a Lei de Incentivo à Cultura

0e3d164e67f57a92e5952146272738f4O cineasta Frederico Machado, filho do poeta Nauro Machado, fraudou a Lei Estadual de Incentivo à Cultura: ele recebeu retroativamente 149 mil reais para realizar um festival que já havia acontecido oito meses antes numa dimensão muito menor do que a proposta do projeto cultural aprovado.

Frederico Machado, proprietário da Lume Filmes (Frederico da Cruz Machado – ME, CNPJ 03.553.092/0001-25), aprovou o projeto cultural “III Festival Lume de Cinema”, na Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Lei. n° 9.437, no dia 05 de julho de 2013, sendo autorizado a captar até R$ 392.414,55 (trezentos e noventa e dois mil e quatrocentos e quatorze reais e cinquenta e cinco centavos).

Frederico não conseguiu captar estes recursos em tempo hábil, mas, mesmo assim, realizou o “III Festival Lume de Cinema” entre os dias 26 de novembro e 01 de dezembro de 2013. O evento aconteceu de forma independente e numa dimensão muito inferior do que foi proposto no projeto cultural: poucas exibições, sem premiações em dinheiro, sem passagens ou hospedagens para os cineastas selecionados, sem oficinas gratuitas para o público e todos os ingressos foram cobrados, tanto no cinema privado, Cine Lume, de propriedade do próprio Frederico, quanto no cinema público, Cine Praia Grande, também administrado pelo cineasta. As marcas do Governo do Estado do Maranhão e da empresa patrocinadora em nenhum momento foram vinculadas durante o evento.

Em 2014, ainda com o certificado cultural do “III Festival Lume de Cinema” em mãos, Frederico Machado captou R$ 149.911,35 (cento e quarenta e nove mil, novecentos e onze reais e trinta e cinco centavos) com a empresa patrocinadora Raízen Combustíveis S/A, CNPJ 33.453.598/0001-23.

No dia 04 de junho de 2014, Olga Maria Lenza Simão, então Secretária de Estado da Cultura, e Frederico da Cruz Machado, assinaram o termo de compromisso e o valor acima citado foi liberado.

Frederico Machado apropriou-se indevidamente do erário e fraudou a prestação de contas do projeto cultural “III Festival Lume de Cinema” na Secretaria Estadual de Cultura.

Não se sabe como e onde este valor captado foi aplicado, já que não houve edição do Festival Lume em 2014.