Dono da academia que promove curso para coronéis já foi homenageado por Roseana

Blog Jorge Vieira

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A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), acusada de fazer parte da quadrilha que quebrou a Petrobras e cobrar propina de R$ 6 milhões para liberar o pagamento do precatório da Constran, assinou decreto, em 28 de dezembro de 2009, concedendo Medalha do Mérito Militar, denominada “Medalha Brigadeiro Falcão”, instituída pelo Governo do Maranhão, ao Tenente Coronel da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, José Walterler dos Santos Silva, dono da Academia Walterler, que oferece cursos de treinamento a militares.

O edital lançado pelo Comando da Polícia Militar do Maranhão, convidando os interessados a se inscreverem, curiosamente foi lançado no dia 28 de novembro para um curso que está previsto para começar em 22 de dezembro, véspera do Natal, e no qual se escreveram apenas os coronéis que já estão perto da aposentadoria, o que leva a crer que trata-se apenas de mais uma sinecura para levar militares de alta patente e seus familiares para passarem dois anos nas paradisíacas praias do Rio Grande do Norte pagos com o dinheiro do contribuinte.

Embora no edital não conste o valor do contrato com a Academia Walterler, pertencente ao militar homenageado por Roseana, e nem o quantitativo de policiais beneficiados, fonte segura da Secretaria de Segurança revela que os custos para esse suposto “treinamento” de 53 militares, que pode durar de três meses a dois anos, é da ordem de R$ 9 milhões, pago pelo Governo do Maranhão.     

Para que esses militares que se inscreveram para fugir do trabalho ainda são oferecidos hospedagem, passagens e todo o custeio mediante subsídio. O mais vergonhoso, no entanto, são doze coronéis se inscreverem de uma única vez com a nítida finalidade de politizar o ambiente na corporação e criar dificuldade para o futuro governo que toma em primeiro de janeiro de 2015.

Roseana Sarney e Lobão foram confirmados por Paulo Roberto Costa como beneficiários com desvios da Petrobras

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Agência Estado

Primeiro delator da Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa citou em 80 depoimentos que se estenderam por duas semanas, entre agosto e setembro, uma lista de 28 políticos – que inclui ministro e ex-ministros do governo Dilma Rousseff (PT), deputados, senadores, governador e ex-governadores.

A reportagem obteve a lista completa dos citados. A relação inclui ainda parlamentares que integram a base aliada do Palácio do Planalto no Congresso como supostos beneficiários do esquema de corrupção e caixa 2 que se instalou na petrolífera entre 2004 e 2012.

Há nomes que até aqui ainda não haviam sido revelados, como o governador do Acre, Tião Viana (PT), reeleito em 2014, além dos deputados Vander Luiz dos Santos Loubet (PT-MS), Alexandre José dos Santos (PMDB-RJ), Luiz Fernando Faria (PP-MG) e José Otávio Germano (PP-RS). Entre os congressistas, ao todo foram mencionados sete senadores e onze deputados federais.

O perfil da lista reflete o consórcio partidário que mantinha Costa no cargo e contratos bilionários da estatal sob sua tutela – são 8 políticos do PMDB, 10 do PP, 8 do PT, 1 do PSB e 1 do PSDB. Alguns, segundo o ex-diretor de Abastecimento, recebiam repasses com frequência ou valores que chegaram a superar R$ 1 milhão – dinheiro que teria sido usado em campanhas eleitorais. Outros receberam esporadicamente – caso, segundo ele, do ex-senador Sérgio Guerra, que foi presidente nacional do PSDB e em 2009 teria pedido R$ 10 milhões para arquivar uma CPI da Petrobras no Senado.

Sobre vários políticos, o ex-diretor da estatal apenas mencionou o nome. Não revelou valores que teriam sido distribuídos a eles ou a suas agremiações.

Foram citados os ex-governadores do Rio Sérgio Cabral (PMDB), do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) e de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) – que morreu em um acidente aéreo em 13 de agosto, durante campanha presidencial.

Primeiro escalão

A lista inclui também o ex-ministro Antonio Palocci (PT), que ocupou a Esplanada nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma; os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o atual ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e ex-ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades).

Os 28 nomes são exclusivamente de políticos que teriam sido beneficiários dos negócios da diretoria de Costa. A Polícia Federal e a Procuradoria da República trabalham com outros nomes de políticos que se relacionavam com os ex-diretores da estatal Renato Duque (Serviços) e Internacional (Nestor Cerveró).

As revelações foram feitas em depoimentos prestados por Costa à força tarefa da Lava Jato e fazem parte do acordo de delação premiada firmado pelo ex-diretor com o Ministério Público Federal em troca de redução da pena. Desde que sua delação foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal, ele cumpre prisão em regime domiciliar, no Rio.

Alguns nomes dessa lista também aparecem na relação fornecida pelo doleiro Alberto Youssef, que firmou acordo semelhante – ainda não homologado pelo ministro Teori Zavascki, do STF. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve denunciar os envolvidos no esquema de desvios da estatal em fevereiro, quando tem início a nova legislatura.

A delação do ex-diretor da Petrobras, já homologada pelo Supremo, estava com Janot desde novembro. Ele aguarda o teor do depoimento de Youssef para cruzar os nomes citados, o que deverá ser realizado até o início da próxima legislatura.

Foro

Na troca da composição do Congresso, alguns dos citados perdem foro privilegiado e passam a ser julgados pela Justiça de primeira instância. Por decisão do ministro Teori Zavascki, as investigações permanecem divididas entre a Suprema Corte e a Justiça Federal no Paraná, onde serão investigados os acusados que não têm mandato.

A lista de 28 nomes foi revelada por Costa exclusivamente no âmbito da delação premiada. Como são citados políticos com foro privilegiado, o caso foi parar no STF. Em depoimentos à primeira instância da Justiça Federal, o ex-diretor da Petrobras não falou de políticos, mas citou que o PP, o PMDB e o PT recebiam de 1% a 3% sobre o valor dos contratos da estatal para abastecer caixa de campanha.

A investigação desvendou uma trama de repasses a políticos na estatal. A Lava Jato foi desencadeada em março e identificou a parceria de Costa com o doleiro Youssef. Na última fase da operação, deflagrada em 14 de novembro, foram presos os principais executivos e dirigentes das maiores empreiteiras do País, todos réus em ações penais por corrupção ativa, lavagem de dinheiro, crimes de cartel e fraudes a licitações.

Cleide destina emendas para suas bases eleitorais

cleide-coutinhoA deputada Cleide Coutinho (PSB) apresentou uma série de emendas ao Orçamento do Estado para o exercício de 2015 destinadas às suas bases políticas, bastante perseguida pelo governo de Roseana Sarney, em função do apoio incondicional do deputado estadual Humberto Coutinho à candidatura do governador eleito, Flávio Dino (PCdoB).

Aliada de primeira hora do governo que inicia a partir de primeiro de janeiro do ano que vem, a parlamentar está confiante que todas as suas emendas, inclusive as parlamentares, levando benefícios para suas bases de apoio, serão atendidas.

No Governo Roseana Sarney, todas as Emendas da deputada foram rejeitadas, mas em 2015 a história promete ser diferente. As proposições da parlamentar estão publicadas no Diário da Assembleia Legislativa, do dia 11/12/2014 páginas 15 a 18.

Helicóptero adquirido por empresa fantasma é encontrado na casa de Edinho Lobão

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Helicóptero do mal: Aeronave encontrada na mansão da família Lobão foi adquirida em um grande esquema de lavagem de dinheiro.

A força-tarefa formada por policiais e oficiais de justiça apreendeu, na tarde desta quinta-feira (18), na residência do senador Edinho Lobão (PMDB), um helicóptero supostamente adquirido por uma empresa fantasma acusada de lavagem de dinheiro e fraude bancária.

De acordo com as primeiras informações, a aeronave modelo Robinson R44 II teria sido utilizada durante a campanha do candidato derrotado ao governo do Maranhão, inclusive constando na declaração de bens apresentada por ele à Justiça Eleitoral.

O gerente de fiscalização do Bradesco, João Cândido, disse estar surpreso com o envolvimento de um senador da República no esquema criminoso. O banco investiga a compra de 60 bens, entre aviões, caminhões e carros de luxos adquiridos de forma fraudulenta pela empresa C J Oliveira Ltda.

Antes de ser negociado com Edinho, o helicóptero passou pelas mãos de vários donos, chegando a ser utilizada pelo ex-ministro Carlos Lupi (PDT) e apreendida pela Polícia Federal em uma operação que investigava o desvio de recursos públicos do Ministério do Trabalho.

Sarney diz se arrepender de ser senador

G1, com edição do blog.

Após 60 anos de mandatos políticos, o senador José Sarney (PMDB-AP) fez nesta quinta-feira (18) seu discurso de despedida no plenário do Senado. Ele afirmou se arrepender de ter voltado à vida pública depois de ter sido presidente da República, cargo que exerceu de 1985 a 1990 devido à morte do presidente Tancredo Neves.

jose-sarneyDepois que deixou a Presidência da República, Sarney foi eleito para cinco mandatos consecutivos de senador, dois pelo Maranhão e três pelo Amapá.  Em junho, o parlamentar anunciou a políticos e amigos que não disputaria as eleições deste ano para, segundo sua assessoria, cuidar da mulher, em tratamento médico.

“Eu tenho um arrependimento, até fazendo um mea-culpa. Penso que é preciso proibir que os ex-presidentes ocupem qualquer cargo público, mesmo que seja cargo eletivo. Nos Estados Unidos é assim, e eles passam a ter uma função que serve ao país. Então, eu me arrependo. Acho que foi um erro que eu cometi ter voltado, depois de presidente, à vida pública”, afirmou durante seu último discurso como senador.

Sarney falou sobre seu arrependimento quando defendia o fim da reeleição e ampliação dos mandatos para cinco ou seis anos. “Precisamos levar a sério o problema da reeleição”, disse. “Eu confesso que sou partidário de que não tivéssemos a reeleição, mas também sou crente de que o mandato de quatro anos é muito pequeno”, disse. No período em que presidiu o Senado, Sarney defendeu o mandato presidencial de cinco ou seis anos.

Bira do Pindaré e Pai Euclides são homenageados com a medalha Simão Estácio da Silveira

IMG_8181Em cerimônia oficial da Câmara Municipal de São Luís, na noite desta quarta-feira (17), o deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) e o Pai de Santo Euclides Talabyan foram agraciados com a medalha Simão Estácio da Silveira. Os dois foram homenageados por indicação do vereador Nelsinho Brito (PT).

O evento aconteceu no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e o presidente da Câmara, Isaias Pereirinha (PSL), organizou as atividades.

A medalha “Simão Estácio da Silveira” é considerada a maior honraria do Legislativo Ludovicense, instituída pela Lei Orgânica do Município e regulamentada pela Resolução do Plenário 05/95.

A homenagem é destinada para agraciar personalidades locais, nacionais ou estrangeiras que tenham prestado relevantes serviços para o município de São Luís. Simão Estácio da Silveira foi o fundador e primeiro presidente do Senado da Câmara de São Luís, primeira denominação recebida pela casa legislativa municipal.

Câmara de São Luís constrange Weverton Rocha

weverton-rochaUm dos agraciados com a medalha Simão Estácio da Silveira, o deputado federal Weverton Rocha (PDT) virou motivo de chacota entre as autoridades contempladas com a honraria oferecida pela Câmara de Vereadores de São Luís, na cerimônia realizada na noite da quarta-feira (17), na sede da Fiema.

O parlamentar não pôde comparecer ao recebimento da comenda de indicação do vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), enviando a esposa do ex-secretário Jerry Abrantes como sua representante.

Ao recapitular a carreira política do “Maragatuno”, o locutor do evento destacou a reforma inacabada do Ginásio Costa Rodrigues como única marca de sua passagem pela Secretaria de Esporte e Juventude do governo Jackson Lago (PDT), provocando ironias e gargalhadas entre os presentes.

Visivelmente constrangido, Ivaldo Rodrigues se apressou em exigir explicações para o cerimonial do legislativo municipal, sendo informado que o currículo fora lido na íntegra, conforme o texto enviado pela assessoria de Rocha.

Arnaldo Melo justifica pensão vitalícia concedida a Roseana Sarney

roseanaEm nota enviada ao blog, o governo Arnaldo Melo (PMDB) justificou os motivos para a concessão de pensão vitalícia à ex-governadora Roseana Sarney (PMDB).

Além da aposentadoria de quase R$ 21 mil como ex-funcionária da gráfica do Senado Federal, Roseana receberá mais R$ 24 mil dos cofres públicos estaduais pelo resto da vida.

Leia a nota:

“Sobre as interpretações acerca do subsídio concedido à ex-governadora Roseana Sarney, o Governo do Estado do Maranhão esclarece:

1 – Roseana Sarney reassumiu o Governo do Estado em 2009 e em 2011, já reeleita, abriu mão do subsídio de ex-governadora e optou por receber o subsídio de governadora.

2- Agora, ao renunciar ao cargo, referente ao mandato 2011/2014, Roseana Sarney tem direito novamente a requerer o subsídio na condição de ex-governadora.

3 – O subsídio trata-se de um benefício especial concedido a ex-governadores, assegurado pela Constituição Estadual, que não se aplica ao teto constitucional, não interferindo, portanto, na sua aposentadoria pelo Senado, conforme o parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE), de no 591, de 22 de junho de 2005, que diz: “A pensão vitalícia concedida ao ex-governador é um benefício de natureza adjutória pelo exercício da função pública relevante que não se confunde com os vencimentos percebidos pelos servidores públicos decorrente da contraprestação de serviços, razão pela qual referida pensão não se submete a regra proibitiva de vinculação prevista no art. 37, XIII, da Constituição Federal”.

4 – A legalidade do benefício, embora tenha sido questionada por meio de Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF), em 2005, ainda não tem decisão, seja de caráter liminar ou de mérito”.

Coutinho faz recuperação asfáltica em Caxias

asfaltocaxiasDepois de entregar postos de saúde, campos de futebol, construir uma upa, creches, Ginásios e praças poliesportivas, o prefeito Caxiense incremente a recuperação asfáltica da cidade, após a substituição de 73.000 metros de velhos canos de amianto, considerados cancerígenos, por canos de PVC para dar maior fluidez ao sistema de abastecimento d’água da cidade.

Mas só as ruas no centro da cidade, mas outros 12.000 metros de asfalto estão sendo esparramados para recuperar diversas ruas nos bairros Antenor Viana, Teso Duro, Fazendinha, São José, Alto da Cruz e Bela vista.

Assim como outro prefeitos de oposição, Léo Coutinho sofreu perseguição implacável do Governo de Roseana Sarney, que praticamente estrangulou o desenvolvimento da cidade, mas agora começa a respirar aliviado, pois espera que no Governo de Flávio Dino, a cidade de Caxias volte a ser tratada com o respeito que merece.

“Este é o presente de Natal que estamos entregando aos caxienses. Ruas revitalizadas, asfalto de boa qualidade, obras na saúde, no abastecimento de água. Além da beleza da iluminação pública e de natal, estamos recuperando muitas ruas para maior conforto de nosso povo que merece sempre ter uma cidade cada vez melhor”, afirmou Léo.

Patetice do dia: Arnaldo Melo concede pensão de R$ 25 mil a Roseana Sarney

roseana sarneyEstá explicada a razão pela qual Roseana Sarney tinha tanta urgência em deixar o Palácio dos Leões antes do final do mandato de governadora.

De acordo com o Diário Oficial do Estado, uma das primeiras providências do governador-tampão, Arnaldo Melo (PMDB), foi conceder pensão vitalícia de quase R$ 25 mil à antecessora.

A decisão foi publicada em 12 de dezembro, dois dias após a renúncia da filha do oligarca José Sarney.

A ex-governadora já é aposentada como servidora da gráfica do Senado Federal, recebendo salário de quase R$ 21 mil.

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Imagem: blog do Jeisael.

Com o acúmulo dos dois vencimentos, ela ganhará pelo menos R$ 46 mil mensais, valor superior ao subsídio pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal, que deveria ser o teto do funcionalismo público.