Othelino Neto sai na defesa do Congep

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O deputado Othelino Neto (PCdoB) contestou, na sessão desta segunda-feira (2), críticas feitas ao governo por conta do Conselho de Gestão Macro Política do Estado do Maranhão. O vice-presidente da Assembleia Legislativa lembrou que a oposição ao grupo Sarney criticou, à época, o Congep, denunciando a então governadora Roseana Sarney por promover uma farra com a criação de 162 cargos para o chamado “Conselhão”.

Othelino lembrou que este órgão, criado com o nome de Conselho de Gestão Macro Política do Estado do Maranhão, através da Medida Provisória 147 de abril de 2013, criou 162 cargos, seis em cada uma das 27 regionais do Estado.

“E para que a então governadora fez isso? Foi o que nós apelidamos, inclusive veiculado em órgãos da imprensa nacional, de Bolsa Eleição. Foram cargos criados apenas para acomodar aliados políticos do interior do Estado, em especial aqueles que tinham perdido a eleição de prefeito. Aquela imoralidade, à época, foi denunciada pela oposição, nós, eu, deputados Bira, Rubens Júnior e  Marcelo, fizemos a denúncia e nós lemos aqui cada um dos nomes que foram contemplados no Conselhão e fizemos uma representação para que deixasse de existir”, esclareceu Othelino Neto.

O vice-presidente explicou que a crítica fora feita, na época, à farra eleitoreira e não à existência do Conselhão, até porque ele fora criado pelo então governador José Reinaldo Tavares, para ser um Conselho composto, exclusivamente, por secretários de Estado, que se reuniam uma vez, mensalmente, ou mais uma vez, dependendo da convocação do governador para discutir os assuntos de interesse do Estado.

O deputado frisou que este Conselho era constituído apenas de secretários de Estado. “Mas o governo de Roseana com o objetivo, como eu já disse eleitoreiro, criou mais 162 cargos. A crítica foi feita na época em razão desta imoralidade. O que existe hoje, no governo Flavio Dino, é o Conselho com a composição exclusivamente dos secretários”, frisou Othelino Neto.

Atenção, Jefferson Portela! Veículo da Polícia Civil é utilizado como caminhão de mudança em São Luís

Leitores do blog denunciam que veículos oficiais da Polícia Civil do Maranhão têm sido utilizado constantemente para o transporte de cargas por um dos moradores do condomínio Belize, no bairro do Turu.

Abaixo, um dos flagrantes registrado na manhã desta segunda-feira (02):

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Jornalistas sentiram-se ofendidos com “brincadeira” de deputado na tribuna

Jeisael Marx

Wellington do CursoNa sessão de terça-feira da semana passada, dia 24, na Assembleia Legislativa do Maranhão, uma pequena atitude do deputado Wellington do Curso (PPS) em discurso na tribuna não passou despercebida, repercutiu muito mal entre jornalistas e outros profissionais de comunicação – pelo menos para a grande maioria.

Ninguém quis tocar publicamente no assunto, o que este blog agora faz. E o faz para que, se ainda não sabe da dimensão do ato, passe a saber o nobre deputado. E também o faz em defesa de quem não utiliza sua profissão para achacar, atacar, chantagear e “aplicar” pra cima de políticos.

Em determinado momento do discurso, o nobre deputado, do alto da tribuna, puxou um cédula de R$ 100,00 (cem reais) para fazer um teatrinho “nada original”. “Senhores deputados, tenho em minhas mãos uma nota de cem reais”, disse Do Curso, arrancando reação de algumas poucas pessoas que estavam na sala de imprensa. Em tom jocoso e pejorativo, o deputado emendou: “Na imprensa ficaram eufóricos, se animaram”.

A “brincadeira” de Wellington foi muito mal recebida, mas ninguém teve coragem de falar ou repreendê-lo. Houve comentários entre os deputados e entre vários profissionais da comunicação, que, mesmo ausentes da Sala de Imprensa, sentiram-se ofendidos.

Outro deputado comentou nos bastidores que é preciso separar o joio do trigo. “Em todas as profissões há pilantras. Tem deputado pilantra, tem médico pilantra, tem policial pilantra, então, deve ter jornalista também. Mas, ele não deveria ter feito esse tipo de coisa na tribuna”, reagiu o parlamentar.

Não se sabe com que tipo de profissional tem lidado o nobre deputado Wellington. Mas, sugiro que busque separar bem os “loucos por dinheiro” dos profissionais sérios que cobrem a Casa diariamente.

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Eliziane pede convocações de Dirceu, Palocci, Vaccari, Cardozo e Collor

Ao todo, parlamentar protocolou 23 pedidos de convocações e um para a criação de quatro sub-relatorias.

Ao todo, parlamentar protocolou 23 pedidos de convocações e um para a criação de quatro sub-relatorias.

A deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA), titular da CPI da Petrobras, protocolou, nesta segunda-feira (02), requerimentos de convocação de 23 pessoas e mais um, de instalação de quatro sub-relatorias. Dentre os suspeitos que a deputada quer ouvir estão o ex-ministro José Dirceu, o tesoureiro do PT João Vaccari Neto, ex-ministro Antonio Palocci, o senador Fernando Collor (PTB-AL), o ex-gerente de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco e o ex-diretor de Serviços da companhia Renato Duque. Ela também quer ouvir o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Cardozo será chamado para explicar por que se encontrou com advogados da empreiteiras em caráter reservado. Já o ex-ministro José Dirceu, do governo Lula, que cumpre pena por envolvimento no Mensalão, é apontado pelo doleiro Alberto Youssef como beneficiário de recursos pagos por empreiteiras investigadas na operação Lava Jato. Parte desse dinheiro teria ido para o PT por meio da atuação de Vaccari e Dirceu.

Eliziane Gama quer que o ex-ministro Antonio Palocci, dos governos Lula e Dilma, explique um pedido de “doação” de R$ 2 milhões para a campanha eleitoral de Dilma Rousseff, feito em 2010, conforme informação do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa.

De Fernando Collor de Mello Eliziane quer saber sobre recebimento de propina resultante de um contrato de R$ 300 milhões assinado em 2012 pela BR Distribuidora com a rede de combustíveis São Paulo. O negócio foi intermediado, segundo o jornal Folha de São Paulo, por Pedro Leoni Ramos, emissário de Collor.

O depoimento de Pedro Barusco, segundo requerimento de Eliziane Gama, “é de extrema importância para a CPI”. Ele foi braço direito de Renato Duque e chegou ao cargo por indicação de José Dirceu. A diretoria comandada por Duque cuidava de projetos e licitações, como a refinaria de Abreu e Lima e Comperj, obras cujo custo ultrapassa R$ 200 bilhões. Dois delatores da Lava Jato disseram ter pago propina de R$ 97 milhões a Duque e a Barusco em nome das empreiteiras para conseguir contratos de cinco obras.

Sub-relatorias

Eliziane Gama informou que o PPS quer que a Comissão Parlamentar de Inquérito tenha sub-relatorias de superfaturamento e gestão temerária na Petrobras; de constituição de empresas subsidiárias com o fim de praticar atos supostamente ilícitos; de superfaturamento e gestão temerária na construção e afretamento de navios de transporte, navios-plataforma e navios-sonda; e a última, para relatar denúncias de irregularidades na operação da companhia Sete Brasil e na venda de ativos da Petrobras para a África.

Os alvos dos requerimentos

Auro Gorentzvaig (convite)
Atan de Azevedo Barbosa
Antonio Palocci
Augusto Amorim Costa
Bernardo Schiller Freiburghaus
Cesar Roberto Santos Oliveira
Fernando Collor de Mello
Fernando de Castro Sá
Geovane de Moraes
Guilherme Esteves de Jesus
Joao Vaccari Neto
José Dirceu
José Eduardo Cardozo
Luís Eduardo Campos Barbosa da Silva
Mário Frederico Mendonça Goes
Milton Pascowitchi
Paulo Okamoto
Pedro Barusco
Renato Duque
Shinko Nakandakari
Venina Velosa da Fonseca
Zwi Skornicki

Será apenas filosofal a lama de Rogério Cafeteira?

Raimundo Garrone – A que lama se refere o líder do governo na Assembleia Legislativa, Rogério Cafeteira (PSC), ao desafiar a deputada Andrea Murad (PMDB), caso ela queira envolvê-lo nos nebulosos R$ 10 milhões enviados por seu pai, o ex-secretário de estado da saúde, Ricardo Murad, para Miranda do Norte, um município com apenas 26 mil habitantes, onde ela alcançou 20% dos votos ?

Imagen-6Será a mesma que sustenta nossas palafitas e putrifica o submundo da política, o qual ele conhece muito bem por sua temporada passada no condomínio Sarney/Murad ?

O que saberia ele para poder ameaçar os Murad, esses sim atolados até o pescoço?

Um possível silêncio da deputada será sintomático do pavor provocado pelas ameaças de Cafeteira, um ex-aliado que hoje é líder do governo Flávio Dino, que poderia até mesmo aproveitar e fazer uma delação premiada, para que se passe o Maranhão a limpo.

O que a sociedade não pode é ficar na dependência da deputada Murad aceitar o desafio para conhecer e condenar os responsáveis pela lama que submete milhares de maranhenses a extrema pobreza.

Mas se restar somente a ameaça, a lama de Cafeteira será apenas filosofal; imaginária como a pedra que os alquimistas procuravam na Idade Média para transformar qualquer metal em ouro.

Ouro de tolo, deputado.

Passaporte cheio

cleber-verdeRadar on-line – Eduardo Cunha quer entregar o sistema de comunicação ao deputado Cleber Verde, do PRB do Maranhão, um professor de matemática que integra a bancada ruralista e é presidente da Frente Parlamentar da Pesca. Verde também criou o Dia Nacional do Evangélico, embora se diga católico.

Talvez a missão de comandar o sistema de comunicação da Câmara faça Verde parar um pouco em Brasília. No mandato passado, viajou como representante da Câmara a Las Vegas (três vezes, em 2012, 2013 e 2014), Cidade do México, Nova York, Baltimore, Roma, Paris, Jerusalém, Durban, Trondheim e, ufa, Cidade do Panamá. Tudo pago pela Câmara.

Entregue inacabada por Roseana, Via Expressa não resiste à primeira chuva

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Chuva levou trecho da Via Expressa (Foto: Natanael Junior).

Inaugurada há apenas três meses, a Via Expressa começa a apresentar problemas de estrutura. O asfalto próximo à entrada do Vinhais Velho cedeu após as fortes chuvas da madrugada desta segunda-feira (02).

Entregue às pressas por Roseana Sarney (PMDB), antes da ex-governadora renunciar ao cargo em dezembro passado, a avenida foi inaugurada inacabada, sem a conclusão de vários serviços previstos no projeto inicial.

Atualmente, a Secretaria de Infraestrutura do Estado estuda realizar intervenções para otimizar a via. O governo se recusa a entregar o certificado de conclusão da obra e cogita acionar a justiça para cobrar a execução de todos os itens que foram pagos e não-realizados pela construtora contratada na gestão de Roseana.

Ex-secretário nacional de Esporte será representante do Maranhão em Brasília

Rodrigo CapelliO ex-secretário nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social do Ministério do Esporte, jornalista Ricardo Garcia Cappelli, será o secretário de Representação Institucional do governo do Maranhão em Brasília. O anúncio foi feito ontem à noite pelo governador Flávio Dino via Twitter. A posse será nesta segunda-feira (2).

A Representação Institucional no Distrito Federal tem a missão de representar o Governo do Estado no Distrito Federal e em outros Estados ou países em atendimento a determinação do governador.

Entre outras atividades, a pasta articula com o governo federal e suas autarquias, embaixadas, organismos internacionais, empresas privadas e outras entidades, a efetivação de programas e projetos de interesse do Maranhão, em perfeita sintonia com as secretarias de Estado, a fim de viabilizar recursos orçamentários e extra-orçamentários ao atendimento das necessidades do povo maranhense.

No Ministério dos Esportes, Ricardo Cappelli, além de exercer outros cargos, presidiu a Lei de Incentivo ao Esporte, principal iniciativa do governo federal para o fomento da prática de atividades físicas no país.

Também ocupou o cargo de secretário municipal de Desenvolvimento em Nova Iguaçu (Rio de Janeiro). Militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ele foi presidente da União Nacional dos Estudantes entre 1997 e 1999 e concorreu ao cargo de vereador no Rio de Janeiro em 2008.

“Pisando em terra firme”, por Edivaldo Holanda Junior

Escreve artigo publicado aos domingos no Jornal Pequeno.

eeeeO diálogo tem sido um aliado de toda hora no exercício de governar. Na perspectiva de ampliar os canais de conversação com os mais variados segmentos é que dou início, neste domingo, à publicação de uma série de textos autorais por meio dos quais exponho ideias, valores e ações importantes de serem compartilhadas com a população a quem sirvo. Para tanto, é motivo de muita honra ocupar espaço neste respeitado veículo de comunicação, que historicamente sempre esteve alinhado aos interesses e causas do povo, especialmente das classes menos favorecidas – o Jornal Pequeno.

Estar à frente da cidade e dos seus desafios estruturais, administrativos e políticos, esbarrando na escassez de recursos para tanto, tem nos exigido buscar alternativas as mais variadas em busca de condições reais para o enfrentamento dos problemas e buscados resultados que a população espera. E que depositou em nós a confiança para obtê-los.

A infraestrutura urbana de São Luís não acompanhou o elevado crescimento populacional, ocasionando problemas crônicos a serem enfrentados, como o da mobilidade urbana.

Neste sentido, nos últimos dois anos avançamos de maneira significativa na realização de obras de saneamento, com o objetivo de preparar a cidade para o enfrentamento de desastres naturais provocados pelas chuvas, evitar o acúmulo de água sobre as vias e ampliar a vida útil da pavimentação.

Anteriormente, os serviços de infraestrutura não possuíam um planejamento urbano efetivo, com sinalização clara de um plano de drenagem para a cidade. O que representou, a meu ver, um grande equívoco, considerando que o sistema de infraestrutura urbana é composto por subsistemas que refletem diretamente no funcionamento de toda a cidade. A drenagem, propriamente dita, é o que viabiliza o adequado escoamento da água das chuvas, evitando os alagamentos e assegurando, dentre outras coisas, o trânsito das pessoas e veículos, além da proteção às edificações. Essa questão foi esquecida nas últimas gestões, e, consequentemente, a conta chegou até nós.

Saneamento é o tipo de obra evitada por alguns gestores, por ser apontada erroneamente como obra invisível, que o povo não vê, mas nós tomamos a firme decisão administrativa na direção do que entendemos ser o melhor para a vida das pessoas.

Temos, em razão disso, atuado com afinco em serviços estruturantes como drenagem e desobstrução de canais e galerias, que garantem ainda a sustentabilidade da pavimentação. São estratégias antecipatórias que irão nos possibilitar “pisar em terra firme” e preparar nosso município para empreendimentos de maior porte, garantindo, sobretudo, maior qualidade de vida para a população.

As intervenções de drenagem profunda e superficial têm percorrido bairros em todas as regiões da cidade, principalmente nas áreas consideradas de risco. São quase 500 bairros com essa carência, sendo que muitos deles nunca receberam o tratamento urbano adequado. E nós estamos dando.

Com muita alegria, anunciei esta semana um investimento na ordem de R$ 22,8 milhões para serviços de recapeamento, revitalização de vias e drenagem profunda para o bairro Vila Janaína, na região da Cidade Operária. A ação beneficiará, diretamente, os bairros Jardim América, Santa Clara, Vila Vitória, e Vila Ryod, além de outras inúmeras comunidades do entorno, indiretamente, resultando em um total de 121 ruas contempladas.

Essa região convivia com um problema antigo de fluxo irregular de águas, em função da inexistência de uma rede de drenagem, o que nos exige agora que direcionemos algo em torno de 60% do montante de recursos para este fim, eliminando o problema e desconforto gerado a famílias que ali vivem.A obra vai tirar o bairro da situação de calamidade e terá impacto significativo na melhoria da mobilidade urbana de toda a região.

A resposta que recebemos da comunidade foi sincera e imediata. Nas palavras de um líder comunitário, o anúncio da obra representa “a realização de um antigo sonho, um sonho de 27 anos”.

Entendo que o planejamento urbano efetivo passa, necessariamente, por um processo permanente de diálogo com as comunidades, que assumem a condição de interlocutores na construção da cidade que queremos. A cidade sustentável é, indiscutivelmente, um processo de construção coletiva.

A partir deste novo entendimento que instauramos no planejamento urbano, o futuro de nossa São Luís não será incerto, nem tampouco obscuro. O alicerce está sendo consolidado, com a devida participação e fiscalização por parte da sociedade, em sinal claro de adesão a este que é um projeto de todos nós, de construção de uma nova história, de uma nova São Luís.

Vale ressaltar, oportunamente, o alcance desta ação em meio a este cenário inédito onde se configura nossa parceria com o governador Flávio Dino, que tem dispensado calorosa atenção para com os projetos que temos apresentado para engrandecimento da nossa capital, alguns deles já com resultados essencialmente positivos em áreas como segurança, saúde, e, muito em breve, também na mobilidade urbana e no abastecimento de água.

Nossa cidade possui mais de um milhão de habitantes e centenas de bairros com problemas históricos, que nos exige ação conjunta das esferas municipal, estadual e federal. Mas, mais que isso, precisamos da contribuição e perseverança de todos neste que é um valoroso pacto por uma São Luís melhor para se viver. Deus haverá de nos abençoar!

Roseana Sarney deixa escolas da Rede Estadual interditadas

Dados levantados pela Secretaria de Estado da Educação mostram que mais de 1.000 escolas da Rede Estadual de Ensino não cumpriam o Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Estado do Maranhão. Algumas chegaram a ser interditadas no ano passado pelo CREA e Corpo de Bombeiros. Mesmo as que foram parcialmente reformadas, não solucionaram o problema.

Escola Roseana SarneyFios soltos, desencapados, gambiarras elétricas, além de instalações elétricas inadequadas que resultaram vários casos de panes elétricas e incêndios. Além é claro da ausência de extintores de incêndio.

Atitude irresponsável do Governo que deveria ter zelado pela integridade dos mais de 300 mil alunos do Ensino Médio e Fundamental e os mais de 20 mil servidores públicos lotados nas escolas.

Descaso – Em 2013, quando o professor Josué Pinheiro Cunha assumiu a direção da Unidade Escolar Dr. Antonio Jorge Dino, no Bairro de Fátima tratou de entregar um relatório pessoalmente na Secretaria de Estado de Educação com os vários problemas estruturais, pedagógicos e administrativos que encontrou.

Entre eles, o Caixa Escolar inoperante e a falta de água, o que segundo ele deixou mais de 300 alunos sem merenda escolar durante todo o primeiro semestre daquele ano letivo.

No ano passado, Josué aflito com as precárias condições da escola que dirigia e mediante o risco de uma tragédia anunciada com um de seus alunos, na faixa de 7 a 15 anos, entregou a SEDUC um novo relatório.

Nele, infelizmente reiterava os mesmo problemas estruturais encontrados, além de outro muito grave: a escola havia sido interditada pelo CREA e pelo Corpo de Bombeiros.

Segundo o Laudo de Vistoria Técnica do Conselho de Engenharia e Agronomia e Conselho de Engenharia e Agronomia do Maranhão de 17 de julho de 2014, a UE Sálvio Dino foi interditada por problemas na cobertura, forros, instalações hidro-sanitárias, esquadrias, caixa d´água, cisterna, piso, drenagem pluvial e muro de fechamento. Além disso, instalações elétricas precárias com fios antigos e expostos e comandos elétricos danificados.

Já o Relatório de Vistoria do Corpo de Bombeiros Militar interditou a escola em 25 de julho de 2014 por falta de condições de segurança para funcionamento. Entre outras coisas, pela ausência de projeto de combate a incêndio e pânico, com base na Lei Estadual n.6.546, de 29 de dezembro de 1995.

Desde então, a combinação entre risco de incêndios e falta de equipamentos de segurança, como extintores e luminárias de emergência viraram uma bomba relógio dentro da escola que em 2014 já tinha mais de 700 alunos matriculados.

Josué relata que no ano passado as panes elétricas foram constantes, inclusive com queima de equipamentos elétricos e eletrônicos.

Infelizmente, a UE Sálvio Dino não está sozinha, já que segundo levantamento recente da SEDUC, pelo menos 91 escolas com condições precárias precisam de intervenções emergenciais, principalmente na parte elétrica.

Na U.I. João Paulo II, no bairro Turu, onde estudam cerca de 800 alunos do Ensino Fundamental e a Unidade Integrada Raimundo N. Ferro do Lago em Bacabal, laudos do Corpo de Bombeiros, também apontaram a interdição do prédio.

Para solucionar esses e outros problemas, uma reforma foi iniciada em junho do ano passado, os alunos transferidos para um prédio alugado e a obra que mesmo inacabada foi entregue pelo governo anterior não contou com um extintor de incêndio sequer.

A UI Barjonas Lobão no Jardim América, enfrentou um incêndio de grandes proporções ano passado por conta de problemas elétricos.

Em 2014, a manutenção das escolas precárias foi realizada apenas em algumas unidades da capital maranhense. Nas demais Unidades Regionais, houve licitação, mas sem contratação.