Dilma Rousseff e Aécio Neves continuam tecnicamente empatados, diz pesquisa

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Folha

A primeira pesquisa encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) junto ao instituto MDA neste segundo turno mostra a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) empatada tecnicamente com o tucano Aécio Neves, mesmo cenário diagnosticado pelas pesquisas Datafolha e Ibope.

Na intenção de voto estimulada (quando os entrevistados são apresentados aos nomes dos candidatos), Dilma tem 45,5% contra 44,5% de Aécio. Brancos e nulos são 5,7% e não sabem ou não responderam são 4,3%.

Na intenção de voto espontânea, quando não são apresentados aos nomes, Dilma tem 43,8% e Aécio tem 42,1%. Não souberam ou não responderam somaram 8% e brancos e nulos somaram 6,1%. Considerando apenas os votos válidos – ou seja, excluindo os nulos, brancos e indecisos–, a petista teve 50,5% da intenção de votos contra 49,5% do tucano.

É a primeira pesquisa do segundo turno em que a petista aparece numericamente a frente do candidato tucano. No último levantamento do Datafolha e Ibope, Aécio tinha 51% dos votos válidos e a presidente Dilma alcançava 49%.

Peemedebista critica Dilma e ameaça cruzar os braços no Maranhão

assis araujo

Líder da juventude do PMDB no Maranhão, o assessor especial da Secretaria de Juventude do Estado, Assis Filho, acusou Dilma Rousseff de ser infiel ao grupo Sarney, criticando a postura neutra da presidenta em relação ao primeiro turno das eleições no estado.

No Facebook, o peemedebista pregou que o seu partido também cruze os braços no segundo turno, em reciprocidade à falta de apoio do PT nacional às candidaturas derrotadas de Edinho Lobão e Gastão Vieira.

“Meta é inibir a corrupção”, diz secretário de Transparência do novo governo

Advogado-Rodrigo-Lago-e1374717239850Uma das inovações do governo Flávio Dino já começa a se delinear. É a criação da Secretaria de Transparência e Controle do Governo do Estado. Na última sexta (17), Dino indicou o advogado Rodrigo Lago para conduzir a pasta.

Em entrevista ao BLOG DO JORGE VIEIRA, Rodrigo Lago falou sobre as metas da nova secretaria que será criada a partir de cargos que serão remanejados. Em pronunciamento nas redes sociais, Dino afirmou que não será criado nenhum novo cargo em comissão para conduzir a pasta.

Muitos têm dito que criação de uma secretaria de Transparência e Controle Interno sinaliza em que sentido caminhará o próximo Governo. Qual será o norte dessa nova pasta?

Durante a campanha, o governador eleito Flávio Dino prometeu mudar as práticas administrativas no Maranhão. A criação da Secretaria de Transparência e Controle foi uma de suas principais promessas. Agora, eleito, o governador sinaliza pela concretização da promessa. Buscarei garantir a transparência nos gastos públicos, de forma que o cidadão saiba exatamente onde está sendo gasto cada centavo da receita pública. Quando o cidadão sabe o destino do dinheiro público, pode cobrar seus governantes, apresentar críticas e sugestões e, principalmente, apresentar denúncias de desvio de condutas. A missão é ousada, mas o que se pretende é inibir efetivamente a corrupção administrativa.

E qual será exatamente a função desta pasta, que é uma inovação no Estado?

Rodrigo Lago: Há duas linhas de atuação que convergem para a mesma finalidade, que é garantir a eficaz aplicação dos recursos públicos. A primeira direção é implementar efetivamente o Portal da Transparência e o acesso à informação no âmbito do Poder Executivo do Maranhão. Atualmente, o que se tem é um portal nada transparente, no qual muitos gastos sequer são inseridos ou inseridos de forma deficiente, tornando difícil, senão impossível, o controle popular das finanças estatais. Na outra vertente, a Secretaria buscará integrar os órgãos de controle interno do Estado e também promoverá a interlocução destes com outros órgãos do Governo e do controle externo. O que ocorre hoje é que muitas vezes as auditorias têm que ser feitas sem que se garanta a necessária estrutura aos auditores. Pior que isso, quando são concluídas as auditorias internas, os relatórios são encaminhados de forma aleatória para outros órgãos estatais, como o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público, sem que haja um efetivo acompanhamento das consequências da apuração. É preciso que a Administração Pública, refiro-me aos seus gestores, saiba onde ocorreu erros administrativos ou desvios de condutas, para que busque a prevenção no futuro.

Essa espécie de “auditoria” se limitará ao governo estadual? E será feita apenas nos contratos firmados a partir de 2015 ou abrange também os anteriores?

Rodrigo Lago: A Secretaria de Transparência e Controle será um órgão estadual, que buscará garantir transparência e ampliar controle interno na aplicação dos recursos estaduais. Portanto, o limite será quanto aos gastos feitos com recursos estaduais. Assim, sempre que houver a aplicação de recursos estaduais, estarão atuando os órgãos de controle interno do Estado. Nesse controle entrarão os gastos diretos, que são aqueles realizados diretamente pelo Governo do Maranhão, mas também aqueles decorrentes de transferências voluntárias aos municípios, os conhecidos convênios municipais. O objeto do controle interno não se limitará a auditar o passado ou a controlar o futuro. Trata-se de uma Secretaria perene, definitiva, que coordenadora o controle interno quanto aos gastos já realizados, mas também aos que ainda serão efetivados.

Na sua avaliação preliminar, a partir de sua atuação jurídica que sempre se pautou pela probidade, o próximo Governador encontrará dificuldades com contratos já estabelecidos?

Rodrigo Lago: Toda mudança exige certa dose de cautelar e prudência. O Governo Flávio Dino assumirá um Estado com muitos contratos em curso, muitas obrigações já assumidas e muitos órgãos criados. Não se pode empreender uma mudança impactante que resulte na interrupção dos serviços públicos essenciais. Caberá a cada novo secretário, com o auxílio dos órgãos de controle interno e da própria Secretaria de Transparência e Controle, apurar no âmbito de suas pastas quais os contratos em vigor, verificando a forma de contratação e a economicidade para o Estado. Essa postura será essencial para que se faça a aplicação dos princípios republicanos, sem prejuízo ao cidadão que busca ser atendido pelo Estado desde sempre. Na fase inicial até se pode cogitar alguma dificuldade, pois o serviço público não pode parar. Entretanto, aqueles que se beneficiarem de contratos ilícitos, com superfaturamento, acabarão sendo alcançados pelo controle interno e terão que ressarcir o erário os prejuízos que tenham causado.

Nostradamus – perguntas sombrias

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Perguntar não ofende: Qual o secretário da oligarquia Sarney-Murad-Lobão que poderá inaugurar uma nova ala da Penitenciária de Pedrinhas, destinada a corruptos e saqueadores do dinheiro público?

Será que o Ricardo Murad sabe?!

Valha-me, Deus!

Ricardo Murad apaga comentário preconceituoso contra Imperatriz

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O impoluto Ricardo Murad reagiu com desdém à indicação do futuro titular da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra) do governo Flávio Dino (PCdoB).

Em comentário postado no Facebook, o cunhado de Roseana Sarney (PMDB) ironizou a nomeação do administrador Clayton Noleto para a pasta, demonstrando todo o seu preconceito e ressentimento pela Região Tocantina, que proporcionou uma derrota humilhante à oligarquia Sarney no primeiro turno destas eleições.

“Previsões sombrias. Flávio Dino nomeia vendedor da Unimed para importante secretaria de Infraestrutura do estado. Valha-me Deus”, comentou.

A postagem gerou revolta no sul do Maranhão. Horas depois, acuado pelo impacto negativo do seu comentário, o secretário apagou a publicação. Mas não conseguiu escapar da enxurrada de críticas dos internautas.

Um deles lembrou que Ricardo não teria qualquer competência técnica para comandar a Secretaria de Saúde do Estado (SES) e que só chegou ao cargo em função do parentesco com a atual governadora. Outro destacou as dezenas de escândalos de corrupção e desvio de dinheiro público nos quais ele estaria envolvido. “Por que não te calas, Ricardo?”, escreveu o internauta.

Comemorada pela população e elogiada pela classe política, a indicação de Noleto – reconhecida liderança de Imperatriz – foi uma forma encontrada por Flávio Dino para valorizar a região e contemplar todos os demais municípios do interior com as ações do governo estadual.

Governo Roseana Sarney inicia exonerações após derrota nas urnas

De 554 nomeados, 46 foram demitidos nos últimos 10 dias. Motivo deve ser ocultar nomeados para a pasta antes da entrega oficial dos documentos à equipe de transição de Flávio Dino.

De 554 nomeados, 46 foram demitidos nos últimos 10 dias. Motivo deve ser ocultar nomeados para a pasta antes da entrega oficial dos documentos à equipe de transição de Flávio Dino.

Pelo menos 46 nomes lotados na Casa Civil do Governo de Roseana Sarney já foram exonerados desde que o grupo da governadora perdeu as eleições para o opositor Flávio Dino. A ideia é retirar os nomes mais polêmicos antes de entregar ao governador eleito uma lista “enxuta”, contrário do que aconteceu durante todo o Governo.

As demissões do Governo do Estado começaram no em 6 de outubro, segunda-feira seguinte à eleição de Flávio Dino. A lista de nomes pode ser conferida pelos Diários Oficiais do Governo, onde são publicadas demissões e admissões.

Entre os exonerados, estão parentes próximos de amigos da Governadora. Entre eles, estão a sobrinha de Tereza Murad, a irmã da cantora Alcione Nazareth, a filha do presidente da Caema e o ex-prefeito de Humberto de Campos.

Boquinha: radialista Monica Moreira Lima, da Capital, entre as exoneradas da Casa Civil do governo Roseana Sarney.

Boquinha pornográfica: a jornalista Monica Moreira Lima, da Capital, entre as exoneradas da Casa Civil do governo Roseana Sarney.

Os cargos em comissão faziam parte da estrutura da Casa Civil do Governo de Roseana Sarney. O número encontrado pela reportagem dizem respeito apenas ao período de 6 a 13 de outubro, Diários Oficiais disponíveis para o público. Os outros 4 dias úteis ainda não foram publicados pelo Governo do Estado.

Na avaliação Marcelo Tavares, coordenador da Equipe de Transição de Flávio Dino, a demissão repentina ocorrida após o dia 6 de outubro tem por objetivo não revelar a verdadeira estrutura que participava do atual Governo. A intenção do próximo chefe da Casa Civil (já indicado por Dino) é diminuir o tamanho da pasta.

“É o que parece ser um excesso de nomeações. Se não houver nenhum prejuízo ao trabalho da pasta, vai ficar provado que essas pessoas não contribuíam efetivamente no trabalho diário. Desses cargos comissionados criados apenas para a Casa Civil, o governador eleito já informou que serão realocados para pastas da reforma administrativa anunciada” disse Marcelo Tavares.

A atual chefe da Casa Civil, Anna Graziella, ainda não enviou à equipe de Flávio Dino os documentos para início da transição e a demora pode estar relacionada ao enxugamento de última hora, ocultando a verdadeira estrutura da principal pasta do Estado.

Mesmo sem as informações repassadas pela chefe da Casa Civil de Roseana Sarney, é possível acompanhar pelos Diários Oficiais o total de cargos comissionados lotados na Casa Civil. São 554 pessoas nomeadas em cargos comissionados na pasta no governo Roseana.

Em debates ocorridos durante o período eleitoral, Dino anunciou que os cargos em comissão alocados na Casa Civil e sem efetiva prestação de serviço seriam remanejados para a criação de outras secretarias – como a Secretaria de Transparência e Controle anunciada esta semana.

Abaixo, a lista completa dos exonerados:

Lista dos exonerados da Casa Civil2 Lista dos exonerados da Casa Civil

Escritor maranhense diz que continuação de Dilma no poder será um desastre

O poeta e mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) fala de sua decepção com o Partido dos Trabalhadores e afirma que fazer poesia não depende de sua vontade.

O poeta e mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) fala de sua decepção com o Partido dos Trabalhadores e afirma que fazer poesia não depende de sua vontade.

Istoé

O poeta maranhense Ferreira Gullar, 84 anos, acaba de ser eleito imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), depois de décadas recusando a honraria. Recebeu 36 dos 37 votos, sendo um em branco. Ele aceitou ocupar a cadeira 37, que pertenceu ao presidente Getúlio Vargas (1882-1954) e ao jornalista e empresário Assis Chateaubriand (1892-1968), simplesmente porque ela foi ocupada, por último, por seu amigo e também poeta Ivan Junqueira, falecido em julho. Mas a eleição que o mobiliza, atualmente, é a presidencial. Notório crítico do Partido dos Trabalhadores, ele diz que “a saída do PT do poder é uma revolução para o Brasil”.

Após ter votado em Marina Silva (PSB) no primeiro turno, Gullar, agora, optou por Aécio Neves (PSDB). Ex-comunista e ex-exilado pela ditadura, o poeta concorda que o ideal de sociedade mais justa é difícil de ser alcançado, mas defende que ele seja perseguido por todas as pessoas de boa-fé. Residente no mesmo apartamento há décadas, no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, ele se diz feliz na companhia de muitos livros, quadros e da gata, cujo nome é Gatinha.

IstoÉ: O sr. escreveu, antes do primeiro turno, que esta eleição é das mais imprevisíveis e tumultuadas. Continua achando?

Ferreira Goulart: Acho que o Aécio (Neves-PSDB) tem chances de ganhar. Pode ser que não ganhe, mas acompanhe: quem votaria na Dilma (Rousseff-PT) no primeiro turno já votou. O Aécio, porém, teve seus votos divididos com a Marina (Silva-PSB). Então, agora, quem tem possibilidade de crescer é ele. Acho que a margem de crescimento dela é muito pequena. É, aliás, o que eu desejo. Desejo que a Dilma perca a eleição. Doze anos no poder não tem cabimento, e ainda quer ficar mais!

O sr. também acha que os 20 anos do PSDB em São Paulo são um exagero?

Só que não tem essa safadeza, essa corrupção toda. O Geraldo Alckmin (PSDB) é um homem limpo.

O sr. vota em Aécio porque acredita que ele é a melhor opção ou porque ele é oposição ao PT, que o sr. critica tão fortemente?

São duas coisas: primeiro, alguém tem que substituir o PT, chega de PT. Segundo, não tenho dúvida de que o Aécio é essa pessoa. Pelo governo que fez em Minas Gerais, acho que ele não é um irresponsável, pelo contrário. Deu uma prova admirável quando caiu nas pesquisas, ficou com menos de 20%, mas continuou na batalha, dizendo que ia para o segundo turno, que ia ganhar. Achei aquilo curioso. Achei que ele estava querendo apenas não jogar a toalha, não se dar por vencido. Mas não, ele mostrou uma capacidade, uma raça que é coisa muito positiva. E o Brasil precisa de uma pessoa assim, dada a situação que o PT criou para o País.

Qual situação?

O Brasil está encalacrado, com a economia em crise, a inflação subindo, uma corrupção espantosa. Não pode continuar isso. Acho que a saída do PT do poder é uma revolução no Brasil. E a continuação é um desastre. Quando o PT foi criado, eu fiquei a favor, acreditava que seria benéfico para o País, para fazer avançar essa luta pela sociedade mais justa, e depois me desapontei. Tenho sempre criticado o governo do PT, continuo nessa visão crítica, e torcendo para alguém vencer o PT. Torci pela Marina no primeiro turno porque parecia que ela é que iria disputar o segundo turno com a Dilma. Mas agora é o Aécio. Eu o conheço, sei que é competente, capaz, e apoio a candidatura dele.

Atualmente, o que atrai mais seu interesse, a poesia ou a política?

Não sou político. Sou cidadão e tenho uma coluna num grande jornal (“Folha de S.Paulo”) em que posso emitir minhas opiniões. Agora, o País é uma coisa que me preocupa o tempo inteiro. A poesia é outra coisa. Dou minha opinião de cidadão, pai de família, com filhos e netos, que compreende que a sociedade brasileira é muito injusta, e isso tem que ser mudado, corrigido, e é obrigação de cada um de nós lutar contra isso. Não se pode aceitar a desigualdade que existe no Brasil, os hospitais cheios de pessoas morrendo sem ser atendidas, ou o ensino péssimo. Paga-se mal aos professores, que têm que trabalhar em quatro ou cinco lugares para sustentar a família.

O sr. tem feito poesia?

Não. A poesia depende de fatores que não dependem da nossa vontade. Posso determinar que vou escrever uma crônica amanhã sobre tal coisa. Mas não posso dizer que vou escrever um poema amanhã, porque vai sair uma bobagem. O poema, como digo, nasce de um espanto, não é uma coisa que sai por querer. Mas eu parei de me espantar. Só me espanto com a corrupção – mas a corrupção não merece um poema.

E os quadros? Tem pintado? Algum novo livro?

Meu hobby é pintar, desenhar, fazer colagens. E esse hob­by vai ganhar uma exposição em São Paulo, em novembro, e depois outra no Rio. Tem um livro de colagem que está sendo feito e deverá ser publicado no começo do ano que vem, por uma editora nova, a Edições de Janeiro. E tem, também, por essa mesma editora, um livro que venho compondo há 30 anos, que se chama “O Prazer do Poema”. São os que li e que mais me comoveram e encantaram, de autoria de outros poetas. Deve sair no fim deste ano ou no começo do outro.

O sr. sempre recusou se candidatar a vagas na Academia Brasileira de Letras. Por que aceitou, agora? 

Demorei porque não fazia parte do meu projeto de vida entrar para a Academia, nunca tinha pensado nisso. Há pessoas que têm entre seus objetivos conseguir um lugar na ABL. Eu não. Quando me convidavam, eu falava que não tinha interesse; isso levou anos e anos. Mas alguns amigos insistiam, insistiam, e eu comecei a me sentir mal, um pouco arrogante, o dono do pedaço… Quando morreu o (poeta) Ivan Junqueira (1935-2014), que era um grande amigo, pessoa por quem eu tinha muito afeto, pensei: “Bom, já que vou ter que entrar, vou entrar no lugar do Ivan, que é meu amigo, uma cadeira que me honra.”

Como está se sentindo eleito? 

A posse é em dezembro. Se aceitei me candidatar é porque vou aceitar o convívio na Academia. Tenho muitos amigos lá, e nada tenho contra. Evidentemente, sou bastante ocupado, nem sempre estarei lá. Mas o compromisso que tenho que assumir assumirei. Pretendo frequentar e cumprir com a minha obrigação.

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), vai oferecer o fardão, como é praxe, já que o sr. é maranhense. O sr. se sente confortável, já que o Maranhão é o Estado com maior número de miseráveis do País?

O Sarney foi meu colega de juventude, nós temos a mesma idade praticamente e fazemos parte da geração que mudou a literatura maranhense, que renovou. Mais tarde, conheci a Roseana, muito cordial, gentil. Eu não vivo no Maranhão, eu vivo no Rio. Mal tomo conhecimento disso, não estou envolvido com a política do Maranhão, faço questão de não me envolver nisso. Acho o Sarney uma pessoa afetuosa, gentil. Fez uma carreira política que o levou até a Presidência da República, certamente por isso também.

O sr. começou sua militância política no Maranhão? 

Não. Eu entrei para o Partido Comunista por causa do golpe militar (1964) porque eu sabia que ia lutar contra aquele regime que estava surgindo, e não ia lutar sozinho. Depois, aconteceu comigo o que aconteceu com muita gente; fui preso e exilado.

Como se define politicamente hoje?

Eu acho que, hoje, essas denominações de direita e esquerda se tornaram bastante precárias, já não têm mais a nitidez que tinham na época em que a gente estava lutando pela reforma agrária, etc., o que resultou no golpe militar. Mas, com o fim do socialismo real, o fim da União Soviética e o fato de hoje a China e a Rússia serem, de fato, capitalistas, é uma teimosia o cara se prender a essa ideologia que não deu certo. É um sistema que fracassou. Querer a sociedade justa e a igualdade entre as pessoas é uma coisa muito correta. Agora, a maneira como isso se transforma em função administrativa está errada, não dá certo. O capitalismo, que é o regime da exploração, se baseia na iniciativa privada e a cada momento milhões de pessoas criam empresas. Isso é uma força produtiva muito grande. Mas não pode comparar isso a seis burocratas dizendo como o país deve funcionar, como é que a economia deve ser.

A sociedade justa é definitivamente uma utopia?

A sociedade justa deve continuar sendo o objetivo de todas as pessoas de boa-fé, honestas e solidárias com os outros. O que eu digo é que aquela tentativa não deu certo, mas não quer dizer que não seja possível. Acho que tem de continuar buscando o caminho. O que não pode, realmente, é ter um sujeito que ganha US$ 1 milhão a cada cinco minutos e outro que ganha US$ 500 por mês. Não dá, né?

O sr. tem um filho com esquizofrenia. O que acha do uso medicinal da maconha para tratamento de doenças como essa? 

Meu filho hoje vive normalmente com os remédios que são resultado de pesquisas durante décadas e décadas. Funcionam muito bem. Agora, isso é a minha opinião. Hoje, qualquer opinião contrária a coisas dessa natureza é tachada de preconceito. Se de fato a maconha tem qualidades medicinais, e pode ser, não sou médico para dizer que não, acho certo usar. Não sou contra o uso medicinal da planta. Mas dizer que a maconha é inofensiva para ser usada como divertimento eu acho perigoso. Para parte das pessoas não é alucinógena, mas para parte das pessoas é um risco grande.  Elas perdem o controle e podem ser levadas a fazer coisas graves. Sem falar que a maconha pode ser a porta para outras drogas pesadas.

TRE anuncia diplomação de eleitos para 19 de dezembro

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Maranhão da Gente

A cerimônia de diplomação dos candidatos eleitos do Maranhão ocorrerá no dia 19 de dezembro, na sede do Tribunal Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), no bairro da Areinha, em São Luís. A definição foi anunciada pelo TRE-MA após homologação do resultado do 1º turno das eleições 2014, em sessão nesta quarta-feira (15).

Apenas os candidatos com as contas de campanha julgadas pelo TRE-MA terão o documento formalizado. Além disso, o resultado homologado não é definitivo, pois existem recursos interpostos quanto a registros de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O relatório geral da totalização das eleições 2014 do 1º turno foi apresentado pela Comissão Apuradora no dia 6 de outubro e não houve interposição de qualquer reclamação, conforme certificado pela Secretaria Judiciária. Cópias do relatório serão encaminhadas pela presidência do TRE-MA ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.

Reeleição de Dilma é decisiva para o país e para o MA, avalia senadora do PCdoB

Senadores_Vanessa_Inacio_visita_Maranhao_Fotos_Divulgacao_AssessoriaOs senadores do PCdoB Vanessa Grazziotin (AM) e Inácio Arruda (CE) estiveram em São Luís nesta sexta (17) para participar de atividade em apoio à reeleição de Dilma Rousseff. Durante a visita ao Maranhão, eles falaram sobre a posição do partido em relação à continuidade dos avanços sociais nos últimos 12 anos, sobre a vitória de Flávio Dino e a importância da eleição de Dilma para o estado.

A defesa no apoio a continuidade do governo do PT está pautada no modelo político e de desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste do país. Para Vanessa Grazziotin, o resultado positivo nas urnas para a presidente Dilma também representa a garantia de que o Maranhão terá parcerias com o Governo Federal.

“A vitória é a certeza de que o Maranhão e a administração de Flávio Dino vai ter todo o apoio necessário. Estamos empenhados em trabalhar e fazer com que a Dilma continue no poder para a gente continuar na mudança”, afirmou, lembrando que o lema utilizado na campanha de reeleição é uma das primeiras palavras de ordem do PCdoB: Avançar nas mudanças.

“Essa batalha é decisiva para o país, inclusive para o Maranhão, para que a mudança não pare, em beneficio do povo, dessa transformação social que o Brasil vive, estamos muito envolvidos”, continuou.

Sobre a eleição histórica do Maranhão, que elegeu Flávio Dino governador, a senadora disse que a “vitória maiúscula é motivo de orgulho de todos os militantes e filiados do partido pelo primeiro governador eleito”. Agora o trabalho é melhorar política social, uma das principais bandeiras levantadas pelo governador eleito durante a campanha, para reverter os índices sociais do estado.

Mais força na reta final

Também cumprindo agenda no Maranhão, o senador Inácio Arruda defendeu que os governos do PT implantaram a maior política social no país e falou da importância de preservar essas conquistas. “Não podemos dar um passo para trás. O Nordeste entrou no mapa do desenvolvimento com força com Lula e Dilma e para mantê-lo nessa condição é importante a vitória de Dilma”, analisou.

Inácio lembrou que foi com a eleição do ex-presidente Lula que houve o maior incentivo da distribuição de investimentos no Norte e Nordeste, como exemplos, citou a retomada da indústria naval, que descentralizou as ações no Sudeste e também com a descoberta do pré-sal, com investimentos feitos para ampliar a capacidade de refino no Brasil e propôs a construção de refinarias no nordeste, que estão em construção.

“O Maranhão tem condições especiais, território, potencial agrícola, biodiversidade, potencial de um porto com o maior calado do país. As condições estão dadas para o Maranhão. O que faltava era um planejamento arrojado para atender as demandas sociais e, sobretudo, o desenvolvimento do estado. Essa questão deve estar casada: Flávio e Dilma. Não podemos dar um passo para trás”, disse o senador.

Aécio Neves abre vantagem de 13 pontos sobre Dilma Rousseff

Aecio Neves

Exame

Pesquisa do instituto Sensus divulgada nesta sexta-feira mostrou o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, com grande vantagem sobre a presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT.

Segundo o levantamento, divulgado no site da revista Isto É, Aécio tem 56,4 por cento dos votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos), contra 43,6 por cento de Dilma.

Na pesquisa anterior, a vantagem do tucano era um pouco maior: 58,8 a 41,2 por cento.

Pelo eleitorado total, o placar favorável a Aécio é de 49,7 a 38,4 por cento –na semana passada era de 52,4 a 36,7 por cento. Os eleitores que planejam votar em branco ou anular seus votos ou estão indecisos somam 12 por cento, ante 11 por cento no levantamento anterior. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

As pesquisas mais acompanhadas pelos analistas, Datafolha e Ibope, divulgaram na quarta-feira passada levantamentos que mostravam empate técnico, mas com vantagem numérica para Aécio.

Pelo eleitorado total, o placar favorável ao tucano era de 45 a 43 por cento; pelos votos válidos era de 51 a 49 por cento. A margem de erro das duas pesquisas é de 2 pontos percentuais.

No levantamento divulgado nesta sexta-feira, o Sensus ouviu 2.000 eleitores em 136 municípios, entre terça-feira e esta sexta-feira.