Operação desbarata quadrilha que desviou R$ 34 mi da Educação no governo Roseana

Secretária-Olga-SimãoUma operação comandada pela Superintendência de Combate à Corrupção da Polícia Civil do Maranhão desbaratou, na manhã desta quarta-feira (27), a quadrilha que desviou R$ 34 milhões da Universidade Virtual do Maranhão. 

De acordo com as primeiras informações, foram expedidos seis mandados de prisão, sendo que quatro já foram cumpridos. A Univima, na gestão anterior, era comandada por Olga Simão, amiga do peito da ex-governadora Roseana Sarney. 

A Operação Cayenne prendeu temporariamente quatro pessoas: o administrador Paulo Giovanni Aires Lima; Jose de Ribamar Santos Soares; Inaldo Damasceno Correa e o empresário Valmir Neves Filho. 

Também foram apreendidos carros, muitas jóias, relógios de luxo, em buscas e apreensões em mansões na cidade de São Luís.

Ministério Público contesta pesquisa encomendada por Alexandre Almeida

Alexandre AlmeidaBlog Elias Lacerda – O promotor da justiça eleitoral e da probidade administrativa, Sérgio Ricardo Martins, instaurou representação eleitoral para investigar a pesquisa eleitoral realizada pelo instituto Amostragem de Teresina com a intenção de votos para prefeito de Timon. A pesquisa publicada no dia 27 de março deste ano mediu a intenção de votos de apenas dois candidatos, Alexandre Almeida, do PT, e do atual prefeito Luciano Leitoa, do PSB, tendo ainda avaliado a opinião do timonense sobre a concessão do serviço de abastecimento dágua da cidade.

No levantamento do instituto Amostragem, Alexandre Almeida apareceu na frente com intenções de votos de 47,25%, enquanto Luciano Leitoa ficou 34,5%.

A pesquisa teve ampla divulgação nos meios de comunicação social da cidade e do estado, especialmente em blogs e portais. De acordo com o promotor, ela foi contratada pelo deputado estadual Alexandre Almeida e houve configuração de propaganda eleitoral antecipada em favor do deputado.

Na representação o promotor avalia dizendo:

“Ao nosso sentir a pesquisa eleitoral, veiculada na mídia maranhense, configura propaganda eleitoral extemporânea, externada por um possível candidato ao cargo de prefeito municipal, beneficiando o representado, promovendo o seu nome e contribuindo-lhe, com a divulgação extemporânea e proibida pelo ordenamento jurídico, vantagem em relação aos outros candidatos que também disputarão o pleito que se aproxima. A divulgação fez com que o nome do pré-candidato representado seja lembrado pelos eleitores”.

Sérgio Martins entende que o deputado timonense transgrediu a Lei 9.504/97 que veda a propaganda eleitoral antes do dia 6 de julho do ano da eleição.

A assessoria jurídica de Alexandre Almeida deve apresentar a defesa dele dentro do prazo estabelecido pela justiça após a notificação.

A representação foi apresentada na semana passada na justiça eleitoral e caso o deputado seja condenado poderá ser multado em valores que podem passar de 20 mil reais.

Imagem do dia: Sarney e Flávio Dino esbarram em Brasília

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O governador Flávio Dino (PCdoB) e o oligarca José Sarney (PMDB) se encontraram por acaso na tarde desta quarta-feira, em Brasília, durante a cerimônia de posse do novo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Reynaldo Soares da Fonseca.

É a primeira vez que os dois se encontram após a derrota do grupo Sarney em outubro do ano passado. Pela feição do ex-senador amapo-maranhense, o esbarrão não foi nada agradável…

Jornalista “mata” Mestre Apolônio

bumbameuboi_03O empolgado blogueiro Diego Emir “matou” por alguns minutos o fundador do Boi da Floresta, Mestre Apolônio Melônio.

Em postagem na manhã desta terça-feira (26), o ex-editor de política do jornal O Imparcial se deixou levar pelo famigerado jornalismo de WhatsApp e anunciou, sem qualquer apuração, a morte de Mestre Apolônio.

A notícia falsa se espalhou como rastro de pólvora pelas rádios e redes sociais. Comovidos, vereadores de São Luís chegaram a prestar um minuto de silêncio em homenagem ao ícone da cultura popular maranhense.

Minutos depois, a informação foi desmentida pela família de Apolônio. O agoureiro Emir, sem nenhuma retratação, apagou a “barrigada” de sua página de internet. Em um grupo de jornalistas, ainda tentou atribuir a responsabilidade pelo erro às TVs Difusora e Guará, mas logo foi repreendido por colegas de profissão.

Em nota à imprensa, a Secretaria de Saúde do Maranhão informou que Apolônio Melônio segue em uma Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Carlos Macieira. Com 97 anos, o artista foi internado no final de março depois de fraturar o fêmur em uma queda.

Edinho Lobão pagou escritório de Márcio Coutinho com verba do Senado

Coutinho é citado como representante de Lobão na empresa Diamond Mountain em um processo que investiga o ex-ministro por suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens

Coutinho é citado como representante de Lobão na empresa Diamond Mountain em um processo que investiga o ex-ministro por suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens

O ex-senador Lobão Filho (PMDB-MA) contratou, de 2009 a 2010, com verba de gabinete, o advogado Márcio Coutinho, que é apontado em inquérito na Justiça como representante do ex-ministro Edson Lobão (PMDB-MA) em uma holding nas Ilhas Cayman, conhecido paraíso fiscal no Caribe.

Por meio da cota parlamentar do Senado, destinada a despesas como aluguel de imóveis para escritório político, alimentação e passagens aéreas, Lobinho, como é conhecido, pagou R$ 6.750 mensais a Coutinho de abril de 2009 a fevereiro de 2010, no total de R$ 74.250.

Segundo Lobinho, Coutinho foi locador de três salas comerciais onde funcionou seu escritório político durante este período. O ex-senador diz que ele e Coutinho são amigos e que ele atua como seu advogado “em algumas causas”, além de ter sido coordenador político de sua última campanha.

O ex-congressista disputou em 2014 o governo do Maranhão contra Flávio Dino (PCdoB-MA), que derrotou o peemedebista.

Lobinho era suplente de seu pai e deixou o Senado neste ano, quando Lobão reassumiu o mandato após deixar o Ministério de Minas e Energia.

Coutinho é citado como representante de Lobão na empresa Diamond Mountain em um processo que investiga o ex-ministro por suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. O processo teve início na Justiça Federal de São Paulo, mas foi encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal) em fevereiro deste ano, uma vez que Lobão, como senador, tem foro privilegiado.

Lobão é suspeito, de acordo com “O Estado de S. Paulo”, que revelou o caso, de ser sócio oculto da holding Diamond Mountain, grupo sediado nas Ilhas Cayman, responsável por captar recursos de fundos de pensão, empresas que recebem dinheiro de bancos públicos e de fornecedores da Petrobras.

A defesa de Lobão nega que o ex-ministro tenha qualquer relação com a empresa, mas admite que no dia 2 de junho de 2011 o peemedebista recebeu no Ministério de Minas e Energia um executivo da holding, Marcos Henrique da Costa. No encontro, segundo o advogado de Lobão, Antônio Carlos de Almeida Castro, foram tratados apenas assuntos relacionados a investimentos do grupo no país.

Também estaria presente no encontro o advogado maranhense Márcio Coutinho, que seria o representante de Lobão na holding.

OUTRO LADO

O ex-senador Lobão Filho disse que a contratação de Coutinho foi realizada na forma legal e regimental do Senado. Ele disse que seu pai não tem relação com as empresas citadas e “muito menos possui ativos financeiros ou patrimoniais, direta ou indiretamente, nas ilhas Cayman ou outro paraíso fiscal”.

Segundo o peemedebista, a relação de seu pai, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) com Coutinho era protocolar até 2014, “quando houve uma aproximação maior por meu intermédio”. Lobinho disse ser amigo de Coutinho e disse que o advogado atua em algumas de suas causas, sem dar detalhes, além de ter sido coordenador político de sua última campanha.

A reportagem telefonou para o escritório de Coutinho e deixou recado com a secretária, mas ele não retornou. O advogado também não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem por e-mail.

Neto de Sarney flerta com a ditadura

Maranhão da Gente – Neto do ex-presidente da República, José Sarney, que construiu a carreira política graças à ditadura militar implantada no país em 1964, o deputado estadual Adriano Sarney (PV) pediu intervenção militar no Maranhão.

Exaltado, ele disse que o estado deveria ser ocupado por tropas militares com tanques de guerra e helicópteros: “Três mil, quatro mil, cinco mil homens na rua, 30 helicópteros do Exército, tanques de guerra. Pra ganharmos tempo é necessário uma intervenção militar a curto praz o no Maranhão”, disse o parlamentar em discurso da tribuna.

Nos bastidores da Assembleia Legislativa, o discurso de Adriano é visto como uma espécie de ato falho. Ele tentou fazer uma defesa da necessidade de aumento do efetivo de policiais, mas acabou pedindo intervenção militar no Estado em alusão ao golpe, apreciado pelo avô.

Ouça abaixo o discurso do deputado:

TSE cancela 53 mil títulos no Maranhão

títuloInformações do Tribunal Superior Eleitoral liberadas na noite desta segunda-feira, 25 de maio, demonstram que 53 mil e 953 títulos de eleitores foram cancelados no Maranhão por ausência às urnas nas últimas 3 eleições. O prazo para regularização se deu entre 2 de março a 4 de maio de 2015.

Dos 4 milhões 497 mil e 336 eleitores maranhenses, 55 mil 856 corriam o risco de terem seus títulos cancelados antes de findar o prazo e o percentual de regularização foi de apenas 3,326%.

Acessando ao link “situação eleitoral”, no espaço “serviços ao eleitor”, disponível no endereço eletrônico www.tre-ma.jus.br, é possível consultar se o documento está cancelado ou não. Para reverter o quadro, o eleitor que teve seu título cancelado deve comparecer pessoalmente ao cartório eleitoral de sua inscrição ou, em caso de mudança de endereço, no que pertence sua residência.

Ele deve portar documento de identidade, exceto o novo modelo de passaporte por não conter dados de filiação, e, se possuir, apresentar o título eleitoral e os comprovantes de justificativa de ausência em cada turno das eleições, além de comprovante de residência.

A regularização não é necessária para eleitores com menos de 18 anos ou com mais de 70 para os quais o voto é facultativo. Pessoas com deficiência e que têm dificuldade de cumprir as obrigações eleitorais também não têm o título suspenso.

O cancelamento do título eleitoral provoca uma série de consequências como impedir obtenção de passaporte e carteira de identidade, recebimento de salário de função ou emprego público, e tomada de alguns tipos de empréstimos. A ausência de registro também pode dificultar matrícula em instituições de ensino e a nomeação em concurso público.

Os municípios que registraram maior número de títulos cancelados foram Imperatriz 2.431, Codó 2.104, Caxias 1.665 e Timon 1.319.